crime e castigo

[dom] 24 de fevereiro de 2008

“Temos que consertar o despertador
E separar todas as ferramentas
Que a mudança grande chegou
Com o fogão e a geladeira e a televisão
Não precisamos dormir no chão
Até que é bom, mas a cama chegou na terça
E na quinta chegou o som”

EM VIAGEM, RECEBO CARTAS.

“Escrevo-te coisas… coisas que me passam voando pelos pensamentos, coisas que insistem em martelar… apenas coisas. (…) me liga quando chegar… preciso olhar teus olhos… até amanhã ou quando der… te espero, e te deixo com Neruda… (crime e castigo é um livro que exige poesia nos intervalos…)

Soneto XLVNo estés lejos de mí un solo día, porque cómo,
porque, no sé decirlo, es largo el día,
y te estaré esperando como en las estaciones
cuando en alguna parte se durmieron los trenes.
No te vayas por una hora porque entonces
en esa hora se juntan las gotas del desvelo
y tal vez todo el humo que anda buscando casa
venga a matar aún mi corazón perdido.
Ay que no se quebrante tu silueta en la arena,
ay que no vuelen tus párpados en la ausencia:
no te vayas por un minuto, bienamada,
porque en ese minuto te habrás ido tan lejos
que yo cruzaré toda la tierra preguntando
si volverás o si me dejarás muriendo.

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