Archive for outubro, 2006

Verde folha…

[qua] 25 de outubro de 2006

i

meu espírito está cansado,
e meus pés doem por andarem atrás de pensamentos distantes.

meu corpo repulsa o ser, e vou indo para o fim..

Se é hora de partires;
e se é assim, com dor,
com mágoa, com angústia;
O que posso eu?
Longe do corpo abandono este ao cego andar
e a mente longe da realidade deste instante
querendo, tentando absurdamente tocar algo sólido
talvez um sonho, talvez uma promessa…

Quero vomitar sangue e lágrimas
quero vomitar meu corpo, meu agora,
meu passado e minha história..
E não sei se o corpo aguentará mais um passo?
se não cairá frio, imóvel… triste
como todo o fim…

ii

ontem cantando aos teus ouvidos mar negro disse o poeta «fuy tuyo, fueste mía, que más… Juntos hicimos un recodo el la ruta donde el amor pasó…» Meu peito gela, meus olhos estão mareados,
meu pensamento é triste e cego – cego
porque não vê sol, porque não vê noite,
só um vazio, e triste
porque sou triste, sempre triste…

Todas as palavras que o mar brandou o dia todo ficam fundas…
há sempre verdade!

Se partes… Digo vai, mas vai devagar…
fica bem, deixando a água levar…
deixa o vento levar
que eu já não sei se o meu barco segue,
ou chegou a hora de afundar…

Fico!
O Passado não se apaga, se guarda
e se recorda ou se esquece, mas não se apaga…

«Eu vou passando, pela grama verde, pela rua cheia de gente
pela dor que sou agora. Pelo amor que tenho..

centro acadêmico livre de ciências sociais…

[seg] 23 de outubro de 2006

uma transcrição:

«Olá …

hoje tivemos a primeira reunião para encaminhar os primeiros passos do CALCS. Sabemos que muitos não sabiam que hoje teria uma reunião, mas é que foi marcada em cima da hora. Mas a próxima reunião já está marcada para QUA – 12:30 – sala 335. Avisem para quem puder!!!

Pontos discutidos:

* posse da gestão:

a idéia da posse é apresentar aos outros CAs a nova fase do CALCS.
Serão convidados todos os CAs da UFSC e tbém a Corina (PRAE), um representante do DCE e a coordenadora do curso (Mirian Hartung).
A posse foi marcada para TER – 18:30 – Auditório do CFH (a confirmar).

Tarefas:
Kelem e Fábio: encaminhar ofício para Corina para pedir coquetel e convidá-la para a posse.
Sabrina: fazer os convites para os CAs.
Rodrigo: reservar Aud. do CFH.
A distribuição dos convites será dividida na reunião de quarta.

* Grupo de e-mails do CALCS:

Reativar o grupo, colocando os e-mails dos estudantes que ainda não estão na lista.
Como o moderador é o Diego, que não está frequentando a UFSC, o João Victor (Jojo) ficou de mandar um e-mail a ele para pedir que sejam acrescentados mais moderadores.

* Mutirão de limpeza do CALCS:

Foi marcado um mutirão para limpeza do CA, para Sexta-feira (27/10), a partir das 12:30 (tarde toda), para começarmos a arrumar os documentos do CA, para que os mesmos não sejam mais perdidos ou danificados. O mutirão será regado a cafezinho, biscoito, música e muito bate-papo. Todos convidados!!!!!

Tarefas:
Rodrigo: trazer um aparelho de som
Boni: trazer cafeteira.
Kelem: trazer pó de café, coador e os biscoitos q sobraram do “café dos calouros”.

Se não esqueci de nada é isso!
Não esqueçam:

Reunião do CALCS – QUA – 12:30 – sala 335. Participem e avisem a todos!
Kelem»

chuva

[sex] 20 de outubro de 2006

dia de chuva… E acordei o dia querendo dormir o dia inteiro. Mas meu amor, com seu pensamento me fez sentir-me mais forte, e sereno… Pode chover o mundo todo que eu não vou chover… Sou e serei um dia sol, de céu azul, de imensidão… Um dia de paz.

E quem sabe até a tarde a chuva…

ao sol implacável

[ter] 10 de outubro de 2006

Ao sol implacável, um instante e teu corpo viraria pó. O pó à terra, poeira, poema, poesia arenosa e no meio de si sente-se.. que transcende um limite; ele, se houvera transcender, inventa tentativas.. Solta-se.
Como à Cortazar não posso com a teia, e o aracnídeo que dorme à sombra. E não é o luar – como diriam uns – nem o sol, é um dia todo deitado à toa, ao léu inventando sensações. E se o peão da dama avançasse à quarta casa – derreteria o sol à sombra.
O jogo iniciaria? Os números falam-me do tempo inexistente que vem vencer e ser toda e qualquer ilusão. Onde tu e tudo ilusão e água. Uma ponte, sobre o vazio, feita de tábuas assim na realidade, na fatalidade, na verdade, na ficção, na invenção, na dade, no não, no ão, na ilusão…
O jogo de palavras em friccão que nào esconde o sangue, a vertigem e a fome por demais palpáveis, sentíveis, crus. Se pudesse agora beijaria tua boca quente e úmida mas então agora não há tu quiça algo que não corpos de poeira. Ninguém e um outro eu. Vê, dizer a mesma coisa é possível? Miro-te grão de todos os ângulos ou lados aos quais meto-me.
Qualquer coisa entre o gozar e sentir morrer.. Qualquer sonho violeta em tarde ocre. E sabemos então que podemos mais.. Somos a tarde, se me cabe uma paisagem. E arde, arde uma coisa toda feita de gozos, suspensão e entranhas e ferrugem e vãos. É vazio vê!
Sugam o ar quente enquanto sufoco. Mudo em mim tal uma vertigem, uma viagem, uma noite fria – quente? -, e o vento, leve, quase torno-me palavra.
Abres a janela, tê medo e segues à frente. Corre o vento
por dentro do peito, e torna na mente a chuva dos ais pela ondulação da face… Ar e ar, Chuva e chuva… Onde se distingue o sentido é o sem sentido apelo.. cadê tu poeta? À porta? À ponte? É um já tão já que não é e fora. Foi frio, tédio… Zona morta. Não zona.
Dei vinte passos mal contados em direção ao mondaréu de seres, apitos, faixas.. Uma orquestra. E sobre o canal, a massa, o fluído de poeira e estranha sutileza tentou poesia crua.. – Adoro obviandaes gritam os pássaros! – como uma flecha que perpassa o corpo e sai sem nunca ter entrado. E só lá esteve.
Quatro meses e o sol ficou, a chuva veio… Imaginação. B.

%d blogueiros gostam disto: