palavras para respirar

[qua] 27 de agosto de 2008

solta no instante
no vento parado
poste em luz

o olhar pensado.

sobre as velhas árvores
as folhas de primavera
o ar livre no sopro

profundo.

disperso anda o poeta
passa pelos pesados passos
como se a gravidade dobrasse
à vida e à força o peito fosse ao chão

terra e concreto
tocasse.

lucidez, poeira, há quase,
no olhar solto do pó de estrela
no ponto de passagem na não espera

no apenas… indo ficando.

das palavras deixadas
guardo as nas mesmas velhas folhas
nas mesmas novas árvores
nos respiros…

na consciência do processo necessário
na materia viva
na gravidade aplicada
no corpo pulsante
dolorido…

ainda vivo.
Campus Universitário, UFSC.

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