ando tanteando el espacio a ciegas. no me malinterpreten, no estoy quejándome. soy jardinero de mis dilemas…

2010, agosto 18, quarta-feira

hoy, cuatro y trinta de la manaña.
desassosego.

insisto em não por os pés para fora. e durmo tarde. guardo-me entre estas quatro paredes e estas palavras. quais palavras? se há em mim algum silêncio que não é silêncio, e que não cabe em palavra alguma?
e é como se não pudesse ir além destes corpos e dias suspensos pelos quais misteriosamente percorro esta morte diária. “se identidade não é estado e sim, todavia, processo”, cavo na busca das raízes largas e fundas. mas me falta ainda algum tipo de coragem para a vida real, e quiça lançar galhos e folhas ao sol alto que arde. seco por estes dias, broto por estes dias. entendes dessa busca que não te faz levantar deste lugar? que te queda imóvel como se de pronto tudo pudesse evaporar. outros e tu mesmo. tu mesmo, e toda esta certa dor que sentes (sempre).

ayer, cinco y trinta de la mañana

tenho ideias e
certa vontade, mas não
encontro, ou [me]faço,
o momento de
realizá-las. talvez
seja esse amontoado
de incertezas e
o necessário tempo
lento de encontrar os
caminhos possíveis
nisto tudo. é,
nenhum poema me procurou
nos últimos meses. um
ou outro acenou ao longe
pela janela do ônibus,
mas não ficaram,
nenhum.
[…]
e nenhum quedou-se
ao lado, respirando, lento ou profundo,
este peso, este sopro, que são as coisas da vida.

anteayer. por la tarde

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hermana duda // no tengo a quien rezarle pidiendo luz, / ando tanteando el espacio a ciegas. / no me malinterpreten, / no estoy quejándome. / soy jardinero de mis dilemas. // hermana duda,  / pasarán los años, / cambiarán las modas, / vendrán otras guerras, / perderán los mismos / y ojalá que tú / sigas teniéndome a tiro. // pero esta noche, hermana duda, / hermana duda, dame un respiro. // no tengo a quien culpar / que no sea yo, / con mi reguero de cabos sueltos. / no me malinterpreten, / lo llevo bien,o por lo menos / hago el intento. // hermana duda, / pasarán los discos, / subirán las aguas, / cambiarán las crisis / y pagarán los mismos / y ojalá que tú / sigas mordiendo mi lengua. // pero esta noche, hermana duda, / hermana duda, dame una tregua. // hermana duda, / pasarán los años, / cambiarán las modas, / vendrán otras guerras, / perderán los mismos / y ojalá que tú / sigas teniéndome a tiro. // pero esta noche, hermana duda, / sólo esta noche, dame un respiro. /// jorge drexler

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