entre as estrelas e os caminhos tristes

[qua] 2 de março de 2011

estou todo machucado… primeiro escorreguei, depois me cortei e por último cai da escada. sãos os pés, os braços e as mãos que me doem. e o coração e a cabeça doem também, mas é de outro mal…

O TEMPO NÃO PARA /// Disparo contra o sol / sou forte, sou por acaso / minha metralhadora cheia de mágoas / eu sou um cara // cansado de correr / na direção contrária / sem pódio de chegada ou beijo de namorada // eu sou mais um cara // mas se você achar / que eu ‘tô derrotado / saiba que ainda estão rolando os dados / porque o tempo, o tempo não pára // dias sim, dias não / eu vou sobrevivendo sem um arranhão / da caridade de quem me detesta // a tua piscina ‘tá cheia de ratos / tuas idéias não correspondem aos fatos / o tempo não pára // eu vejo o futuro repetir o passado / eu vejo um museu de grandes novidades / o tempo não pára / não pára, não, não pára // eu não tenho data pra comemorar // às vezes os meus dias são de par em par / procurando uma agulha num palheiro / nas noites de frio é melhor nem nascer / nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer / e assim nos tornamos brasileiros / te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro / transformam o país inteiro num puteiro / pois assim se ganha mais dinheiro… //// CAZUZA e ARNALDO BRANDÃO

“Se as coisas são inatingíveis… ora! não é motivo para não querê –las… que tristes os caminhos, se não fora a mágica presença das estrelas!” Mario Quintana

“Vivência (reação a choques) e experiência (vivido que é pensado, narrado): na vivência, a ação se esgota no momento da sua realização (por isso é finita); na experiência, a ação é contada a um outro, compartilhada, se tornando infinita. Esse caráter histórico, de permanência, de ir alem do tempo vivido e de ser coletiva constitui a experiência.” 2001, p. 106.

“O leitor leva rastros do vivido no momento da leitura para depois ou para fora do momento imediato – isso torna a leitura uma experiência. Sendo mediata ou mediadora, a leitura levada pelo sujeito para além do dado imediato, permite pensar, ser critico da situação, relacionar o antes e o depois, entender a historia, ser parte dela, continua-la, modifica-la. Desvelar.” 2001 p. 107

 KRAMERSônia. Leitura e escrita como experiência. – notas sobre seu papel na formação. In: ZACCUR,. Edwiges (Org.). A magia da linguagem. Rio de. Janeiro: DP&A, 2001. p.101-121.

Uma resposta to “entre as estrelas e os caminhos tristes”

  1. cassiana Says:

    o tempo para quando apaga a luz

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