Archive for janeiro, 2011

uma folga entre projetos…

[seg] 31 de janeiro de 2011

registro as pessoas e a terra. para depois mexer na terra e rememorar as pessoas.

 

nota inconclusa

[dom] 30 de janeiro de 2011

então… fiquei sem fala. tinha pensando em escrever, isto sábado cedo, um relicário dos planos e feitos… mas tudo que fiz hoje [ou ontem posto que já é domingo] foi sonhar [e planejar] com feitos futuros – e há muita terra para mexer neste terreno. ainda devo uma anotada geral sobre o interim que foi janeiro, esse mês inteiro. mas sei lá… já são duas e pouco e gostaria de levantar logo mais… talvez lá pelas sete da manhã, para variar.

agora pouco percorri algumas fotos e senti uma avalanche percorrer meu corpo. tanta coisa, prazerosa e doída, já vivida por este cá. e é preciso não esquecer disto para não me esconder e assim arriscar… e saber que tenho valor alto. fevereiro aponta com desejos tremendos… de gente, de aventura, de luta, de concretização. e essa semana vou percorrer o caminho da solidão até naufragados, porque sou de oxóssi… em quinze dias pego meu canudo para pendurar na parede e tornar-me oficialmente um professor desempregado… e em um mês volto às aulas de yoga, natação, esquizoanálise, antropologia visual e memoria oral… e até lá muita água vai rolar. ando sentido vontade de foto. ando sentido vontade de beijo. ando sentido vontade danada que não sossego nem quando estou parado… posto que ando sentido!

lagoa do peri

[sex] 28 de janeiro de 2011

exausto. mas que prazer… dez horas na rua, algumas em roda, com amigos. outras sobre duas rodas… com amigos. e outras aproveitando a natureza nesta ilha mágica. o pedal até a lagoa do peri ao sambaqui foi excelente. mais de oitenta quilômetros rodados… a bike pede um banho, o corpo um relaxo e espírito pede mais… assim se vive, pé no pedal e braços abraçando o ar.

x

[qui] 27 de janeiro de 2011

1:29. as roupas estão na máquina. logo irão ao varal – quando acabar este texto. rigoberta, a gata, desliza sobre meus pés. a noite é calma e a brisa é boa. e amanhã – ou para ser exato, logo mais – o destino é lagoa do peri. um pequeno pedal pela ilha. algo em torno de setenta e cinco quilômetros somando a ida e volta é o sinaliza o google maps – bem que poderia haver uma opção bike no calculo de distância do google.

nesta quarta-feira oscilei entre a tranquilidade e angustia. cavei a terra, podei as plantas, tomei um mate, brinquei com izabel e… estar tão perto da família, no mesmo terreno ainda – já que não há uma delimitação exata ainda e o que há é apenas o esboçamento de relações materiais e espirituais que turvamente sinalizam quais são, e serão, as responsabilidades e possibilidades – e nesta situação ainda precária tanto econômica quanto profissionalmente e a falta de atenção emocional por vezes me levam me enredar nas armadilhas do sofrimento. é preciso lembrar e relembrar que não posso e nem devo tentar resolver as frustações e limitações alheias. preciso, e posso, dar o exemplo de como eu resolvo ou lido com as neuroses – que são pessoais, no sentido psicofisico, mas são sobretudo produtos das relações sociais… todas as neuroses são sociais. são frutos das relações desiguais tanto estruturais quanto dinamicas produzidas e reproduzidas pelo sistema. cuidar de mim, é só isso. É só desta forma que posso cuidar dos outros. e cuidar de mim já é um desafio enorme… casamentos frustrados; infâncias de agressões físicas e, sobretudo, psicológicas; falta de carinho e respeito; ausência de perspectivas econômicas, profissionais, espirituais etc. enfim, problemas de familia… e onde um olha torto… e quando percebemos todos já descarregaram sua raiva e frustração sobre os outros sem entender porque agridem-se… porque competem.

nesta terça-feira tomei muita cerveja, revi amigos e adentrei a madrugada ouvindo’ causos’ e morrendo de rir – às gargalhadas.

neste mês… encerrei a conta na BU entregando “Las estructuras elementales del parentesco”; “Viva vaia:  poesia 1949-1979”; “Poesia concreta brasileira:  as vanguardas na encruzilhada modernista”; e “Potencialidade de uso de fontes alternativas de água para fins não potáveis em uma unidade residencial”. Leio Gorki.

