exércicio sobre a chuva no terminal

[qua] 13 de agosto de 2008

olhos
holofotes
mercúrio
neon.

na clara noite
encharcada
exposta no chão
– vê-se!
gota por gota
a queda
constante

encharco, volumoso, charco.
reflexo
de si
embasado…
no par de lábios.

passados o olhar,
indagantes
quase verdes
quase negro
quase brilho
quase fosco
noite
opaco.

caco de vidro
ainda não composto
e já
em pedaços.

reflexo
de si
embasado
de coisa
chuvosa
úmido
poema
frio.

risca-se
no espaço
vazio do papel
vazio na verdade
vazio na chuva
fina

ainda espera
quase chega
com os olhos
luminárias
dos transeuntes
passageiros
na estação
de espera
no tempo
dos confusos
e tão
modernos,
a pós.


adoradores
lamparinos
bichos prisioneiros
quanto perdura
a noite
enquanto
não apagarem
a falsa luz
os artifícios
luminosos
holofotes
da noite
longa
da chuva
fina

poeta
ainda prisioneiro
vê-se no meio
em processo
de ser
por inteiro
claro vermelho
luminoso.

rascunho. 13.08.08
TITRI – fpolis

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