Archive for fevereiro, 2007

lastro e o mundo misturado

[sex] 9 de fevereiro de 2007

http://www.cfh.ufsc.br/~lastro/sociologias.htm

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um poema extenso e uma carta de saudade

[seg] 5 de fevereiro de 2007

UM POEMA EXTENSO

Uma folha entrou na sala e foi só.

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(…) Cuore, Otto mesi e io sto morendo di saudade. Voglio che tu sia bene con te. Voglio essere bene con me…
Io non voglio male per te, non ha mai voluto. Voglio coraggio! Voglio la serenità! Voglio piace e l’attenzione!
Io so che tutto ha un perché. C’è un tempo per ogni cosa… Devo aspettare. Domani, quindi, bisogno di svegliarsi e combattere con tutte le mie forze per vivere. E io sono con voi, perché sento che dovrebbe essere, e di più, è perché voglio essere con voi. Per me è fondamentale.  Così ora tutto sembra confuso e sono nel bel mezzo di una tempesta, Ma altri venti venire. Così, le porgo la mia mano e andare insieme con coraggio, con amore, pazienza e cura.

Coração, Oito meses e estou morrendo de saudade.
Quero que fiques bem. Eu quero ficar bem…
Eu não te quero mal, assim como nunca antes te quis mal…
Quero força, quero paz, quero carinho e atenção,
E sei que tudo têm os seus porquês, que há tempo para tudo…
E me cabe aguardar, me cabe acordar e lutar, com todas as minhas forças. E se estou ao, e do, teu lado. É porque sinto que devo estar. É porque quero estar. É porque importa pra mim…
Sei que agora tudo parece confuso e estamos no meio de um furacão, mas outros ventos virão. Deste modo, então, te estendo minhas mãos, te acompanho onde tenhamos que ir, com coragem, com carinho, com paciência, com atenção, com todo o amor. Te encontrarás, me encontrarei e nos encontraremos…
Sinto tua falta…

O Cachorro Branco Morto

[dom] 4 de fevereiro de 2007

O CACHORRO BRANCO

É de asfalto negro
de faixas amarelas, pontilhadas,
é assim, cru, o caminho…

Imóvel, mas não estátua,
é carne e osso e morte
É assim, coisa, o canino…

E o asco, e a repulsa,
e o aperto no peito,
e a indiferença do tempo…

O caminho cruzou o tempo e o cão
branco se viu imóvel
não sendo mais cão.
só asfalto, faixas amarelas,
tempo – perdido – em algum momento
do caminho…
Itacorubi, Fpolis
04.02.2007

sobre as palavras

[sáb] 3 de fevereiro de 2007

Ouvindo o poeta, e os ventos que erram a direção, senti no peito a estranha sensação de sentir… que as palavras são, às vezes, vãs.
Balneário Rincão, Içara
03 fev. 2007

exercício sobre as estrelas refletidas na parede

[qui] 1 de fevereiro de 2007

exercício sobre as estrelas refletidas na parede

enquanto
te distráis entre
quatro cantos
e quadros imóveis
como redemoinhos
cresce à rua algum susto
de sorriso largo
e olhos de desatinos

Das palavras…
quantas irão avoar enquanto parto!?
escrevendo versos
e pétalas,
e raios,
e espinho-mãos,
e pés-cravados,
nus.

Engulo grãos
de areia e de terra
em cada mergulho
nestas palavras silenciadas
que nem farão sentido
quando o sol se indo
amarelo-vermelho,
cedo, como um grito insano
de algum peito…

Ah! que vai brilhar.
nos distraímos.

Balneário Rincão, Içara.
fev. 2007.

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