oxóssi

[qua] 27 de outubro de 2010

Amanhecendo.

Domingo foi um dia importante para mim. O fato de estar confiante, mesmo não tendo me preparado, diante da prova que viria, e confirmar na segunda, meu sucesso no desafio [e como isto é gostoso]. Claro que isto não garante que eu tenha um emprego garantido na minha área de formação, mas isto ainda não me preocupa – não agora, tenho um milhão de coisas para resolver antes disto. Mas só o fato de estar avançando nesta jornada de descobertas e superação dos meus limites [dos aparentes e imaginários aos concretos e inconscientes] e descobrimento do me dá prazer, por si só me anima. Sei que estou afastado da ação política direta, dos espaços coletivos de reflexão, mas preciso, e sei que vivo neste momento um processo de recolhimento e cultivo das relações pessoais mais próximas. Busco, entre os meus, uma identificação que nem sempre foi clara, ou aceita. É, enfim, a necessária aceitação de que pertenço aos meus, com todas as minhas idiossincrasias, e que tudo que me foi dado viver e conhecer, pode e será importante como contribuição, como dádiva, ao que me foi dado até este momento. Apesar de ter perdido completamente a noção do tempo nesta segunda e terça, e ter faltado ao psiquiatra, sinto-me, como disse na última quinta-feira, com algo por dizer. sinto-me válido. sinto-me. Há tantas coisas que preciso resolver e viver ainda, mas isto não me castra, e muito pelo contrário, me alimenta a encarar o cotidiano, o meu dia-a-dia. Construir a minha própria casa com as mãos tem me ajudado. ter aceito este presente, esta dádiva, tem me ajudado. saber que sou querido e respeitado tem ajudado. buscar os desafios e gozar os êxitos tem ajudado. Sei que não evita que eu me comporte como uma criança triste e carente em certos momentos, mas tem alimentado o homem belo e imperfeito que sou. Nesta semana ouvindo umas canções, recordei-me de camila, aquela canção do nenhum de nós, que quando eu tinhas meus poucos anos aguardava quando teria os dezessete, e poderia cantar alto. e o tempo voou. bom, não foi bem assim. há muita vida vivida. muitos amores. muitas dores. e todo um processo de construção e descobrimento. e é aqui, no descobrimento do brasil, na canção vinte e nove, que queria chegar. e o pouco que tenho não é pouco. é muito. é tudo o que consegui conquistar. e se muitas vezes não sei amar, já que amar é deixar alguém te amar, como disse o herbert. outras sei. e tenho pensando muito em como tudo é bonito e imperfeito. sinto saudades. e amo – assim, do meu modo, meio distante. E já não peço tantas desculpas babe.

“O principal trabalho de um permacultor é sistematizar a água e alimentar o solo”. [e talvez aqui esteja minha medicina e minha religião. e a janela aberta para uma nova caminhada…]

 

e relendo tudo isto… há certas coisas que precisamos dizer e ouvir. ouço.

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