Archive for agosto, 2010

inmersión

[dom] 29 de agosto de 2010

inmersión, inmersión… a gata branca-negra dorme enrodilhada tapando seus olhos em suas patas de breu e de neve. seu focinho volteia sua própria cola. dorme a gatuna, ali, ao lado, sobre o tecido de chita. enquanto meço ângulos, áreas, inclinações, preços, planos de casa minha em breve. e nessa hora quanto ajudaria-me ter concluído aquele técnico em edificações abandonado 10 anos atrás, é da vida… e sobre sábado, conto amanhã, com calma, após descansar mais e melhor.

eta carinae

[sáb] 28 de agosto de 2010

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ella entra, cierra la puerta tras de sí / y cruza el cuarto en diagonal, / parten dos escafandristas, en la penumbra, / rumbo al mundo abisal. // la piel florece, fosforece, / va dejando una estela de aurora boreal, / todo pasa muy lenta…mente en el mundo abisal. // inmersión, inmersión, / cerremos las compuertas, / aventurémonos hacia las inciertas profundidades, / inmersión, inmersión, / vayamos verticalmente a la deriva  dejando que el vértigo nos acaricie, / viendo alejarse allá arriba la superficie. // inmersión, inmersión / bajar y bajar hacia las alturas / donde apenas dura la luz del día / donde reina una oscura sensación de algarabía, / las ganas tuyas, las ganas mías / la daga fría apretada entre los dientes, / la draga clarividente de la melancolía. // extrañas criaturas resplandecientes, / tan lejos de lo común y lo corriente, / muestran los dientes en el mundo abisal. // ella entra cierra la puerta tras de sí / y cruza el cuarto en diagonal / parten dos escafandristas en la penumbra / rumbo al mundo abisal. /// mundo abisal / jorge drexler.

giphy (1)

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ao longe um veleiro, sem vela,cruza a baia calma, e tudo é envolto em um leve bruma. miro sem exatidão ao longe, a meia altura, parte ilha, parte continente, enlaçados pela ponte, um horizonte brumal. mal distingo o que é céu e o que é mar. o barco flutua numa imensa superfície nebular… enquanto fluo neste mundo abisal. [agora vou trabalhar, ciao. quando volver escrevo o que vier.] 10:13. sambaqui (fln/sc)

***

Nebulosa Eta Carinae (NGC 3372)

matilda

[qui] 26 de agosto de 2010

falta 16 minutos para lotação e terá que haver um banho (de gato talvez?) para o pé na rua rolar… e a frase não sai da cabeça: “matilda… olha a cama de gato… no campo do adversário é bom jogar com muita calma… para poder ganhar”. acompanha-me uma porção de documentos, quatro compromissos e uns olhos vermelhos e ardidos de apenas três horas de sono. mas o humor está aceitável hoje, bem diferente do “foda-se tudo” de semanas – semanas sem fins – atrás. talvez seja o sono que não deixe o ânimo resvalar e de tal forma desandar para algum buraco sem fim. e digredindo isto tanto me fez lembrar alice. queria-te alice, ler. mas e daí… 9 minutos agora.

geraldinos e arquibaldos // gonzaguinha // mamãe não quer, não faça / papai diz não, não fale / vovó ralhou, se cale / vovô gritou, não ande / placas na rua, não corra / placas no verde, não pise / no luminoso: não fume / olha o hospital, silêncio / sinal vermelho, não siga / setas de mão, não vire / vá sempre em frente, nem pense / é contramão! // cama de gato / olha a garra dele / é cama de gato / melhor se cuidar / no campo do adversário é bom jogar com muita calma / procurando pela brecha pra poder ganhar! // é  cama de gato / olha a garra dele / é cama de gato / melhor se cuidar / no campo do adversário é bom jogar com muita calma / procurando pela brecha pra poder ganhar! // acalma a bola, rola a bola, trata a bola, limpa a bola que é preciso faturar! / e esse jogo ‘tá um osso, é um angu que tem caroço / e é preciso desenrolar! / se por baixo não tá dando, é melhor jogar por cima / oi, com a cabeça dá! // você me diz que esse goleiro é titular da seleção / só vou saber mas é quando eu chutar! / você me diz que esse goleiro é titular da seleção / só vou saber mas é quando eu chutar! // matilda, matilda! / no campo do adversário é bom jogar com muita calma / procurando pela brecha pra poder ganhar! // matilda, matilda! / no campo do adversário é bom… com muita calma / procurando pela… pra poder ganhar! / matilda, matilda! / no campo do adversário é bom jogar com muita calma // procurando pela brecha pra poder ganhar!

mundo abisal

[ter] 24 de agosto de 2010

Inmersión, inmersión,
cerremos las compuertas,
aventurémonos hacia las inciertas profundidades,
Inmersión, inmersión…

esse troço me balança aqui, tenho gostado de tentar cantá-la. no player segue em modo de repetição ad infinitum.

taza de café

[seg] 23 de agosto de 2010

Este es tu sitio,
ésta es tu taza de café.
No digas nada,
dices con la mirada más de lo que crees.

