Archive for agosto, 2002

analise e resulte

[sáb] 31 de agosto de 2002

Analisando, agora, com um certo distanciamento, não o ideal, mas o suficiente para perceber que a abordagem utilizada foi um tanto quanto equivocada, muito abrupta… faltou um pouco de tato, de habilidade diplomática, igualmente faltou um planejamento adequado… Logo a ação foi deficiente ao propósito utopicamente pretendido.

É.. Fiz merda, como sempre.

Diálogo IRCano

[sáb] 31 de agosto de 2002

[00:39]
<@Woo> como vai a operação “the past”
<@Woo> ou revival… ou ainda, nostalgia?
<@Woo> ah sei la
<@urchin> eu tbm não sei, abandonei
<@urchin> andou me fazendo mal
<@urchin> tive sonhos
<@urchin> e sonhar não é bom
<@Woo> com olhos verdes?
<@urchin> é um sinal que as coisas não vão bem
<@Woo> eles lhe enfeitiçaram?
<@urchin> com verdes, cor de mel, azuis, negros…
<@urchin> é terça-feira cara…
<@urchin> toda terça-feira… é feiticeira
<@urchin> ah… sei lá…
[00:46]

Madredeus e Rollings

[sex] 30 de agosto de 2002

A outra accção prudente que termo dava à solidão da gente desesperava na calada e fria noite de uma terra inconsolável… Adormeci com a sensação que tínhamos mudado o mundo na madrugada, a multidão gritava os sonhos mais profundos…

Pleased to meet you. Hope you guess my name, but what’s puzzling you is the nature of my game… I watched with glee wile your kings and queens fought for ten decades For the Gods they made…

a strange day.

[qui] 29 de agosto de 2002

a strange day.
I can’t see your face in my mind…

i never be untrue

[qui] 29 de agosto de 2002

E o dia passou, assim, sem dizer a que veio, porque veio, e por quem veio… Sabe, aquele negócio de I Never Be Untrue… Eu queria que fosse verdade. Por que eu não consigo respirar?

reflexões sobre os amigos

[qua] 28 de agosto de 2002

AMIGOS
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências… A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer… Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.

Vinícius de Moraes

Esse post dedico à todos meus amigos, do tempo do infantil, da escola… Da vida.

Amo todos vocês, pois são parte de mim e os levo neste instante e sempre.

A caixa

[ter] 27 de agosto de 2002

Se fiquei esperando o meu amor passar + Todas as outras do CD As Quatro Estações.

Ah. Fiz a barba, tive um sonho estranho, ouvi muita música… e como sempre, não fiz nada.
Ás vezes acho que eu ficaria louco, se não fosse. Preciso sair daqui o mais rápido possível… Qualquer lugar… Menos aqui, dentro de mim…
Menos aqui.

Duas (ou três) coisas…

[seg] 26 de agosto de 2002

.. do palavratório só me restou Paulinho da viola!

E, agora, ao som do silêncio.
E à luz da Ponte Hercílio Luz: Floripa é linda!

Os livros não são sinceros…

[qua] 21 de agosto de 2002

“Quem esteve aqui viu barquinho de gazeta ancorar no mistério, notas musicais entre bolas de sabão que de nossas serenatas vieram, flores que ofertamos e que munca morreram em vasos e jarras se bronzeiam e os anjos de onde vem sua vida bem-vinda, Os livros não são sinceros…”

Linda…
Tão sentimental… nascia a 20 anos e 9 horas atrás um ser em alguma cidade do interior do Paraná que hoje vos escreve… Eu estou feliz…

pra 'cê saber que eu não estou nem ai…

[ter] 20 de agosto de 2002

“… Já não sei porque em ti eu consigo encontrar um caminho, um motivo, um lugar para eu poder repousar meu amor… ”
Só pra você saber que eu não estou nem ai pra você.

Mais uma canção, Marcelo Camelo.

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