Archive for novembro, 2002

é o fim!

[qui] 21 de novembro de 2002

O que queres que eu diga? O quê?

21:43 Quinta-feira…

As vezes eu tenho medo… As vezes não… As vezes eu tenho sonhos, as vezes não.

E o fim chegou…

Quem sabe em outro ano,
Quem sabe em outra época…
Quem sabe em outra primavera
Eu veja teus olhos…
Quem sabe em outro plano,
Quem sabe na próxima década…
Quem sabe… Quem me dera.

track track

[dom] 10 de novembro de 2002
Os Paralamas do Sucesso e Fito Paez
  Versão: Herbert Vianna

Não, não passa o tempo, ao menos para mim. Tomo comprimidos e sigo sem dormir, vejo tantos portos, não há onde atracar.Já não existem laços, alguém cortou…Trac, trac, trac

Todos os perfumes, todo aquele lugar, Todas as misérias, tudo mais que há. Cada movimento do Sol sobre você, Cada móvel velho e cada anoitecer… Dá-me tu amor, solo tu amor… Dá-me tu amor, solo tu amor… Poucas garantias há para nós dois Nada nesse mundo tem tanto valor, Todos os vizinhos parecem saber e lançam seus olhares sobre eu e você… Veio todo mundo, a rádio e a TV; Veio o comissário, anjos do céu também, Todos querem algo, sangue ou não sei quê. Todo o universo, nada lhes dá mais prazer…Yeah, yeah, yeah… Dá-me tu amor, solo tu amor… … Dá-me tu amor, solo tu amor…

Exatamente 37 horas acordado….

do riso e do esquecimento

[qui] 7 de novembro de 2002

“Se ele queria apagá-la das fotografias de sua vida, não era porque não a amava, mas sim porque a tinha amado. Ele a apagara, a ela e a seu amor, como o departamento de propaganda do partido fizera desaparecer Clemantis da sacada onde Gottwald havia pronunciado seu histórico discurso. Mirek reescreveu a História exatamente como o partido comunista, como todos os partidos políticos, como todos os povos, como o homem. Gritamos que queremos moldar um futuro melhor, mas não é verdade. O futuro nada mais é do que um vazio indiferente que não interessa a ninguém, mas o passado cheio de vida e seu rosto irrita, revolta, fere, a ponto de queremos destruí-lo ou pintá-lo de novo. Só queremos ser mestres do futuro para podermos mudar o passado. Lutamos para ter acesso aos laboratórios onde se pode retocar as fotos e reecrever as biograficas e a História…

Milan Kundera em O Livro do Riso e do Esquecimento.
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idéia?

[sáb] 2 de novembro de 2002

EU SOU UM POETA DE MEIA TIGELA
escrevi um poeta, e tive uma idéia.

ordem e desordem

[sáb] 2 de novembro de 2002

“Tudo passa, tudo passará… E nossa história não estará pelo avesso assim, sem final feliz.. (?!?)”

tristezura!

[sex] 1 de novembro de 2002

Ah!! poeta…
Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
Carlos Drummond de Andrade
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Já, então, não sei… Se, apenas, que não é de um tempo atrás de onde tudo era apenas alguma coisa como o limite de algo extremo;

Suponho, talvez, sejam estes olhos cansados, estas olheiras disfarçadas – Sempre disfarçando tudo… E o fato, este então, é, e nem sei, porque estou tão cansado, tanto assim, que estou de saco cheio de mim e d’um monte de coisas, que estou como antes perdido entre coisas encontradas… Entre coisas que não são findas e que entretanto vivem a buscar um qualquer…………… . . . . . . fim é outra, longa, estória, que não necessariamente precisa ter fim assim…

“Palavras são erros e os erros são seus…” Renato Russo

um sorriso bobo parecido com soluço…

[sex] 1 de novembro de 2002

“Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo. Porque corpos se entendem; as almas, nem sempre.”
Manuel Bandeira.

Acordei com uma dor nas costas, dormi mal. Olhando agora pela janela vejo toda a baia norte, o centro, a ponte e o continente… Gostaria de ter uma máquina fotográfica a mão agora para poder explicar o que vejo [será que vejo com teus olhos?]… Só posso dizer que o céu, as nuvens, as luzes e o mar, tudo isto em contraste numa cena absurdamente perfeita.

“Minha laranjeira verde por que está tão prateada, foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada… Tenho um sorriso bobo parecido com soluço, enquanto o caos segue em frente com toda a calma do mundo” Renato Russo

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