Archive for junho, 2007

sabrás que no te amo y que te amo

2007, junho 28, quinta-feira

SABERÁS que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.

Eu te amo paracomeçar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo todavia.

Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desditoso

Meu amor te duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.

xliv. neruda, pablo.
cien sonetos de amor

SABRÁS que no te amo y que te amo
puesto que de dos modos es la vida,
la palabra es un ala del silencio,
el fuego tiene una mitad de frío.

Yo te amo para comenzar a amarte,
para recomenzar el infinito
y para no dejar de amarte nunca:
por eso no te amo todavía.

Te amo y no te amo como si tuviera
en mis manos las llaves de la dicha
y un incierto destino desdichado.

Mi amor tiene dos vidas para armarte.
Por eso te amo cuando no te amo
y por eso te amo cuando te amo.

Já contamos hoje..
só que é uma poesia proto-humana, parte-humana, pseudo-humana… Poesia pré-histórica…

E há de vir o tempo em que a poesia não apenas cantará, mas será sentida, vivida, realizada todo o tempo por nós, “quase-humanos”, que enfim seremos humanos. E ser humano é ser poético… Hoje somos quase poesia… E vou lutando, peleando, campeando, trabalhando para que a lavra que sangra da terra seja vida e não morte, seja poesia e não estupidez.
Poeta… te espero neste horizonte, e até lá, vamos arregaçar nossas mangas, calejar nossas mãos e palavras por um mundo humano :
Onde o amor sem posse, sem cor ou credo ou condição social seja possível… Onde amar, seja amar o outro que é parte de nós, e nós como parte do outro (o todo), que já são tantos outros como nós, capazes, proto-humanos… lutadores.

algo.

2007, junho 27, quarta-feira

engraçado… vim aqui só pra te ouvir.

ouço…

2007, junho 22, sexta-feira

ouço tua voz cantando… (e a minha, sempre desafinando)

E nossa história não estará pelo avesso assim, sem final feliz… Teremos coisas bonitas pra contar e até lá, vamos viver, temos muito ainda por fazer…

Ai Dindi… E não é por não querer-te! (ah) É por honestamente compreender que há tempo para tudo. E agora é o tempo de amadurecer. Momento de aprender consigo mesmo e quem sabe lá em frente quando o medo e a dor e todas as outras coisas pequenas esfacelarem-se no tempo… Reste-nos o amor próprio, e o amor mútuo estará claro então e mais forte e sincero do que nunca. Vou por aí me encontrar, levando parte de mim… e Aí Dindi… De coração: encontre-se, com calma, com o tempo que te for necessário…