insone

2006, fevereiro 11, sábado

Foi tão somente entrar, fechar a porta e deitar-se, algo mais que alguns instantes, como se houvesse meticulosamente calculado, fracionando o tempo em espaços de tempo determinados. Alguns instantes e os olhos já não viam mais um azul quase negro e sim um azul das cinco, quase dia, quase claro. Sempre quase. Um tom agradável, mas frío, de um frío que sentes vontade de se estar coberto. E dormir, e dormir infinito. Num desejo de não sonhos, signos, e, ou, imagens. Oco do som, do corpo e de toda hipotética paz, além de qualquer coisa que é viver.

Quando morre – no espaço tempo – cinco segundos ou quinze horas têm o mesmo tempo, o mesmo ar de quem se foi e ousou voltar… Só pra ver que o tempo não há, somente o ar, os olhos e uma ilusão unica a movimentar teu espaço em qualquer direção. Foi tão somente entrar, entreaberta a porta deixar-se. E não pensar mais que alguns instantes…
Foi dormir, que isto que é viver.

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