y de noche se llama jimmy coffles…

[ter] 27 de janeiro de 2009

y de noche se llama jimmy coffles.
—-
soy un jimmy coffles. minha venezuela é aqui. mi hermanos son parte de mi. soy el dolor del hombre. soy el sudor del mundo… soy el sueño de la possibilidad humana… soy gente, soy pueblo en lucha!

***

pano azul. letras tinta negra. cartão. papel amassado. como se tudo ao entorno fosse de outra cor roséa como as nuvens ou as manhãs. Este quarto, este corpo segue com seus papéis amontoados pelas estantes, pelas mesas, pelo chão… no centro, flanando sozinho pelas pedras, andando sob as velhas árvores e ao olhar do casario visitei o pintor em seus fragmentos e estudos. Escorreguamos pelo chão de grossas tábuas e nos aconcheguamos entre as grossas paredes de tijolo, pedra e oléo de baleia…  sua velha casa de quando ainda vivia. e ele apenas emoldurado e eu alimentando-me de seus traços. sonhei no traço de óleo ou grafite sobre cartão… daniel-senise-doou-a-obra-wl-140-e28093-setembro-08-e28093-0709

… Enquanto conversávamos me perguntava, ele, o que será dado? Que caminhos e pedras encontrará por esta jornada que sigo? Me pego só, rodeado por fragmentos de gente, conversando já calçada ou em pleno centro da rua movimentada com os devaneios de outros tempos, com seres futuros… com as hipóteses. Se por estes dias tenho me sentido levemente deprimido ou sufocado com a necessidade de ser outro que não este, a crise falava isto para mim, e quando sorrio com este que estou? Hoje sobrevivi,

vi por trás dos panos do teatro o teatro repleto de emoção… vi o cangaceiro, vi o pingo dágua na bacia, vi meu deslumbramento diante do sonho de viver, me vi ali em outros tempos e eu sonhava… me reencontrei com o sonho, essa poeira mágica que movimenta estes pés calejados de quando fora ao espetáculo por primeira vez.

[e chega deste cansaço e desta solidão].
….

no volume máximo para a minha garganta sentir arranhar o céu… ////// A boiada seca / Na enxurrada seca / A trovoada seca /Na enxada seca /// Segue o seco sem sacar que o caminho é seco/ Sem sacar que o espinho é seco / Sem sacar que seco é o Ser Sol / Sem sacar que algum espinho seco secará / E a água que sacar será um tiro seco / E secará o seu destino secará /// Ô chuva, vem me dizer / Se posso ir lá em cima prá derramar você / Ô chuva, preste atenção / Se o povo lá de cima vive na solidão /// Se acabar não acostumando / Se acabar parado calado / Se acabar baixinho chorando / Se acabar meio abandonado / Pode ser lágrimas de São Pedro / Ou talvez um grande amor chorando / Pode ser o desabotoado céu / Pode ser coco derramando /// Carlinhos Brown / Marisa Monte

…: 5mm no lóbulo direito e vejo o outro lado. respire fundo coração… o mundo é teu sebastião!

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