Archive for maio, 2009

notas sobre sociologia crítica

[dom] 31 de maio de 2009

1. O QUE É A SOCIOLOGIA CRÍTICA

A sociologia crítica é a ciência que estuda, do ponto de vista da classe em ascensão, a estrutura da sociedade, com o objetivo da sua transformação racional. Esta sociologia ainda não existe. A sociologia corrente, aquela que se pratica comumente no Ocidente como no Oriente, é uma sociologia concebida como técnica essencialmente intermutável, boa para todos os usos, indiferente quando aos fins, considerada, por definição, apolítica, praticada por profissionais atentos a servir responsalvemente os seus clientes, entidades privadas ou públicas que sejam,  com um evidente cuidado muito particular para os clientes sérios, isto é, os que pagam. A transformação racional da estrutura social, e a revolução da mesma, não pode ser senão o fruto de uma escolha política precisa. Mas o caráter operativo a pesquisa sociológica não é opcional, não depende, por outras palavras, da vontade dos investigadores individuais, não corresponde a um propósito de ordem técnica. É um puro, necessitante corolário de toda a empresa científica. Uma investigação põe sempre, inevitavelmente, um problema político. Toda a análise sociológica implica a modificação do objeto a que se dirige. Esta modificação pode vir silenciada, mistifica, ocultada ou utilizada para os fins particulares dos grupos econômicos, sociais, políticos dominantes.
A sociologia crítica funda-se no reconhecimento do caráter operativo do conhecimento sociológico, aceita-lhe totalmente as conseqüências políticas, escolhe submeter a inquérito racional a situação existente, acusa as instituições que servem de apoio às classes no poder, liga-se ao empenho político de uma análise rigorosa dos mecanismos e das forças que regulam o funcionamento da sociedade
. p. 7-8

Ferrarotti, Franco. Uma Sociologia Alternativa. Da sociologia como Técnica do Conformismo à Sociologia Crítica, Porto, Afrontamento. 1972.

dedos

[qua] 27 de maio de 2009

escorro entre os dedos.

[qual a hipótese necessária e possível?]

sujeitos, contexto e processos

[ter] 26 de maio de 2009
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16h51

“Todo teatro é necessariamente político, porque políticas são todas as atividades do homem, e o teatro é uma delas.”

Em toda a minha atividade, em tantos e tão diferentes países da América Latina, pude observar essa verdade: os públicos populares estão sobretudo interessados em experimentar, ensaiar, e se chateiam com a apresentação de espetáculos fechados. Nestes casos, tentam dialogar com os atores em ação, interromper a história, pedir explicações sem esperar “educadamente” que o espetáculo termine. Ao contrário da educação burguesa, a educação popular ajuda e estimula o espectador a fazer perguntas, a dialogar, a participar.”

Augusto Boal

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11h14 ".. me equilíbrio entre dias e noites,
minha vida toda espera algo de mim... "

A PALAVRA PAROU
O POETA. O POETA
PAROU A PALAVRA
E ESTES NÃO ERAM
NEM UM NEM OUTRO
COISA PARADA
JÁ ERAM.

Entre escolhas [necessárias] realizamos as que nos são possíveis. E a arte [trabalho humano] por vezes não diz o óbvio ulululante* [e seguia-se uma seqüência discursiva interessante, mas não necessária para agora]. Só algumas questões: ¿e a estética do abandono? ¿o exercício do absurdo? ¿a ânsia do vômito? ¿o engarrafamento da gente? ¿a idéia contida? ¿o concreto aparente? ¿a vida torta?… Assim começou o dia.

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21h43

Táctica y estrategia [m. benedetti]

Mi táctica es
mirarte
aprender como sos
quererte como sos.

Mi táctica es
hablarte
y escucharte
construir con palabras
un puente indestructible.

Mi táctica es
quedarme en tu recuerdo
no sé cómo ni sé
con qué pretexto
pero quedarme en vos.

Mi táctica es
ser franco
y saber que sos franca
y que no nos vendamos
simulacros
para que entre los dos

no haya telón
ni abismos.

Mi estrategia es
en cambio
más profunda y más
simple.

Mi estrategia es
que un día cualquiera
no sé cómo ni sé
con qué pretexto
por fin me necesites.

