fragmentos de meio dia. (17:00)

[ter] 30 de dezembro de 2008

fragmentos de meio dia. (17:00)

agora: nublado, suado e vento sul.
com sono e cansado.

Na cama

8h 29′ 28″Acorda menino! bom dia! te amo!
neste interim: acordo, te amo.
8h 30′ Despertador toca.

Nesta rua

9h 10′ Rasgo na terra, restos de pedras e poeira. Uma rua, a que cruzo.
16h 16′ As três senhoras sentadas na varanda. Uma que chega, uma que começa e outra que segue sua sina.
16: 20′ Sobre o que digo. Por vezes essa minha “direção” é tão “indireção”.
16: 25′ Casa 247 – O canto do pássaro perdido na imensa árvore. Nos fitamos no vazio e na cheiúra deste som. Só silêncio quando paro!

No caminho de volta

16h 06′ A lavadeira que olha, após o meu passo.
16h 08′ O vento que me leva enquanto atravesso.

Na metropole de gente e concreto

9h 56′ O mendigo dormindo na rua. E as coisas evidentes tão escondidas ao olhar do transeunte.
10h 08′ Na fila do banco privado os pássaros vermelhos, os revoltados gritando e os conformados conchichando para que ninguém ouça.
10h 15′ Grande vão, pé direito alto e concreto armado! o traço da madeira e da carne em cada viga deste concreto humano.
11h 04′ Menos de 20 minutos em coisas que levarei mais 20 horas de trabalho suado.
11h 45′ A senhora revirando o lixo alheio, só para sobreviver.

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