os grãos e a garganta

2008, abril 1, terça-feira

muitas palavras encravadas em outros papéis e cantos.

aqui um silêncio de sala vazia,

de praia ausente,

de montanha distante.

ah!
é, parece uma nuvem
de grãos finissímos de areia
invadindo as narinas e a garganta.

muitas palavras dispersas
anseando vazar
anseando dizer-se
anseando sangrar-se no ar…

por quanto somente
ar seco e engasgo.
as palavras vão por outras direções:

quedam-se amassadas e retidas em esparsos e dispersos
papéis e cantos.
Sambaqui, 01.04.08

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