(bom lê-lo).

o caso dos irmãos naves

[qui] 21 de maio de 2009

O Caso dos Irmãos Naves. 12 x 18 cm , 214 pp – Coleção Aplauso- : Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. 2004. Coordenação: Rubens Ewald Filho. Pesquisa: Marcelo Pestana. Revisão: Andressa Veronesi. ISBN: 85-7060-283-9 1. Cinema – Roteiros 2. Filmes brasileiros – História e Crítica 3. O caso dos irmãos naves (filmes cinematográfico) I. Person, Luis Sérgio. II. Ewald Filho, Rubens. III. Título. IV. Série Categoria: Biografia Resenha:Um ato de coragem. Em plena ditadura militar, pois jovens ousaram realizar um filme contando o maior erro judicial da História do Brasil. Foi assim com O Caso dos Irmãos Naves, em 1967, quando o diretor Luis Sérgio Person e o co-roteirista Jean-Claude Bernardet fizeram um filme forte e inesquecível, que pela primeira vez está sendo publicado em livro, como roteiro completo (incluindo uma apresentação de Bernardet). Person (1936-76) foi um dos mais criativos e talentosos cineastas paulistanos. Depois de ter estudado na Itália, conseguiu estrear com uma obra-prima, São Paulo S.A., que retratava as contradições da indústria automobilística e do crescimento da cidade. Seu filme seguinte foi este O Caso dos Irmãos Naves, a reconstrução de um caso dramático, acontecido em 1937, durante a ditadura de Vargas, quando dois irmãos são acusados por um tenente pela morte de um homem que havia desaparecido, levando grande soma em dinheiro. Depois de sofrerem torturas e humilhações, eles são condenados. Mas eram inocentes. O roteiro se baseia no livro homônimo do advogado do caso, João Alamy Filho, e o filme contou com um elenco extraordinário: Raul Cortez, Juca de Oliveira, Anselmo Duarte, John Herbert, Lélia Abramo, Cacilda Lanuza e Sérgio Hingst. Você pode agora reviver as emoções deste clássico do cinema brasileiro, O Caso dos Irmãos Naves, nesta edição da Coleção Aplauso – Cinema Brasil, da Imprensa Oficial do Estado. (Fonte: http://www.curtagora.com)

días y noches de amor y de guerra de eduardo galeano

[seg] 18 de maio de 2009

[sumiu!]

flutuando ao sabor do mar… mirando as estrelas deste teu olhar!

[dom] 17 de maio de 2009

“De Alto Cedro¹ voy para Marcané… llego a Cueto, voy para Mayarí². El cariño que te tengo no te lo puedo negar se me sale la babita yo no lo puedo evitar…” o Yo vivo enamorado, Clarabella de mi vida, prenda adorada que jámas olvidaré, por eso yo, cuando te miro y te considero como buena, yo nunca pienso que me tengo que morir…” Compay Segundo

………

pa que no te olvides!

las palavras, por sí, no son de todo. pero viver ellas, así con ojos y bocas y brazos y pechos… eso, así, eres lo que hay.

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[1] Alto Cedro era un antiguo barrio de Palma Soriano, cercano a Santiago de Cuba, que fue fundado en 1903 por el auge que trajo la construcción del Ferrocarril Central. Actualmente es una población próspera y acogedora. Marcané es una pequeña población no lejos de Mayarí, al igual que Cueto.

[2] Mayarí es ya una ciudad, cuyos orígenes se sitúan en 1757. Fue fundada por indios cubanos que se asentaron en el lugar, alrededor de una ermita levantada por el dueño de esas tierras, bajo la advocación de San Gregorio, por lo cual se le llama también San Gregorio de Mayarí Abajo.

Canção da Brisa

[sáb] 16 de maio de 2009

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estudando neste quarto gelado defronte ao calmo mar e ao sol preguiçoso pensando nesses teus braços… enquanto me distraio organizando as pastas com quilos e quilos de músicas… passando por los sebosos postizos, joe strummer e caio cá… Maria Alice Vergueiro cantando Brecht:

“… Mira-te nestas ameixas
Maduras, outonais
Só querem leve brisa, pois
Têm medo aos temporais…

bertoldo brecht e hans eisler
——–
vou contento e saudoso.

