um rascunho sem pontos

[qui] 15 de janeiro de 2009

este homem que cruza as portas entrando e saindo pelas ruas as vezes chora um choro destes de cortar o coração e de sonho seus passos tomam conta do caminho como se quiserá um samba e na espera ansiosa perder-se na ginga passo por passo começa é noite e só começa diz ele entre vozes surdas no caminho de regresso que lhe falta ainda um batuque uma roda cheia de gente um pouco de vinho e lhe sobra poeira e tristeza inteiro passeia desnudo em tua frente de grande janela aberta para as nuvens respiro todo o corredor e tomo a sala a cozinha o banho a cama… nu enquanto miras  sonhando a parede branca e imaginas que formas darias a porção de nuvem que guarda o sol aqui dentro um quadro ou a moldura como construímos estes momentos de silêncio que dizem tanto sobre nós e te entendo quando teu riso ou tua lagrima me envolve todo sou todo teu até o último pêlo até a ultima fibra até o último folêgo sou teu todo e me encerro no olhos enormes que têm estas mulheres que indagam qual futuro farei me sento sobre as pedras e engulo o mar… já carrego polvos e algas para nosso jantar serei servido cru… não respiro. e preciso te falar tudo isto.

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