exercício sobre o cotidiano

[seg] 30 de junho de 2008

exercício sobre o cotidiano

na clara noite escura de desterro,
aguardo a moça que vem ao meu encontro
em sua bicicleta.

no vai e vem de tantos carros
tento o poema e a flor
da tão sofrida terra
tão brutamente concretada!
e do poema ou da flor quase nada…

me perco nos sonhos inventados
pelo malabares-palhaço do outro lado
da imensa rua
que de tão elegante, gesticula por uns míseros
e imprescindíveis trocados que há de alimentar
a barriga, os sonhos, o meu aguardo

e do nosso combinado:
café com beijinhos e abraços
trago a busca da poesia da mulher amada
e me perco e me acho – e no silêncio das gargantas
e juras de amor do casal mudo que passou agora
e arrebentou-me o peito…

campus universitário.

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