El Mareo (Bajofondo)
Murguita Del Sur (Bersuit Vergarabat)
Balada para Un Loco de Piazzola e Ferrer (Roberto Polaco Goyenche)
Milonga de Ojos Dorados (Alfredo Zitarrosa)
Guantanamero (Buena Fé)
Una Palabra (Carlos Varela)
Blues del Montseny (Chano Dominguez)
El Manicero (Chucho Váldez)
Cueca Soledad de Simeón Roncal (William Ernesto Centellas Molina)
Brejeiro - Apanhei-te Cavaquinho (Ernesto Nazareth)
Fon Fon e Odeon de Ernesto Nazareth (Maria Teresa Madeira)

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Programa Ensaio

[ter] 12 de maio de 2009
O Açúcar (Ferreira Gullar)
Alvorada (Cartola e Leci Brandão)

em laboratório.
anotei trocentas coisas hoje. tô de saco cheio de tanta anotação.

eu levei minha alma pra passear…

[seg] 11 de maio de 2009

“eu levei minha alma pra passear”… “viver é um etcétera”, ou “viver é um descuido prosseguido”… [] PEDAÇOS DO DIA: [DESSAS COISAS ANOTADAS EM TUDO QUE É LUGAR PARA ALGUM DIA FUTURO… E QUANDO VAIS ARRUMAR A VIDA TE ENCONTRAS…] UMA FALTA GRAVE HOJE. UM CRONOGRAMA PARA POR ESSA ANSIEDADE EM ORDEM. UM POUCO DE GUIMARÃES ROSA E NAÇÃO ZUMBI.

Grande Sertão: veredas [ “viver é um descuido prosseguido” …………………… “tivesse medo? o medo da confusão das coisas, no mover desses futuros, que tudo é desordem. e, enquanto houver no mundo um vivente medroso, um menino tremor, todos perigam – o contagioso. Mas ninguém tem a licença de fazer medo nos outros, ninguém tenha. o maior direito que é meu – o que quero e sobrequero -: é que ninguém tem o direito de fazer medo em mim.” / João Guimarães Rosa ]

“eu levei minha alma pra passear” Single Bossa Nostra. Album Fome de Tudo. Nação Zumbi. 2007.

La virgen imprudente y otros poemas

[ter] 5 de maio de 2009

Hay estrellas blancas, azules, verdes, rojas,
Hay estrellas-peces, estrellas-pianos,
estrellas-niñas,
Estrellas-voladoras, estrellas-flores,
estrellas-cantarinas.
Hay estrellas que ven, que oyen,
ostras sordas y otras ciegas.
Hay muchas más estrellas que máquinas,
burgueses y obreros.
Casi no hay nada más que estrellas.

 

Los opuestos aparentemente inconciliables, los binomios que se quieren imposibles, los polos eternos, que eternamente se buscan, la sed de uma sínteses siempre reticente y siempre imprescindible, tal es el escenario donde una y otra vez se cumple la obra de Murilo Mendes (1901-1975), acaso la más occidental de las figuras que protagonizan el desarrollo de la poesia brasileña del siglo XX.
La virgen imprudente y otros poemas, de Murilo Mendes (Calicanto Editorial S.R.L, Buenos Aires, 1978) [ Antología Bilingue – Estudio y notas de Santiago Kovadloff [*digitar o artigo deste*] y Selección y traducción de Rodolfo Alonso ]

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Na aula de epistemologia das ciências sociais de hoje, agora, esgotamos kuhn e popper… Será? Entramos agora nos hermenêuticos… isto tudo “tá um saco”. Preciso estudar mais… Em outro lugar.

Comecei a escrever um poema, um fragmento dele [trabalhar sobre… falta elementos, mas a idéia central esta contida!]:

NÃO_____FOI_____DE_____PRIMEIRA!

________AVISTAMO-NOS___________

________________E_CAMBIAMOS____

_______________________________

GENTILEZAS_E_FLERTES,__________

CERIMONIAIS_E_AFINS____________

_______________________________

_______________________________

______________________________

_______________________________

________________E_TU___________

TÃO_SÉRIA_A_____ESTE___________

________________ESTE___________

TÃO_SÉRIO_______A_TI___________

_______________________________

_______________________________

TRANSITÁVAMO-NOS_______________

________________TRANSEUNTES____

_____TRANSANDO_O_CHORO_E_O_RISO

________________ENTRE_OS_______

SONHOS,_E_CORPOS_E___CONCRETOS,

________________OUTROS_________

_______________________________

______________________________

NO_TEMPO_IDO___________________

________________DE_TU_SOUBE_POUCO

_______________________________

________________DESTE__________

SEMEAVAM,_GERMINAVA,_COLHIASSE,

FERMENTAVA_E_SOVAVAM-SE, SOVADO

NUTRIA_OLHARES,_POESIAS________

________________OUTRAS_________

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_______(AH! NÃO_FOI_DE_PRIMEIRA

___________________IMPRESSÃO… __

____________A_CARNE_DESTE_ PÃO)

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na margem esquerda… La Tregua. Quinta-feira, 2 de maio de 1958. Domingo, 7 de julho de 1958. Mário Benedetti.

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