leãozinho

2010, novembro 24, quarta-feira

e o que fica ecoando aqui é… como podemos ceder tanto. declinar da fantasia, da imaginação, em detrimento ao estabelecido, ao ordenado, ao dado, ao posto, ao imposto, ao status quo, ao stablishment, a essa racionalidade instrumental tão irracional, idiota e estúpida. como podemos ser tão bárbaros. em que momento abandonamos, ou somos forçosamente impelidos a, deixar de amar e mudar as coisas para competir com, e dilacerar o outro, e a, nós mesmos.
sou tão estúpido às vezes. e cometo ainda atos bárbaros, mas distante de meses atrás onde havia culpa desmensurada, hoje há uma moderada e sensível compreensão destes limites morais e éticos, que carregamos, seres humanos, e necessitamos superar. ou se busca atingir um capacidade ética humana, ou continuamos feito coisas nos agredindo e violentando cotidianamente. não quero isto de embrutecer, quero minha fantasia de volta. quero minha capacidade de sonhar.

olho para as meninas, e para os adultos daqui de casa – sem falar no telejornal, ou na rua, ou nos bares, ou mesmo nos bancos das faculdades – e isto do jeito que ‘té me incomoda muito. e tento fazer diferente.

fiz uma história mágica, com um imã, para luiza. e dancei, leãozinho, com izabel. talvez, realmente, aí haja esperança. ver que apesar de toda nossa estupidez humana, em geral, e esses bichinhos, contém, em certa medida, ainda, uma pequena dose, do antídoto, para este mudo caduco. não conseguimos ainda a plena barbarização destes bichinhos.

Gosto muito de te ver, leãozinho / Caminhando sob o sol / Gosto muito de você, leãozinho / Para desentristecer, leãozinho / O meu coração tão só / Basta eu encontrar você no caminho / Um filhote de leão raio da manhã; / Arrastando o meu olhar como um ímã… / O meu coração é o sol, pai de toda cor; / Quando ele lhe doura a pele ao léu… / Gosto de te ver ao sol, leãozinho / De te ver entrar no mar / Tua pele, tua luz, tua juba / Gosto de ficar ao sol, leãozinho / De molhar minha juba / De estar perto de você e entrar no mar / Caetano Veloso

capae izabel, será, no dia em que souberes ler, para que leíamos juntos, aquela história em quadrinhos que te mostrei hoje, lerás também isto aqui, e saberás, não só através dos gestos, que te quero.

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