Archive for novembro, 2011

vergel

[qui] 24 de novembro de 2011

se fosse falar dos dias diria que eles repetem-se. repito. mas eles não repetem-se. dos dias diria que eles movem-se. movo. mas eles não movem-se. dos dias diria que eles… crescem. crescem, eles, tal qual as flores ordinárias, as bromélias, as orquídeas, a izabel, a grama, as bananeiras, o ipê, as pitangueiras, os livros lidos, a lida realizada… dos dias diria que estes estão sendo bons para mim.

da raiz ao fruto

[sex] 4 de novembro de 2011

caracol, caramujo, ando exercitando aquela paciência e coragem, e destilando meus humores. não tendo pressa, nem desejando essa coisa de ser vencedor sempre… apenas, e isto é tanto e tão, contemplando as coisas belas e aprendendo com a dor nossa de cada dia.

vista

[ter] 1 de novembro de 2011

Ainda era noite, esperei o dia amanhecer. Como quem aquece a água sem deixar ferver. Hoje eu acordei, agora eu sei viver no escuro até que a chama se acenda…  Verde… quente… erva… ventre… dentro… entranhas. Mate amargo noite adentro estrada estranha¹

O silêncio é cheio de cor e sons e texturas. Ainda sinto muito medo, eu confesso. Dizer ‘eu te amo’ não é tão simples assim. mas, [e é como sinto neste momento] aprendo que o tempo é o melhor remédio [todavia, remédio em excesso pode ser letal]; e que para ter o amor que sempre quis e mereço necessito dar isto [este fenômeno estranho que é o amor]. E, deste modo, o barato nisto tudo é que o ‘necessito‘ ali de antes se faz de um posso/devo dar-me assim todo nu.

aprendo simplesmente a tentar ser filho, irmão, pai, professor, amigo… aprendo a tentar ser gente de coração… busco ser um liberto exercitando a auto-liberdade, mesmo que seja esta imperfeita, precária, falível. mesmo que hajam alguns tantos grilhões que prendem, amordaçam, deformam-nos.

Mas fantasio, e luto, e cada dia é um mágico e desafiante novo dia para reinventar(mo)-me(nos).

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