8

[ter] 9 de novembro de 2010

8. acordo de vez. há uma algazarra de pássaros por cá. eu fora de foco. adorno, bourdieu e levi-strauss me chamam e eu pensando na cerca de bambu, neste poema aqui e nisto que escrevi:

E entre o tumulto – o olhar indaga… Poesia, em que vão te enfiastes? Te tornas-te pó? És poeira pelos cantos? E este perambular pelas ruas; pelos cômodos da casa confusa – habitando sofás, cadeiras, camas, esperas… Poesia, cadê? Aonde te encontras? Onde estás, e estamos e estão as coisas concretas, as líricas, os modernos. Sê gente, só. Sê objeto comum. Sê tempo. Sê morte e espera. Sê acúmulo e esvaziamento. Sê. Esvai. E sê contido, sê etéreo. Sê à toa. Ordinário. Acabado, porque é tudo um nunca acabar. [Neste ato – ato mudo gemido mudo olho mudo voz muda ânsia muda. Desnuda e fala…]

agora vou tentar estudar alguma coisa [e quem sabe venho cá terminar isto que eu não comecei. porque agora a poesia ‘tá diluída em substâncias escorregadias e tenta-la é acabar-se assim em palavras demais e delírio de menos.]

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