nesta quase terça-feira

[seg] 8 de novembro de 2010

força de trabalho vendida, por míseros trocados, e cá estou – nesta quase terça-feira. e meus finais de semana voltaram a ser assim, um bagaço fico após um dia de trabalho. e nem é pelo trabalho realizado, que este não é tão pesado assim. mas é pelo ter que ficar lá fazendo hora, aguentando hora, suportando hora, por algo que não… sei lá. mas é assim, te deixa um bagaço essa alienação, esse trabalho-alienado e alienante. o fato é que preciso da grana, tenho projetos e necessidades e enquanto arquiteto e executo meu presente-futuro… e até é bom ver as pessoas, não isolar-se aqui em cima. acomodo-me fácil demais nessa vida e isto não é bom. e já que este texto vai nesse sentido, de escrever o que brota da cachola, sigo… os sapos, vizinhos, coaxam. encontraram eles a piscina do vizinho que abandonou isto aqui e vive agora em algum outro lado do mundo. depois de domingo, tirei segunda-feira para relaxar. cancelei compromissos pré-acordados [transferi a consulta, adiei a reunião e não li nada até agora] e dormi até as onze. pela tarde delirei bastante e trabalhei um pouco na casa – colocando mata-juntas que faltavam e carregando alguns carrinhos de areia. sábado começo a pintá-la [se tudo der certo]. estou ansioso por dezembro. mas voltando para o dia bonito de segunda… projetei uma cerca de bambu, reguei o ipê, e fiz o buraco para o ipê-branco que plantarei nesta quase terça-feira. pensei bastante, senti falta de dona izabel [é estranho saber disto] e de dona ica [que segue sua sina]. conversei amistosamente com o seu nei, o mano e e a dona ana. e cantarolei, no balanço, com dona luiza a nossa canção [que aprendo quando ensino]… e inventamos sons e barulhinhos [crianças são mágicas].

Elis Regina – Madalena

***

… ô mada o me pei perce que o ma é uma go compara ao pran me… ê fi cer que quan o no amo disper lo o so se desespe e se escon la na se ê madalê o que é me não se divi nem tão pou se admi que do no amo duvi… até a lua se arrisca num palpite que o nosso amor existe forte ou fraco alegre ou triste… ê… cá estou, tranquilo e contente – e um pouco morno. conquistando um dia de cada vez, para que chegues logo – que só arderei quando estiveres cá.

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