agrestes

[ter] 14 de abril de 2009

hoje acordei como o sol.
amanhã acordarei (se dormir for) como as nuvens.
hoje, e não sei se era meu sorriso ou o olhar sorridente de todos que passaram por mim, mas sorri, assim, o dia todo.

——-

coisas: organizar a viagem, juntar elementos para investigação, debater o processo de entrevista e ler muito.

algumas anotações do dia:

.
yo
he ponido
un
punto.

todavia puedo empezar a escrivir la história, nuestra história.
(eu, pensando…)

———- e extraído de algumas passadas de olho…

“esta obra é uma homenagem aos milhares de desaparecidos, em cuja silenciosa e invisível companhia foi elaborada. há coisas irrecuperáveis. há outras que não devemos perder nunca, como a memória de nossa própria história”. [ PASCUAL, Alejandra Leonor. Terrorismo de Estado: a Argentina de 1976 a 1983. Brasília: UnB, 2004 ]

———

“un día todos los elefantes se reunirón para olvidar. todos menos uno”. (Rafael Courtoisie, citado Terrorismo de Estado: a Argentina de 1976 a 1983. Brasília: UnB, 2004 ]

——–

Urge atrofiar o medo,
enfiar as botas ou os pés nus na lama do caminho.
Urge semear nos sulcos profundos
da grande dor humana,
trabalhar dia e noite
pois os que adormeceram
terão por desjejum
um prato de espanto
e um copo de espuma
deteriorada.
Tanira Piacentini, 1972

(Citado em SILVA, Aurea Oliveira; AURAS, Marli. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA Centro de Ciências da Educação.  Aprender a calar e aprender a resistir : a pedagogia do silencio em Santa Catarina.   1993. 127f Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação)

—————————

Questão de pontuação
Todo mundo aceita que ao homem
cabe pontuar a própria vida:
que viva em ponto de exclamação
(dizem: tem alma dionisíaca);

viva em ponto de interrogação
(foi filosofia, ora é poesia);
viva equilibrando-se entre vírgulas
e sem pontuação (na política):

o homem só não aceita do homem
que use a só pontuação fatal:
que use, na frase que ele vive
o inevitável ponto final.
p. 146
Questão de pontuação, In Agrestes de João Cabral de Melo Neto

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