lugares de costume

[qui] 2 de abril de 2009

exercício sobre o leve e o grave

I

grãos de areia / no mínimo fragmento mineral / do rochedo desliza-se
e suspenso / flutua / quase imóvel em um finito tempo / na montanha como se fora um imenso eco / eco, tal qual a força em fluxo entre as folhas / movimento imperceptível ao tato nu do leve vento que flui / dançando aos arbóis num ritmo denso…

ou o imenso coração ofegante do minúsculo pássaro matutino que encontra-se entre os frágeis dedos
um fim para o insólito desassossego voando liberto pelo coração aberto,
ou mundo-janela à fora deste peito adentro.

II

e do lado extremo, do estrondo… chega a correnteza ou o torrencial desabar do céu ou a ventania tensa ou a avalanche montanhosa. é! são outros tempos! de tudo ao mesmo tempo. é grave, é leve… é lento, é intenso.

cfh. 02.abril.2009 sala 329

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Te encontro por acaso num lugar de costume / te esbarro / raso / imune /// a todo e qualquer silêncio constrangedor / de desvio de beijos e cordialidades / de olhos que não se cruzam e corpos intocados / sorrio /// você foi bom pra mim. GPM 02.Abril.2009. UFSC.

….

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