ipê roxo em floração

[seg] 16 de julho de 2018

o ipê roxo em floração…

e eu tenho que fazer um esforço danado para sair de casa. semana de formação…


perdi a rematrícula

[sex] 13 de julho de 2018

só para registrar…

uma semana exaustiva. cansaço, dormindo no ônibus, dormindo no sofá, virando madrugada. eu no piloto automático… submerso na montanha de papéis e avaliações… produzindo notas… e no fechar da noite, da semana, do bimestre… numa sexta-feira treze…

no comentário da colega, depois do conselho de classe, no ponto do ônibus, sobre as disciplinas que ela vai cursar, e qual eu cursarei… descubro que perdi a data da rematrícula… e fiquei preso neste ponto, para dobrar a ansiedade… eu nem me liguei na data da rematrícula e perdi.

e agora?

é aguardar o ajuste para tentar algo. já estava cético, pelo ia zerado se conseguiria algo, e como conseguiria encaixar datas, mas agora… ficou foda. seria um pouco triste ficar neste ponto do caminho. um mês de hype, um mês de frequência… e morri na praia.

ps: sexta, sábado e domingo sem as doses diárias, porque não me organizei e perdi a hora para pegar a medicação. faltei a sessão de terapia dessa quinta-feira também.

lá vou eu me desmontando continuamente. me afundando… fiquei triste e cansado.

vontade de ficar quieto. sozinho. tchau.


a próxima aldeia

[sex] 6 de julho de 2018

notas da semana.

as professoras de história resolveram falar que estou acabado. olham para mim e dizem… como você está destruído.

e é nesses momentos em que estou realmente acabado, horrível, as pessoas sentem mais suscetíveis para falar de suas dores… e nessa nossa troca de dores, ela me disse que anda mal, angustiada… eu lhe conto de minhas dificuldades em viver. é assim, aparentemente não tem nada errado, tudo parece normal, mas a gente fica assim, com dificuldade para viver… se concentrar, ver sentido na vida.

*

mas ao menos tenho conseguido trabalhar, e do trabalho [meia boca] feito nas turmas… algumas meninas querem organizar um coletivo sobre gênero na escola, querem minha colaboração… e o rapaz, que escreveu na sua redação, me confidenciou, que o caso que ele narrou no texto, era a morte de sua mãe, pelo padrasto. me deu um aperto, um nó.

*

«Meu avô costumava dizer: “A vida é espantosamente curta. Para mim ela agora se contrai tanto na lembrança que eu por exemplo quase não compreendo como um jovem pode resolver ir a cavalo à próxima aldeia sem temer que – totalmente descontados os incidentes desditosos – até o tempo de uma vida comum que transcorre feliz não seja nem de longe suficiente para uma cavalgada como essa’». (Franz Kafka. “A Próxima Aldeia”, 1917.  tradução de Modesto Carone).


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