Archive for junho, 2006

joaquina

[sáb] 24 de junho de 2006

Acorde! uma casa e uma chave! a chave na casa, e eu fora dela… da casa, sem a chave? preciso meditar… acalmar. Acho que vou pra sambaqui ver o jogo da argentina… Almoçar, tomar banho…

***

Sobre ontem, e anteontem… e os outros dias: “Cada traço, cada gesto, encantados… Meu coração e eu não sei não explode, molda, expande e dispara, comprime e escorre… escapa!”

João Cabral de Melo Neto. Morte e vida severina. Auto de Natal Pernambucano

[ter] 20 de junho de 2006

Oquêi!,

Uma vez mais tentar! Em vão, um vão qualquer…

Se esbarrares comigo, e eu brincando de poesia, declamando p’ro vento, intentando ventura, enquanto outros olham-me como um louco, mais um…

Eu digo assim:

(como diz joão!)

O RETIRANTE EXPLICA AO LEITOR QUEM É E A QUE VAI

— O meu nome é Severino,
como não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.
Mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da serra da Costela,
limites da Paraíba.
Mas isso ainda diz pouco:
se ao menos mais cinco havia
com nome de Severino
filhos de tantas Marias
mulheres de outros tantos,
já finados, Zacarias,
vivendo na mesma serra
magra e ossuda em que eu vivia.
Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas,
e iguais também porque o sangue
que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte,
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).
Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,
a de querer arrancar
algum roçado da cinza.
Mas, para que me conheçam
melhor Vossas Senhorias
e melhor possam seguir
a história de minha vida,
passo a ser o Severino
que em vossa presença emigra.

João Cabral de Melo Neto
Morte e vida severina
Auto de Natal Pernambucano

Amor e Poesia.

[ter] 20 de junho de 2006

Que vida louca… Coração balançando, poesia brotando, vida seguindo… correndo… vamo lá que a luta é contínua… E eu tô velejando com todos os ventos à favor… É amor? É poesia?

terra para rose

[ter] 20 de junho de 2006

mst o filme.

declaração!

[ter] 6 de junho de 2006

Em cada tanto de tempo em que me meto me encanto mais com este jeito, gestos, olhares, falas…(…) estou zonzo… tenho que ler um texto e não consigo, gostaria de escrever muitos poemas, mas não encontro palavras que sintam exatas e instantâneas como estou sentindo… estou aqui falando para o vento, para o rosto sorrindo (…) e eu fecho (…) e abro os olhos e sinto… (…) ‘tô apavorado. (…) mas sou assim essa coisa estranha que vai pelo mundo fazendo de conta e quando se encontra se perde de tudo e fica pronto de desejos e sonhos e medos… (…) O que eu faço?

Posso ouvir o vento passar, a onda do mar bater… como pode alguém sonhar o que é impossível saber? não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer.. e isso, eu vi, o vento leva..

Encantado!

[sex] 2 de junho de 2006

Não há força maior que a explosão da paixão…
O poético manifesto surgiu, via o barco… aquele que vai da ilha de lá pra ilha de cá, e no meio há o mar!
é assim que eu gosto, quando vou intenso e à toda vela… Que o vento é o sopro, leva e enleva… Se de nada sou, sou poeta e estou… ENCANTADO!

questões fragmentaís

[sex] 2 de junho de 2006

sobre um raio de sol em uma noite negra.

a fala, o discurso e a prática?
a crença?
no que cres?

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