nestes dias de ventania

[qua] 3 de dezembro de 2008

vento sul.

mar imenso à frente.

diálogo refletido.

neste passo lento sonhando um futuro e realizando um presente – contradizendo-me diariamente. não ando muito para poesia… peito vai aflito com os prazos da vida.
vou com data vencida faz tempo.

sobra só o fio de coragem de negar o que deveria ser e sendo outro – este que vai a territórios vivos, territórios outros – buscar vencer no tempo do amor este tempo moribundo…
e de todo medo que sentimos, sentimos menos quando enfrentamos, não por bravura última, mas por saber que não há outros caminhos para um coração sozinho…

é ser coração inteiro – e ai há de caber toda a gente – é ser para além deste tempo, desta data vencida, deste momento de paura imobilizadora.

nossas amarras históricas são por demais pesadas. mas nosso amor à liberdade, resistente, pode coletivamente romper e orientar este passo lento… este passo firme, e deixar claro que o medo é menor quando enfrentamos, quando delimitado e conhecido.

e para liberdade só há um caminho… a superação do medo que cala e que consente, que conforma e que amolda, que mutila e que mascara, que corta e mata.

vamos no nosso passo lento, vivendo.

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