Archive for agosto, 2008

un poco de mário

2008, agosto 31, domingo

[O INVENTÁRIO] Não sei ao certo o que me fez contar, e há inúmeros blocos anotados espalhados pelas pilhas de papel neste quarta, nesta casa e que ainda aguardam seu momento de adentrar este inventário precário… Na linha do tempo, contém este blog cerca de nove anos, neste momento uns trezentos rabiscos (aproximadamente um por dia)… O doido é ler e sentir abrir portas, gavetas, sorrisos e dores… coisas que vivi ontem e sobrevivem aqui, em mim, em alguma parte.
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[O POEMÁRIO]

TE QUIERO

Tus manos son mi caricia
mis acordes cotidianos
te quiero porque tus manos
trabajan por la justicia

si te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos

tus ojos son mi conjuro
contra la mala jornada
te quiero por tu mirada
que mira y siembra futuro

tu boca que es tuya y mía
tu boca no se equivoca
te quiero porque tu boca
sabe gritar rebeldía

si te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos

y por tu rostro sincero
y tu paso vagabundo
y tu llanto por el mundo
porque sos pueblo te quiero

y porque amor no es aureola
ni cándida moraleja
y porque somos pareja
que sabe que no está sola

te quiero en mi paraíso
es decir que en mi país
la gente vive feliz
aunque no tenga permiso

si te quiero es porque sos
mi amor mi cómplice y todo
y en la calle codo a codo
somos mucho más que dos.

(Mario Benedetti)

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poietés, poïesis…

2008, agosto 30, sábado

Conflitando… EXPERIMENTANDO, LABORANDO, AMANDO, LUTANDO… um poietés em plena poïesis. Permanente!

espelho

2008, agosto 29, sexta-feira

das horas sem dormir (‮(idealizando

angustiado que mofa.
sofá de terreno baldio.
vadio da porra.
borra de café com fungo-verde.
ver-te em todos os retratos.
pratos de madeira e louças.
ouças os soluços instantâneos.
cutâneos e venosos passageiros distraídos.
lidos: os recados do poeta.
pateta é o gato enciumado.
lado-a-lado bola de pêlo e lata torta
mortadela com pão de ontem.
contém, um coração enlevado.
cravado até perder a voz
foz, paz, aguardada.
gelada é a noite do girassol.
anzol quase isca quase peixe.
me deixe de pensamentos soltos.
revolto nas vestes e na pele suada.
danada,  envolve pernas, línguas, dedos e braços…
laços de fita vermelha profunda
funda na parte que fica e que passa
a devassa saudade.
cidade do angustiado.