Archive for fevereiro, 2011

o livro do desassossego

2011, fevereiro 28, segunda-feira

cansaço e tédio – e um que de frustração. nem a caminhada sozinho na noite fria… nem as conversas no caminho do final da tarde… nem o trabalho bruto, mas honesto da manhã… nem as brincadeiras com a filha no almoço… nem o sono no começo da tarde… nem a dúvida tirada no fim do dia… nada. apenas cansaço e tédio habitam este animal manso. e que falta de mim – aquele das multidões e do povo na rua – ando sentido…

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e entre esse não me saber em que local me por agora que nem vou lá nem vou cá… e digo repetidamente para que talvez assim creia que é necessário calma que tudo que é para vir virá no seu devido e necessário tempo e o fato de este devido e necessário tempo não ser agora é porque há inúmeras outras coisas entre este devir e cá… este ‘devido e necessário’ tempo repleto de dias, atividades e projetos em aberto. hoje muita paciência e coragem são necessários porque o momento é de dúvida e desassossego.

vazio e cheio

2011, fevereiro 27, domingo

nos finais de semana meus cortes da semana doem.

é assim. meu corpo dói e estou cansado. apenas cansado e há tanta coisa por fazer… a lista vai enorme e eu com vontade de por a lista aqui do lado e esquecer dela. talvez seja disto… desta rotina exaustiva de trabalho nos finais de semana que apenas atrofia a criatividade e não acrescenta quase nada. e aqui, para não esquecer, necessito é manter um pouco os pés no chão, a cabeça no travesseiro e um dia de amanhã para clarear tudo isto que neste instante não distingo já que o corpo, por inteiro, dos pés a cabeça, necessita de descanso.

e um pouco de carinho não ia mal… minha solidão dói às vezes.

boa noite

2011, fevereiro 25, sexta-feira

BOA NOITE // Meu ar de dominador / dizia que eu ia ser seu dono / e nessa eu dancei! // hoje no universo / nada que brilha cega mais que seu nome / fiquei mudo ao lhe conhecer / o que vi foi demais, vazou / por toda selva do meu ser / nada ficou intacto / na fronteira de um oásis / meu coração em paz, se abalou / é surpresa demais que trazes / ‘inda bem que eu sou Flamengo / mesmo quando ele não vai bem / algo me diz em rubro-negro / que o sofrimento leva além / não existe amor sem medo / boa noite! // Quem não tem pra quem se dar / o dia é igual à noite / tempo parado no ar, há dias / calor, insônia , oh! noite // Quem ama vive a sonhar de dia / voar é do homem / vida foi feita pra estar em dia / com a fome, com a fome, com a fome / se vens lá das alturas com agruras ou paz / oh, meu bem, serei seu guia na terra / na guerra ou no sossego sua beleza é o cais / e eu sou o homem / que pode lhe dar, além de calor, fidelidade / minha vida por inteiro eu lhe dou /// DJAVAN