***

X

Eles só apareceram cerca de um mês depois daquela noite angustiante. Pavel, Nicolai Vessovtchikov e Andrei discutiam sobre seu jornal. Era tarde, quase meia-noite. A mãe já estava deitada e, adormeceu, no torpor da sonolência, ouvia as vozes roucas e preocupadas. Ouviam-se os passos de Andrei que, de mansinho, atravessou a cozinha, fechando cuidadosamente a porta atrás de si. O balde de ferro caiu com estrondo no vestíbulo. E súbito; a porta abriu-se com violência: era o ucraniano que, da porta da cozinha, murmurou:

– Batem as esporas!

A mãe pulou da cama, agarrando o vestido, mas veio Pavel que disse tranquilo:

– A senhora continua deitada. Está doente!

Ruídos estranhos vinham do vestíbulo. Pavel aproximou-se da porta e, empurrando-a com a mão, interpelou:

– Quem está aí?

Uma figura cinzenta surgiu imediatamente à porta, depois outra; dois policiais  cercaram Pavel e ouviu-se uma voz possante e zombateira:

– Não é quem esperavam, hein?

Quem falava era um oficial alto e magro, com bigode preto e ralo. O guarda do bairro, Fediakin, surgiu diante da cama da mãe e, levando uma das mãos ao quepe, com a outra apontando para o rosto dela, declarou, com um olhar terrível:

– Esta é a mãe dele, Vossa Excelência! – E, apontando Pavel, acrescentou: – Aquele é o próprio!

– Pavel Vlassov? – perguntou o oficial, franzindo os olhos, e quando Pavel concordou, ele declarou, torcendo o bigode: – Devo fazer uma busca em sua casa. Velha, levante-se! Quem está ali? – perguntou, procurando ver o quarto, para onde dirigiu-se bruscamente:

– Seu sobrenome? – ouviu-se sua voz.

Vieram do vestíbulo duas testemunhas voluntárias: o velho mestre de fundição Tveriakov e seu inquilino, o foguista Rybin, um mujique sólido e moreno. Este declarou em voz possante e sonora:

– Salve, Nilovna!

Ela estava se vestindo e para imprimir coragem a si mesma dizia baixinho:

– Que é isso! Chegam no meio da noite. As pessoas estão dormindo e eles vão entrando!…

A sala ficou apertada e com inexplicável forte cheiro de graxa. Dois policiais e o comissário do bairro, Ryskin, pisando forte tiravam os livros da estante, empilhando-os na mesa, diante do oficial. Os outros dois davam socos nas paredes, examinavam sob as cadeiras, um deles trepava, desajeitado, no fogão. O ucraniano e Vessovtchikov, apertados um contra o outro, estavam num dos cantos da sala. O rosto bexiguento de Nicolai cobriu-se de manchas vermelhas, e seus pequenos olhos cinzentos não se desperegavam do oficial. O ucraniano torcia o bigode, e quando a mãe entrou no quarto, fez-lhe sinal carinhoso com a cabeça, sorrindo.

Esforçando-se por reprimir o terror, ela não se movimentava de lado, como de costume, mas firme, com o peito erguido, o que lhe emprestava um ar engraçado e de forçada dignidade. Batia forte com os pés, mas suas sombrancelhas tremiam…

O oficial folheava, apressado, os livros com os dedos finos de suas mãos brancas; sacudia-os, com gesto hábil da mão, jogava-os para o lado. Havia momentos em que algum dos livros caía no chão. Ninguém falava, ouvia-se a respiração difícil dos policiais cobertos de suor, tiniam as esporas, às vezes irrompia uma voz:

– Já olhou aqui?

A Mãe aproximou-se de Pavel, à parede, cruzou os braços no peito, como ele, e também ficou olhando o oficial. Seus joeçhos tremiam, e seco nevoeiro embaraçava-lhe os olhos.

[Gorki, Maksim, 1868-1936. Pequenos burgueses; Mãe / Máximo Gorki; traduções de Fernando Peixoto, José Celso Martinez Correa, Shura Victorovna. – São Paulo: Abril Cultural, 1979. Trecho entre as páginas 260-261]

{PS: Capítulo IX e continuação do Capítulo X aqui}

euforia

[seg] 24 de janeiro de 2011

um dia bom. preguiçoso. com direito a um mate; morangos e ameixas; bailar com izabel; ouvir histórias de dona maria; cavocar a terra e cultivar o prazer; ouvir boa música; e sentir-se contente… e amado. e até começo a sonhar alto novamente…

euforia. 1997. FITO PAEZ. 1. Y DALE ALEGRÍA A MI CORAZÓN /// Y dale alegría, alegría a mi corazon / Es lo único que te pido al menos hoy / Y dale alegría, alegría a mi corazon / Afuera se irán la pena y el dolor // Y ya veras, las sombras que aquí estuvieron no estarán / Y ya, ya veras, bebamos y emborrachemos la ciudad // Y dale alegría, alegría a mi corazon / Es lo único que te pido al menos hoy / Y dale alegría, alegría a mi corazon // Y que se enciendan las luces de este amor // Y ya veras, como se transforma el aire del lugar / Y ya veras, que no necesitaremos nada mas // Y dale alegría, alegría a mi corazon / Que ayer no tuve un buen día, por favor / Y dale alegría, alegría a mi corazon / Que si me das alegría estoy mejor // Y ya veras, las sombras que aquí estuvieron no estarán / Y ya veras, que no necesitaremos nada mas // Y dale alegría, alegría a mi corazon / Es lo único que te pido al menos hoy / Y dale alegría, alegría a mi corazon / Afuera se irán la pena y el dolor / Y dale alegría, alegría a mi corazon / Y dale alegría, alegría a mi corazon /// 2. CADAVER EXQUISITO // Comienza el día y una luz sentimental / nos envuelve, vuelve, se va. / La fabulosa sinfonía universal / nos envuelve, vuelve, se va. // Tango, sexo, sexo y amor, / tanto tango, tanto dolor. // Mi vida gira en contradicción, / jamás conquiste mi corazón. / Mas donde estaba cuando pasó lo que pasó? / Hablandome al espejo solo. // Vengo de un barrio tan mezquino y criminal / quizás te queme, queme, quizás. / Vengo de un barrio / siempre a punto de estallar / quizás te queme, queme, quizás. // Si de nada sirve vivir / buscas algo porque morir. // El tiempo me ha enseñado a mirar, / Y a veces me ha enseñado a callar. / Donde estabas cuando pasó lo que pasó? / Hablándote al espejo sola. // Es tanta la tristeza y es tan ruin / Celebro la experiencia feliz. / La estupidez del mundo nunca pudo y nunca podrá / Arrebatar la sensualidad. // Busco mi piedra filosofal / en los siete locos, en el mar, / en el cadáver exquisito al no tener piedad, / en la quinta esencia de la música. // Dentro mio, en el amor y el odio / tener que pensar (que pensar) / preferiría tu sonrisa, toda la verdad, / avanzo un paso, retrocedo, / y vuelvo a preguntar, que no cambie / para no cambiar jamás. // Todo es imperfecto amor y odio. /// 3. 11 Y 6 // En un café, se vieron por casualidad / cansados en el alma de tanto andar, / ella tenía un clavel en la mano. / Él se acercó, le preguntó si andaba bien, / llegaba a la ventana en puntas de pie, / y la llevó a caminar por Corrientes. // Miren todos, ellos solos / pueden más que el amor y son más fuertes que el Olimpo / Se escondieron en el centro y en el baño de un bar, / sellaron todo con un beso. // Durante un mes vendieron rosas en La Paz, / presiento que no importaba nada más / y entre los dos juntaban algo. // No sé por qué, pero jamás los volví a ver. / Él carga con 11 y ella con 6, / y, si reía, le daba la luna. // Miren todos, ellos solos / pueden más que el amor y son más fuertes que el Olimpo / Se escondieron en el centro y en el baño de un bar, / sellaron todo con un beso. /// 4. EL CHICO DE LA TAPA // [hola, hola? cardozo? cuchame acá en villa clara / Principal 4-27 tenemos uno que es de los cabecitas / Negras… {sigue hablando el poli}…] // El chico de la tapa ayer vendía flores en corrientes / Después perdió a su chica en una sala en algún hospital / Y hoy amablemente y con un gran sonrisa en los dientes / Te para en la calle y si no le das te manda a guardar. // Si la policía no lo trata muy decentemente / Si los camioneros no lo llevan hasta donde va / Él se vuelve al docke caminando muy tranquilamente / Con la 22 en el bolsillo del papel de armar // Hace algunos años pateaba la calle / Haciendo “la paz” y vendiendo postales / El mundo está lleno de hijos de puta / Y hoy especialmente está llena la ruta / No voy a morir de amor / El chico de la tapa tiene algunos asuntos pendientes / Su madre está de yiro y sus hermanos bebiendo en el bar / Y el sábado a la tarde en la cancha se oye un solo grito / Dock sud ya tuvo un hijo y lo bautizaron arsenal / Y pasan los barbones, los snobs y los hinchapelotas / Los tanques, las estrellas, las revistas y la federal / Y yo me río de todos en la cara son unos idiotas / Un ángel me vigila y me protege en esta ciudad. // Yo siempre viví en la boca del diablo / Naciendo, muriendo y resucitando. / El mundo está lleno de hijos de puta / Y hoy especialmente está llena la ruta. // No voy a morir de amor. / No voy a morir de amor. / No voy a morir de amor. / No, no, no, no, no, no, no, no, no /// 5. MARIPOSA TECHNICOLOR //Todas las mañanas que viví / todas las calles donde me escondí / el encantamiento de un amor / el sacrificio de mis madres / los zapatos de charol / los domingos en el club / salvo que cristo sigue allí en la cruz / las columnas de la catedral y la tribuna / grita gol el lunes por la capital // Todos yiran y yiran / todos bajo el sol / se proyecta la vida / Mariposa technicolor / cada vez que me miras / cada sensación / se proyecta la vida / Mariposa technicolor // Vi sus caras de resignación / los vi felices llenos de dolor / ellas cocinaban el arroz / se levantaba sus principios / de sutil emperador // Todo al fin se sucedió / sólo que el tiempo no los esperó / la melancolia de morir en este mundo / y de vivir sin una estúpida razón // Yo te conozco de antes / desde antes del ayer / yo te conozco de antes / cuando me fui / no me alejé / llevo la voz cantante / llevo la luz del tren / llevo un destino errante / llevo tus marcas en mi piel / y hoy solo te vuelvo a ver / y hoy solo te vuelvo a ver / y hoy solo te vuelvo a ver /// 6. CIRCO BEAT // Buenas noches / ladies and gentleman / bon soire / sean bienvenidos a la primera función / del Circo Beat / el circo mas sexy / mas alto / mas tonto del mundo / desde ahora y para siempre / cualquier semejanza con hechos reales / correrá por vuestra propia imaginación / arrivederci é buona  fortuna / queste sono le ultime parole / d’il terzo angelo di Cristo / dopo parlare in l’strad / a con il uomo che non sapeva piú di niente !! // Psicodélica star de la mística de los pobres / de misterio, de amor de dinero y soledad / yo no vine hasta acá ayudarte buscando cobre / mi pasado es real y el futuro libertad. // Circo beat, Circo beat / todo el mundo juega aquí en el circo beat / circo beat, circo beat / rayos y culebras en el circo beat. // Casi todos tendrán un instante en su touch de gloria / Llegaremos en jeep, llegaremos a la ciudad… / no me gustar cantar / yo me muero con Gena Rowlands / y los monos están devastando este lugar. // Un circo vi, un circo vi / cuando yo era pibe algún circo vi / un circo vi, un circo vi / no pasaba nada pero un circo vi / Circo beat. // Circo beat, Circo beat / todo el mundo juega aquí en el circo beat / circo beat, circo beat / rayos y culebras en el circo beat. // Psicodélica star de la mística de los pobres / de misterio, de amor de dinero y soledad / yo no vine hasta acá ayudarte buscando cobre / mi pasado es real y el futuro libertad. / y los monos están devastando este lugar. / Llegaremos en jeep, llegaremos a la ciudad… / no me gustar cantar // Circo beat, Circo beat / Circo beat, Circo beat / Circo beat, Circo beat / Circo beat, Circo beat / Circo beat, Circo beat / Circo beat, Circo beat /// 7. TUS REGALOS DEBERÍAN DE LLEGAR // Epifánico silencio a la hora del amar / Tus ensueños ya se hiceron a la mar / Un extracto del perfume del dolor / Tus muñecas boca arriba y hacia el sol. / Tus regalos deberían de llegar / Los elefantes locos, el vestido, el ajuar. / Caminando en la neblina / Que disipa el corazón / Los milagros en tu cuerpo ya serán / Las violetas de tu sangre vivirán / Sobre un río enamorado y en su andar // Tus regalos debarían de llegar / Las velas, las vajillas y tu felicidad. / Y no sabes si detenerte o llover / Y parada sobre el mundo a tus pies / Tu sonrisa que nos hace temblar. / Tiempla el mundo que no entiende al final / Ese beso de la vida, / La sutil melancolía / El momento cuando piras / Los espacios donde miras / Y las gotas de tu lluvia se irán // Y otra vez en la secuencia / De los pétalos que caen / Se descubren los misterios del azar / Y las manos que se encuentran en la flor, / La bestial naturaleza del amor. / Tus regalos deberían de llegar / Si todo se termina , / Todo vuelve a empezar. / La mañana que se viene / Es una vieja sensación / Que refleja en los espejos del tiempo. / Y la niña acurrucada en el rincón / Es la chica contra la furia de dios. / Tus regalos deberían de llegar / No es mucho lo que tengo para darte, mirá. // Y no sabés si detenerte o llover / Y parada sobre el mundo a tus pies / Tu sonrisa que nos hace temblar / Tiembla el mundo / Que no entiende al final / Ese beso de la vida, la sutil melancolía / El momento cuando piras / Los espacios donde miras / Y las gotas de tu lluvia se irán / Y tus regalos deberían de llegar / Y las gotas de tu lluvia se irán. /// 8. POR SIETE VIDAS (CACERIA) // Soñé que encarnaba en ella / escapando del Zar / un hechizo trajo inmensas comadrejas / desde el fondo del mar / cielos bajo AIDS / no clamaron su sed / sacrificio de sal / siete vidas espero por un taxi boy solo para verme mal // Todo lo que fui fue también ruta libre / si pudiera explicar / en Lisboa, sombras de amor / entre las piedras un rayo de amor / cáliz de amor, cruces de amor / clave de muerte,  clave de sol // Cacería en la ciudad / no hay refugio donde estar / sueño de amor // Rayo de amor, cáliz de amor / entre las piedras solo de amor / hombres de amor, guerras de amor / solo veo locas de amor / cacería en la ciudad / ya no se hasta donde vas, sueño de amor // Sombras de amor, labios de amor / entre la gente, un cable de amor / cáliz de amor / solo veo piernas de amor / Cacería en la ciudad / hasta donde llegaras / sueño de amor, sueño de amor. // Hago religion song / brother, nuestra canción / vas a decir que si / vas a bailar  wiht me // Y digo: / come on y come on y come on / y come and go / con mi religion, religion, religion, religion song // Y digo: / come on y come on y come on / y come and go / con mi religion, religion, religion, religion song // People, people, salvador / cambio un Gaurin y un reloj / San Jacinto ven a mi / que este mundo… / pero hay una ley que yo aprendí en la calle ///…

[dom] 23 de janeiro de 2011

VOCÊ ABUSOU /// Você abusou / Tirou partido de mim, abusou / Tirou partido de mim, abusou / Tirou partido de mim, abusou / Mas não faz mal, é tão normal ter desamor / É tão cafona, sofredor que eu já nem sei / Se é meninice ou cafonice o meu amor / Se o quadradismo dos meus versos / Vai de encontro aos intelectos / Que não usam o coração como expressão // Você abusou / Tirou partido de mim, abusou / Tirou partido de mim, abusou / Tirou partido de mim, abusou // Que me perdoem se eu insisto neste tema / Mas não sei fazer poema ou canção / Que fale de outra coisa que não seja o amor / Se o quadradismo dos meus versos / Vai de encontro aos intelectos / Que não usam o coração como expressão // Você abusou / Tirou partido de mim, abusou / Tirou partido de mim, abusou / Tirou partido de mim, abusou // Mas não faz mal, é tão normal ter desamor / É tão cafona, sofredor que eu já nem sei / Se é meninice ou cafonice o meu amor / Se o quadradismo dos meus versos / Vai de encontro aos intelectos / Que não usam o coração como expressão // Você abusou / Tirou partido de mim, abusou / Tirou partido de mim, abusou / Tirou partido de mim, abusou / Antônio Carlos e Jocafi

e chove tanto que já ‘tá na hora de por o meu bloco na rua… para fechar o verão.

o mais é nada

[dom] 23 de janeiro de 2011

“Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá. Admire a lua, sonhe com ela,  mas não queira trazê-la para a terra. Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o  seu calor é  para todos. Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar  no céu. Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde. Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos,  não  pode molhar só o seu. As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces. O sorriso! Esse você deve segurar, não deixe-o ir embora, agarre-o! Quem você ama? Guarde dentro de um porta jóias, tranque, perca a chave! Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa. Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se  chega à parte alguma sem ela. Abra todas as janelas que encontrar e as portas também. Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho. Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho. Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas. Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual  for. Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso. Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam. Olhe para o lado, alguém precisa de você. Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca. Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os. Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também. Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa  procura. Arrependa-se, volte atrás, peça perdão! Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando  julgar necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se  afogue nelas. Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente. Se estiver tudo certo, continue. Se sentir saudades, mate-a. Se perder um amor, não se perca! Se achá-lo, segure-o! “Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada”. (Fernando Pessoa)

relatório sentimental e carta de intenções quando nada é justo e pouco é certo

[dom] 23 de janeiro de 2011

matheus regressou da primeira etapa do estágio de vivência… [participarei do próximo]. ainda bem que havia limpado a casa [esperando a visita da paula que disse que ia dar uma passada aqui, mas num veio]… e sabe, é bom ter companhia em casa. a casa vazia é triste… e entro aqui, nesta página em branco, sem saber ao certo o que escrever e porque escrever. e sei que gosto da minha privacidade, do meu tempo, todo meu de realizar e contemplar as coisas, e compartilhar a casa é um exercício interessante. já havia experimentado isto em outros momentos da minha vida, mas nunca na minha casa de fato. mas será esta minha casa de fato?!

ontem consegui acessar o número de vagas para act e só tem vinte. logo creio difícil uma vaga de imediato como professor… mas se for como no ano passado, até julho talvez aconteça. Isto tudo é o mesmo que ficar em suspensão, ou melhor, é o mesmo que: terei que encontrar uma forma de ganhar o pão, já que a bolsa encerra agora em fevereiro junto com a temporada, e quanto ao trabalho alienado já nem estou trampando todos os dias e isto é o mesmo que dizer que a grana diminuiu e os meus gastos mensais são altos. isto me deixou meio confuso e apreensivo… de onde vou tirar dinheiro de março em diante e pagar financiamento da casa, as contas de água e luz, internet, ônibus, alimentação etc. mas foda-se. é janeiro e as parcelas de fevereiro e março do financiamento, ao menos, tenho de onde tirar. e até março penso no que faço… essa minha mania de paralisar tudo e ficar na expectativa. isto é um tipo de conversa… deveria ser uma pessoa me ouvindo, tete-à-tete, e não estar escrito aqui. preciso agitar minha vida. no último mês é casa-trabalho e, raras vezes, uma escapa para um bar ou alguma atividade cultural… mas o grosso é casa-trabalho-casa. e no trabalho, me distraio, mas não é meu mundo. as pessoas me entediam rápido demais. é sempre a mesma rotina, o horizonte é curto demais para todos, ou abstrato e absurdo…

nestes últimos dias, e é bom pontuar – já devo ter feito isto aqui antes – para não esquecer, construí uma casa. a minha casa. 70m² no meio do mato. tenho projetos de construir uma bet [bacia de evapotranspiração para águas negras], um sistema de armazenamento das águas de chuva, um sistema simples de aquecimento da água através da energia solar… drenagem e tratamento das águas cinzas também. basicamente minha parte do terreno será de 15mX18m, cercado de mata nas extremidades sul, oeste e norte. na extremidade leste é a área dos meus pais e irmão e um caminho que dá acesso até rua. conclui, enfim, o curso de graduação e agora em fevereiro recebo o diploma [lembrar que tenho que escrever a carta solicitando permanência para concluir outra habilitação] e serei [ou sou] um professor desempregado. o contato com izabel, minha filha, tem sido mais pacífico – sem toda aquela carga emocional exigindo que eu seja o pai perfeito – e carinhoso. tenho aprendido a conhecê-la e respeitá-la, acho eu, um pouco mais. tenho tentado olhar com carinho os sentimentos aqui dentro.

queria ir para o chile, queria ir ao uruguai, queria ir à argentina… irei. este ano não vou ficar preso com os pés no chão, quero as asas soltas. vou avançar no meu espanhol capenga, vou voltar a estudar inglês… vou aproveitar as viagens acadêmicas… vou me permitir. sinto falta das festas universitárias. e vou voltar a militar no movimento… sinto muito falta disto, deste espírito coletivo de luta e aguerrimento, dessa fraternidade, dessa camaradagem tão necessária. não vou me deixar enlaçar por pensamentos tristes e frustantes. vou escrever meu livro porra… ou melhor, vou editá-lo porque ele já vai escrito há muito tempo. e vou concluir o projeto de pesquisa, e oxalá eu possa realizar um documentário em 2012 como tcc. e fazer outra graduação ou ir ao mestrado. para muitas pessoas coisas assim podem parecer tão simples e tão fáceis, mas para mim muitas vezes são questões impossíveis, como se fossem interditadas. como se eu não tivesse este direito… e isto é que mais preciso combater. esta opressão social e psicológica. esta violência. não sei quem lê isto, suspeito que algumas pessoas leiam, vez ou outra, algumas páginas, e muitos acessem por acaso uma ou outra informação… e no meio deste texto-desabafo-projeção-carta de metas para o futuro-presente… talvez eu conte um pouco mais de mim… escrever aqui, para mim, é terapêutico. ajuda a pensar e ponderar os sentimentos, ou melhor, as rotinas de sensações físico-psíquicas. estou de férias da terapia, que iniciei em novembro de 2009, após passar um ano muito difícil em 2009. muita instabilidade emocional. e fui até agora, dezembro de 2010. e foi uma das coisas mais importantes… perdi o fio da meada… re-li… queria dizer que sofri abuso sexual quando era criança, não foi em casa, era pessoa estranha e isto só consegui falar na terapia. não havia contado para ninguém. e isto sempre esteve presente em minha relações… a dificuldade da aproximação, de estabelecer o contato e permitir mantê-lo. sempre o sentimento de dualidade, de desejo ardente pela vida, pela arte, pela história, pela cultura, pelo povo e desejo angustiante de morte e fuga que me acompanha quase todos os dias… essa vontade de morrer já me deixou imóvel várias vezes em profunda depressão… talvez seja por isto que eu gostava de clarice, da legião. mas não vou falar mais… eu avancei um pouco nisto na terapia. hoje entendo a fobia social ou a sensação de desajustamento… são rotinas que construí na busca de defesa, mas que preciso romper. já não sou aquele garoto. sou um homem e tenho recursos necessários, e se não  os tenho, posso construí-los, para não me deixar embrutecer. e a conclusão que chego é que tenho fugido demais da vida, dos sentimentos, dos relacionamentos. vem na memória, uma fala da cris, que disse-me há um tempo atrás… quando conversamos sobre nossos relacionamentos com outras pessoas… e falávamos sobre os namoros e ela constatou que meus namoros não duravam. é. eu vivo fugindo. não só dos relacionamentos, mas de todos os projetos viáveis. ter a casa é uma conquista… é aceitar a vida, um pouco. é aceitar a família como ela é. é aceitar a filha como ela é. é aceitar o momento como ele é. é aceitar-me. e começar a dar um passo de cada vez, buscando atingir os projetos maiores logo ali na frente ou lá mais adiante… a casa é linda, o terreno é uma joia. minha família apesar de todos os transtornos emocionais e afetivos é uma boa família. e eu apesar de todo esse desejo de morte e de dor tenho uma luz enorme aqui e vou longe… e amanhã cedo, que essa força de agora, enquanto vomito este texto, esteja presente e me oriente e me fortaleça… paciência e coragem!

Desiderata «Siga tranquilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se que há sempre paz no silêncio. Tanto quanto possível, sem humilhar-se, viva em harmonia com todos os que o cercam. Fale a sua verdade mansa e claramente, e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e ignorantes: eles também têm a sua própria história. Evite as pessoas agressivas e transtornadas: elas afligem o nosso espírito. Se você se comparar com os outros, tornar-se-á presunçoso e magoado, pois haverá sempre alguém inferior e alguém superior a você. Viva intensamente o que já pode realizar, mantenha-se interessado em seu trabalho, ainda que humilde: ele é o que de real existe ao longo de todo o tempo. Seja cauteloso nos negócios, porque o mundo está cheio de astúcia, mas não caia na descrença. A virtude existirá sempre. Muita gente luta por altos ideais, em toda parte a vida está cheia de heroísmo. Seja você mesmo. Não simule afeição nem seja descrente do amor, porque mesmo diante de tanta aridez e desencanto ele é tão perene quanto a relva. Aceite com carinho o conselho dos mais velhos, mas, seja compreensivo aos impulsos inovadores da juventude. Alimente a força do espírito que o protegerá no infortúnio inesperado e não se desespere com perigos imaginários: muitos temores nascem do cansaço e da solidão. À despeito de uma disciplina rigorosa seja gentil consigo mesmo. Assim como as estrelas e as árvores, você é filho do Universo, merece estar aqui, e, mesmo que você não possa perceber, o Universo segue cumprindo o seu destino. Esteja em paz com Deus, como quer que você O conceba. Quaisquer que sejam os seus trabalhos e aspirações, da fatigante jornada pela vida, mantenha-se em paz com sua própria alma. Acima da falsidade, do desencanto e das agruras, o mundo ainda é bonito. Seja prudente e faça tudo para ser feliz.»Max Ehrmann

hay mariposas de arrabal que nunca aprenden a volar…

[sex] 21 de janeiro de 2011

valparaiso é começo… e dormi lá pelas três, contente. e acordei lá pelas quatorze… dia vadio. dia de carinho e calmaria. dia de amigos em casa… e de uma das mais belas visões… os pássaros em ondas sobre o mar fugindo da chuva branca que chegava… ou, as gotas que caiam sobre nossos olhos enquanto brincávamos na chuva. dias assim são mágicos. e decidi, que tua chegada será de surpresa…

 

“La canción que estoy cantando empieza en otras canciones y acaba en un hospital…” Joaquin Sabina.

paciência e coragem

[qui] 20 de janeiro de 2011

e este era para ser um texto longo… mas vai curto. acordei hoje assustado e no meio de um pesadelo… me sentindo um garoto. mas não pelo lado positivo que é algo como uma sensação lúdica e de liberdade… e sim pelo lado negativo que é a impotência, a raiva, a inveja, a dor, a mágoa, a rejeição… sabe aqueles desejos de morte e de dor. e passei amargo a manhã toda, repleto de pena de mim. e pela tarde já ia bem… e pela noite tudo ficou mais claro… com izabel, com maria, com a lua… e outras companhias.

pois apesar de que as vezes tudo pode parecer horrível e medíocre… há outras formas de olhar e milhões de coisas por fazer. sonhar é possível e necessário. eu sei o que quero e sei que posso e vou conseguir, afinal já não sou mais aquele garoto de um tempo atrás. e posso e tenho o direito de sorrir.

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