Tudo anda tão assim, intensa neblina e qualquer falta – que desoriento-me dentro, e vou a deriva.

¡anda, poesía, participa en la lucha de clases!

[seg] 23 de agosto de 2010

“¡Anda, poesía, participa en la lucha de clases!
¡Irás ascendiendo junto con la masa!” Attila József

Depoimento/recado de Jonaz Gil

el teatro de la vida cambia tu papel…

[qui] 19 de agosto de 2010
A la deriva, llevas el alma en el timón. Vas por la vida, solo escuchando al corazón. Buscas un puerto, buscas un cielo abierto lejos del dolor… Jorge Drexler.
mais de uma semana dormindo virado, atravessando os horários, os compromissos [que não são tanto da burocracia, e sim, mais da vida] e os sentimentos todos.  ando sentindo, por demais, pena de mim mesmo e ausência de coragem de levantar e lutar [amar], não que seja falta de animo ou potencial [ou desejo]… mas é assim uma ausência de projeto mais ou menos claro que orientem o amontoado da vida que é viver um dia logo depois do outro imerso na escuridão.
um buraco que insisto em não querer fechar. será que é tanto assim esse não saber o que por no lugar?!

ando tanteando el espacio a ciegas. no me malinterpreten, no estoy quejándome. soy jardinero de mis dilemas…

[qua] 18 de agosto de 2010

hoy, cuatro y trinta de la manaña.
desassosego.

insisto em não por os pés para fora. e durmo tarde. guardo-me entre estas quatro paredes e estas palavras. quais palavras? se há em mim algum silêncio que não é silêncio, e que não cabe em palavra alguma?
e é como se não pudesse ir além destes corpos e dias suspensos pelos quais misteriosamente percorro esta morte diária. “se identidade não é estado e sim, todavia, processo”, cavo na busca das raízes largas e fundas. mas me falta ainda algum tipo de coragem para a vida real, e quiça lançar galhos e folhas ao sol alto que arde. seco por estes dias, broto por estes dias. entendes dessa busca que não te faz levantar deste lugar? que te queda imóvel como se de pronto tudo pudesse evaporar. outros e tu mesmo. tu mesmo, e toda esta certa dor que sentes (sempre).

ayer, cinco y trinta de la mañana

tenho ideias e
certa vontade, mas não
encontro, ou [me]faço,
o momento de
realizá-las. talvez
seja esse amontoado
de incertezas e
o necessário tempo
lento de encontrar os
caminhos possíveis
nisto tudo. é,
nenhum poema me procurou
nos últimos meses. um
ou outro acenou ao longe
pela janela do ônibus,
mas não ficaram,
nenhum.
[…]
e nenhum quedou-se
ao lado, respirando, lento ou profundo,
este peso, este sopro, que são as coisas da vida.

anteayer. por la tarde

hermana duda // no tengo a quien rezarle pidiendo luz, / ando tanteando el espacio a ciegas. / no me malinterpreten, / no estoy quejándome. / soy jardinero de mis dilemas. // hermana duda,  / pasarán los años, / cambiarán las modas, / vendrán otras guerras, / perderán los mismos / y ojalá que tú / sigas teniéndome a tiro. // pero esta noche, hermana duda, / hermana duda, dame un respiro. // no tengo a quien culpar / que no sea yo, / con mi reguero de cabos sueltos. / no me malinterpreten, / lo llevo bien,o por lo menos / hago el intento. // hermana duda, / pasarán los discos, / subirán las aguas, / cambiarán las crisis / y pagarán los mismos / y ojalá que tú / sigas mordiendo mi lengua. // pero esta noche, hermana duda, / hermana duda, dame una tregua. // hermana duda, / pasarán los años, / cambiarán las modas, / vendrán otras guerras, / perderán los mismos / y ojalá que tú / sigas teniéndome a tiro. // pero esta noche, hermana duda, / sólo esta noche, dame un respiro. /// jorge drexler

the best thing you ever had has gone away…

[ter] 17 de agosto de 2010

[https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=7Em30mrqP70]

Jorge Drexler – High and Dry

sala 4: o exterminador do futuro – a salvação

[seg] 16 de agosto de 2010

“sala 4
o exterminador do futuro – a salvação”

cold empty bed… springs hurt my head / feels like ole ned… wished i was dead / what did i do… to be so black and blue // even the mouse… ran from my house / they laugh at you… and all that you do / what did i do… / to be so black and blue // i’m white… inside… but, that don’t help my case / that’s life… can’t hide… what is in my face // how would it end…  ain’t got a friend / my only sin… is in my skin / what did i do… to be so black and blue // (instrumental break) // how would it end… i ain’t got a friend / my only sin… is in my skin / what did i do… to be so black and blue /// lyrics por / razat / walter / brooks / interpretada por / louis armstrong

acabei de realizar a inscrição para ACT. entrego a documentação amanhã.

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