exercício indorme

[seg] 24 de abril de 2000

indorme: o canto preso e trespassado pela dor atroz corta o que é um corpo, o que é vão, e transpassa indiferente em lances tal uma faca cega, e me indaga de dentro desta estúpida ferocidade numa ânsia voraz do porquê me arde essa aridez da carne fugaz?! em silêncio: de dentro sangraríamos?! mil vezes por todos poros… ah! coração vítreo. ah! corpo histérico. ah! promessa de amor cruel. desamor, ser-forma contradita. um frio eólico… nuvens estagnadas, fruto cru, sopro ruidoso. e sigo indorme. e segues sem olhares. sangramos, enquanto vivos. mas sonâmbulos.

Florianópolis, 24, abril 2000.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: