Archive for dezembro, 2011

a noite mais linda do mundo

[sáb] 31 de dezembro de 2011

A Noite Mais Linda do Mundo

[ter] 27 de dezembro de 2011

Referencias: Fellini, Drexler e Kahler Caro.

A primeira sacada, o instante que me fez lembrar… Sente lá e escreva, agora… Foi… Um mate e uma volta entre as plantas me animaram. Dos dias esperando e de certa maneira não vendo muito valor no feito nestes últimos tempos ainda cá estão, mas essa sensação de prazer no cotidiano, no aprendizado diário… isto é importante, é como um sopro de luz nos dias nebulosos.

Nasceram tomates, abóboras, mamoeiros, pitangueiras, bananeiras, ameixeiras, e tantas belas e diversas plantas, arbustos e flores… Me sinto verde.

Ontem pela madrugada após o trabalho conversamos noé e eu sobre agroecologia. Irei visita-lo para ver in loco a implementação de técnicas agroecológicas. Quem sabe é a grande oportunidade e o incentivo para eu começar cá, de forma organizada e orientada, meu horto. Uma volta hoje, após acordar, e perceber que intuitivamente meu jardim vai bem e bonito, mas posso mais. Posso deixa-lo bem mais diversificado e organizado.

Ontem, lá pelas duas horas da madrugada, quando cheguei em casa, peguei uma parte de 8 ½ de fellini no cine conhecimento da futura. Delicioso filme. e agora, até as cinco, pretendo começar a pintar a parte externa da casa. Pintando uma hora por dia, logo concluo a pintura, e sobre ela vou escrever uma frase em fontes enormes de manoel de barros.

Na trilha sonora… sempre: jorge.

“Ya estoy en la mitad de esta carretera… Tantas encrucijadas quedan detrás… Ya está en el aire girando mi moneda y que sea lo que sea…”

frontera

[seg] 26 de dezembro de 2011

El sur del sur.

00:23 Juno.

14:09 O que esperava? Sei não. Uma fantasia, um medo, uma raiva… Ouvindo as luzes da aurora e acordo. Será que acordo? Então… Encerrar por enquanto um ponto e começar a traçar as outras novas frases… Outras vontades. Solidão, aqui estão minhas credenciais. Venho chamando a tua porta há um tempo já… E pergunto-me qual a fundura deste fundo que meto-me dia após dia… Onde chegar? Hoje, dia vinte e seis. Amanhã vinte e sete. Coisas para janeiro como pintar a casa de tangerina, nuvens e limão; por flores no teto; colorir as portas; resistir a exploração cotidiana; e sair, visitar, misturar-me.

16:46 Vinho. Jazz. Um sofá, algumas páginas e uma tarde vadia me aconchegam. Acostumo-me a estar só. E dou-me conta que passei os dois últimos anos esperando… Esperando, tendo esperança no peito de, dias melhores. 2011 foi tão claro-escuro. 2010 foi tão desacelerando. 2009 foi tão terapêutico. 2008 foi tão tátil. 2007 foi tão profundo. 2006 foi tão visceral. 2005 foi tão novo. 2004 foi tão dolorido. 2003 foi aprendendo. 2002 foi escapando. 2001 foi reanimando. 2000 foi nascendo-morrendo. 1999 foi chorando. 1998 foi apaixonando-se. 1997 foi a tanto tempo atrás…

17:11 Mira, yo aquí me bajo, yo dejo el tren en esta estación. Me asusta, tu guerra, menos que el alto el fuego en tu corazón… Linda, cuando vos quieras, dejo este amor donde lo encontré. En tren con destino errado se va más lento que andando a pie… Mi zamba será sincera. Será, creo, para bien, y no será porque quiera, que estoy dejando marchar tu tren. Mira por la ventanilla, verás mi rostro alejándose. Hay quien dice que el camino te enseña cosas; yo no lo sé. Mi zamba se irá contigo, tendrá una buena razón… Y yo en este andén vacío viendo alejarse mi corazón. EL ALTO FUEGO. Jorge Drexler

etnomatemática

[sex] 23 de dezembro de 2011

BRASIL /// Não me convidaram pra esta festa pobre que os homens armaram pra me convencer a pagar sem ver toda essa droga que já vem malhada antes de eu nascer. / Não me ofereceram nem um cigarro, fiquei na porta estacionando os carros. Não me elegeram chefe de nada, o meu cartão de crédito é uma navalha / Brasil! Mostra tua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim. Brasil! Qual é o teu negócio? O nome do teu sócio? Confia em mim. / Não me convidaram pra essa festa pobre que os homens armaram pra me convencer a pagar sem ver toda essa droga que já vem malhada antes de eu nascer. / Não me sortearam a garota do Fantástico, não me subornaram. Será que é o meu fim? Ver TV a cores na taba de um índio programada prá só dizer “sim, sim” / Brasil! Mostra a tua cara quero ver quem paga pra gente ficar assim / Brasil! Qual é o teu negócio? O nome do teu sócio? Confia em mim. / Grande pátria desimportante em nenhum instante eu vou te trair. Não, não vou te trair. / Brasil! Mostra a tua cara quero ver quem paga pra gente ficar assim / Brasil! Qual é o teu negócio? O nome do teu sócio? Confia em mim… /// Cazuza

***

o que eu estou fazendo aqui? como conectar-me? quais plantas misturar e como mergulhar na terra? logo tudo ficará mais claro ou não. por que esperas tanto e pelo que?

***

Orishas - El Kilo

efêmera

[qua] 21 de dezembro de 2011

O silêncio do mato… conectado com o que é bom… anoto coisas feitas por outros que fazem sentido para (e em) mim. E carrego essa vontade danada em mim de ficar só. Ficar só, com os pássaros, as plantas, os insetos… com a vida silenciosa que brota cotidianamente pela tarde, pela manhã, pela noitinha… Ficar só, sem essas gentes que só reclamam ou aprisionam-se colecionando sonhos pequenos. Eu quero paz. Quero esse silêncio repleto de sons de vida que não preocupam-se se tem ou não tem isto ou aquilo e apenas seguem em frente: vivendo a poesia do dia.

EFÊMERA /// Vou ficar mais um pouquinho, para ver se acontece alguma coisa nessa tarde de domingo. // Congele o tempo preu ficar devagarinho com as coisas que eu gosto e que eu sei que são efêmeras e que passam perecíveis e acabam, se despedem, mas eu nunca me esqueço. // Vou ficar mais um pouquinho para ver se eu aprendo alguma coisa nessa parte do caminho. // Martelo o tempo preu ficar mais pianinho com as coisas que eu gosto e que nunca são efêmeras e que estão despetaladas, acabadas sempre pedem um tipo de recomeço. // Vou ficar mais um pouquinho, eu vou. // Vou ficar mais um pouquinho para ver se acontece alguma coisa nessa tarde de domingo. // Congele o tempo preu ficar devagarinho com as coisas que eu gosto e que eu sei que são efêmeras e que passam perecíveis e acabam, se despedem, mas eu nunca me esqueço. // Por isso vou ficar mais um pouquinho para ver se eu aprendo alguma coisa nessa parte do caminho. // Martelo o tempo preu ficar mais pianinho com as coisas que eu gosto e que nunca são efêmeras e que estão despetaladas, acabadas sempre pedem um tipo de recomeço. // Vou ficar mais um pouquinho para ver se acontece alguma coisa nessa tarde de domingo. // Vou ficar mais um pouquinho para ver se eu aprendo alguma coisa nessa parte do caminho. // Vou ficar mais um pouquinho para ver se acontece alguma coisa nessa tarde de domingo. // Vou ficar mais um pouquinho pra ver se eu aprendo alguma coisa nessa parte do caminho. /// Tulipa Ruiz.

A ORDEM DAS ÁRVORES /// Naquele curió mora um pessegueiro / Em todo rouxinol tem sempre um jasmineiro / Todo bem-te-vi carrega uma paineira / Tem sempre um colibri que gosta de jatobá // Beija-flor é casa de ipê // Cada andorinha é lotada de pinheiro / e o joão-de-barro adora o eucalipto // A ordem das árvores não altera o passarinho // Naquele pessegueiro mora um curió / Em todo jasmineiro tem sempre um rouxinol / Toda paineira carrega um bem-te-vi / Tem sempre um jatobá que gosta de colibri // Beija-flor é casa de ipê /// Tulipa Ruiz.

O FOTÓGRAFO ///
Difícil fotografar o silêncio.
Entretanto tentei. Eu conto:
Madrugada a minha aldeia estava morta.
Não se ouvia um barulho, ninguém passava entre as casas.
Eu estava saindo de uma festa.
Eram quase quatro da manhã.
Ia o Silêncio pela rua carregando um bêbado.
Preparei minha máquina.
O silêncio era um carregador?
Estava carregando o bêbado.
Fotografei esse carregador.
Tive outras visões naquela madrugada.
Preparei minha máquina de novo.
Tinha um perfume de jasmim no beiral de um sobrado.
Fotografei o perfume.
Vi uma lesma pregada na existência mais do que na pedra.
Fotografei a existência dela.
Vi ainda um azul-perdão no olho de um mendigo.
Fotografei o perdão.
Olhei uma paisagem velha a desabar sobre uma casa.
Fotografei o sobre.
Por fim, eu enxerguei a Nuvem de calça.
Representou pra mim que ela andava na aldeia de braços com Maiakovski – seu criador.
Fotografei a Nuvem de calça e o poeta.
Ninguém outro poeta no mundo faria roupa mais justa para cobrir sua noiva.
A foto saiu legal. /// Manuel de Barros

OUTRAS PALAVRAS /// Nada dessa cica de palavra triste em mim na boca / Travo, trava mãe e papai, alma buena, dicha louca / Neca desse sono de nunca jamais nem never more  / Sim, dizer que sim pra Cilu, pra Dedé, pra Dadi e Dó / Crista do desejo o destino deslinda-se em beleza: / Outras palavras // Tudo seu azul, tudo céu, tudo azul e furta-cor / Tudo meu amor, tudo mel, tudo amor e ouro e sol / Na televisão, na palavra, no átimo, no chão / Quero essa mulher solamente pra mim, mais, muito mais / Rima, pra que faz tanto, mas tudo dor, amor e gozo: / Outras palavras // Nem vem que não tem, vem que tem coração, tamanho trem / Como na palavra, palavra, a palavra estou em mim / E fora de mim / quando você parece que não dá / Você diz que diz em silêncio o que eu não desejo ouvir / Tem me feito muito infeliz mas agora minha filha: / Outras palavras // Quase João, Gil, Ben, muito bem mas barroco como eu / Cérebro, máquina, palavras, sentidos, corações / Hiperestesia, Buarque, voilá, tu sais de cor / Tinjo-me romântico mas sou vadio computador / Só que sofri tanto que grita porém daqui pra a frente: / Outras palavras // Parafins, gatins, alphaluz, sexonhei da guerrapaz / Ouraxé, palávoras, driz, okê, cris, espacial / Projeitinho, imanso, ciumortevida, vivavid / Lambetelho, frúturo, orgasmaravalha-me Logun / Homenina nel paraís de felicidadania: / Outras palavras /// Caetano Veloso.

 POEMAS RUPRESTES /// (…)

Queria a palavra sem alamares, sem
chatilenas, sem suspensórios, sem
talabartes, sem paramentos, sem diademas,
sem ademanes, sem colarinho.
Eu queria a palavra limpa de solene.
Limpa de soberba, limpa de melenas.
Eu queria ficar mais porcaria nas palavras.
Eu não queria colher nenhum pendão com elas.
Queria ser apenas relativo de águas.
Queria ser admirado pelos pássaros.
Eu queria sempre a palavra no áspero dela.

(…) /// Manoel de Barros

CLOUD PIECE /// Imagine the clouds dripping. / Dig a hole in your garden to / put them in. /// Yoko Ono.

PEDRINHO /// Pedrinho chegava descalço / Fazia da vida o que a gente sonhou / Pintava do nada um barato / Falava umas coisas que a gente nem pensou // Como é que pode ser tão criativo / Auto-confiante, um cara cortês / Pedrinho parece comigo, mas bem resolvido com sua nudez // Tirou da cartola uma flor e me presenteou num domingo de sol / É meu amigo querido até dormiu comigo no mesmo lençol // Pedro esta cantiga não fala de amor / Mas querido esse som acho que me entregou / Pedro esta cantiga não fala de amor / Mas querido esse som acho que me instigou // Pedrinho chegava descalço / Fazia da vida o que a gente sonhou / Pintava do nada um barato / Falava umas coisas que a gente nem pensou // Como é que pode ser tão criativo / Auto-confiante, um cara cortês / Pedrinho parece comigo, mas bem resolvido com sua nudez // Tirou da cartola uma flor e me presenteou num domingo de sol / É meu amigo querido até dormiu comigo no mesmo lençol // Pedro esta cantiga não fala de amor / Mas querido esse som acho que me entregou / Pedro esta cantiga não fala de amor / Pelo carinho esse som acho que me instigou /// Tulipa Ruiz.

garapuvu/feuerbach

[ter] 20 de dezembro de 2011

(…) Feuerbach parte do fato a auto-alienação religiosa do homem, do desdobramento do mundo em um mundo religioso e um mundo terreno. O seu trabalho consiste em reconduzir o mundo religioso ao seu fundamento terreno. Mas Feuerbach não percebe que fez apenas parte do trabalho, falta ainda fazer o principal. É que o fato de essa base terrena se separar de si própria para se fixar como um reino independente que flutua nas nuvens é algo que só se pode explicar pela própria divisão interna e contradição dessa base terrena consigo mesma. Assim, é necessário tanto compreendê-la na sua própria contradição como revolucioná-la praticamente, eliminando sua contradição. Depois de, por exemplo, descobrir a família terrena como o segredo da família sagrada, é preciso fazer a crítica teórica dessa família terrena e revolucioná-la, na prática. (…)

Feuerbach geht aus von dem Faktum der religiösen Selbstentfremdung, der Verdopplung der Welt in eine religiöse, vorgestellte und eine wirklich Welt. Seine Arbeit besteht darin, die religiöse Welt in ihre weltliche Grundlage aufzulösen. Er übersieht, daß nach Vollbringung dieser Arbeit die Hauptsache noch zu tun bleibt. Die tatsache nämlich, daß die weltliche Grundlage sich von sich selbst abhebt und sich, ein selbständiges Reich, in den Wolken fixiert, ist eben nur aus der Selbstzerrissenheit und dem Sich-selbst-widersprechen dieser weltlichen Grundlage zu erklären. Diese selbst muß, also erstens in ihrem Widerspruch verstanden und sodann durch Beseitigung des Widerspruchs praktisch revolutioniert werden. Also z.B.; nachdem die irdische Familie als das Geheimnis der heiligen Familie entdeckt ist, muß nun erstere selbst theoretisch Kritisiert und praktisch umgewälzt werden. // V // Thesen über Feuerbach (1845). Marx.
Gênese de um garapuvu

filosofant

[seg] 19 de dezembro de 2011

18.12

7:16 Ah! Vamos lá…  Banhar-me, desjejuar e ir-se.

8:13. E quem diria que já estou aqui…

8:17. Vou caminhar até lá…

8:35. Invisto-me nesta armadura de ignorância e atravesso todo este caminho repleto de tranquilidade.

10:00

“(…) O documento é monumento. Resulta do esforço das sociedades históricas para impor ao futuro – voluntária ou involuntariamente – determinada imagem de si próprias. No limite, não existe um documento-verdade. (…) Cabe ao historiador não fazer papel de ingênuo. (…) é preciso começar por desmontar, demolir esta montagem, desestruturar esta construção e analisar as condições de produção dos documentos-monumentos.” Jacques Le Goff. Em “História e Memória”.

11:06

“(…) Um verdadeiro estímulo da vida humana é a alegria do amanhã. Na técnica pedagógica esta alegria do amanhã é um dos objetos mais importante do trabalho. Primeiro, é preciso organizar a própria alegria, fazê-la viver e convertê-la em realidade. Em segundo lugar, é necessário ir transformando insistentemente os tipos mais simples de alegria em tipos mais complexos e humanamente significativos. Aqui existe uma linha muito interessante: da satisfação mais simples até o mais profundo sentimento do dever. (…) O mais importante que nos habituamos a valorizar no ser humano é a força e a beleza. Tanto uma coisa quanto a outra determina-se na pessoa exclusivamente pelo tipo de atitude que ela assume em relação ao futuro. A pessoa que determina seu comportamento em relação ao futuro mais imediato é a pessoa mais fraca. Se ela se satisfaz só com a sua própria perspectiva, ainda que seja em longo prazo, é capaz de ser forte, mas não nos despertará a sensação de beleza de personalidade e do seu verdadeiro valor. Quanto mais ampla é a coletividade cujas perspectivas se identificam com as perspectiva pessoais do indivíduo tanto mais nobre e belo é este último. (…) Educar um ser humano significa formas nele capacidade que possa escolher vias com perspectivas. A metodologia deste trabalho consiste em organizar novas perspectivas, em utilizar as existentes, em colocar, pouco a pouco, outras mais elevadas. (…) Pode-se começar com um bom almoço e com uma ida ao circo, mas é preciso sempre animar toda a coletividade pela vida e gradualmente alargar as suas perspectivas, enaltecê-las até o nível dos objetivos de todo o país. (…) Os fracassos em muitas instituições infantis se devem às perspectivas fracas e mal definidas. Mesmo em instituições infantis bem equipadas não se conseguirá um bom trabalho e disciplinas se não traçarem perspectivas claras. Anton Semionovich Makarenko. Em “Metodologia para a organização do processo educativo”.

21:33 De trinta pontos possíveis fiz dezoito. Eram dezenove, mas errei a notação no gabarito na questão vinte e um. Agora é esperar dia vinte e nove e descobrir se estou entre os vinte e quatro ou os trinta e quatro. Se é que entre este cinquenta e oito alguém não tenha faltado e esteja entre os dezoito por cento de abstenção.

19.12

11:44 Fiz matricula. Plano A é dar aulas, quarenta horas talvez; Plano B é o curso técnico; Plano C é retorno à graduação para estruturar projeto para pós. Nenhum exclui os demais, é apenas ordem de foco.

12:07 Mate, e um passeio cerro acima com as cãs.

13:50 Encontro um filho que não sabe voar ainda. Pegamos para cuidar já que o ninho é muito alto e há gatos cá. Que aflição, que fragilidade.

14:23 Subo na árvore.

20:52 Não terminei a obra, amanhã cedo continuo a serrar e pregar.

21:49 Uma árvore enorme caiu. Que susto.

23:30 Os Cães da Catalunha. Gossos cantados por Jorge Drexler. Não encontrei a versão original cantada pelos Gossos. Drexçer não sai de minha lista sonora.  Club Tonight /// Aquesta vegada no puc més i he deixat de treballar. / M’he passat tota la vida escombrant milers de carrers / i avui no puc més i he deixat de treballar.No em fa falta cap motiu, avui ho he vist molt clar / el meu temps ja ha arribat després de seixanta anys. / Jo vull dir-te que nena, quedem-nos en el Club Tonight / que et canto una canció d’amor… // Jo vull dir-te que nena, quedem-nos en el Club Tonight / que demà es Festa Major, per tu i per jo… // Invertiré tota la pensió un fons de benestar personal / me’n vull anar a fer-te una visita. / El mar i el cel per fi, potser no lluny d’aquí trobaré els amor perduts / que han inspirat tantes cançons genials. // Jo vull dir-te que nena, quedem-nos en el Club Tonight / que et canto una canció d’amor… / Jo vull dir-te que nena, quedem-nos en el  Club Tonight / que demà es Festa Major, per tu i per jo…

23:44 Esta anotação ainda não existe. É apenas uma idéia. Um rascunho… Esta canção, aleatoriamente me leva a recorda um filme visto por estes últimos dias. mammuth.

.. el disfraz, el mate, la piedra y el polvo de estrellas…

[sáb] 17 de dezembro de 2011

“Te vi llegar y así sin mas desatar mi antifaz. Dejé el disfraz en un rincón. Se acabó la función. Mi corazón se dejó ser y el telón caer… Mientras tanto en algún otro lugar dos hilos cruzan juntos otro telar”. Jorge Drexler

Hoje acordei irritado. Dormi irritado ontem. Cansado estava pela manhã. Cheio das pequenas amarguras e dos sentimentos tristes e raivosos. Nestes dias mergulho na certeza de que não são tão bom assim… E todo aquele medo, aquela mágoa, aquele nó no peito que nunca desata e sempre aperta cedo ou tarde e sufoca e dá vontade de desistir seja lá o que for que se tem pela frente…

E dizia mais ou menos assim: as limitações nossas não são para nos deixar tristes ou angustiados com o não-avanço, e sim para demonstrar que em certos momentos é necessário recuar e observar que certos métodos não necessariamente são os melhores ou mais indicados para tal situação e que muitas vezes é vital encontrar novo método. recuar é bom. observar atentamente “a vida real… confrontar a observação com nosso sonho”, e seguir… para “realizar escrupulosamente nossas fantasias“.

recuo. peço desculpas a quem for, e a mim. não posso e nem devo exigir demais. vamos de leve, de passo. e carrego cá minha disfraz, só, enquanto o sol se esvai entre as nuvens neste poente dourado quase rosicler. e sem mais… mais calmo, termino este apontamento e este mate ouvindo coisas boas

“Con el anhelo dirigido hacia ti yo estaba sólo, en un rincón del café cuando de pronto oí unas alas batir, como si un peso comenzara a ceder, se va, se va, se fue… Tal vez fue algo de la puesta de sol, o algún efecto secundario del té, pero lo cierto es que la pena voló y no importó ya ni siquiera porqué, se va, se va, se fue… Algunas veces, mejor no preguntar, por una vez que algo sale bien, si todo empieza y todo tiene un final, hay que pensar que la tristeza también se va, se va, se fue… Jorge Drexler

tenía la edad aquella en que la certeza caduca

[sex] 16 de dezembro de 2011

La noche estaba cerrada. Y las heridas abiertas. Y yo que iba a ser tu padre buscaba sin encontrarme, En una playa desierta. Tenía la edad aquella en que la certeza caduca, Y de pronto al mirar el mar vi que el mar brillaba con un brillar de noctilucas. Algo de aquel asombro debió anunciarme que llegarías, Pues yo desde mis escombros al igual que el mar sentí que fosforecía. Supe sin entenderlo de tu alegría anticipada, Un dia entenderás que habla de ti esta canción encandilada. Brilla noctiluca, Un punto en el mar oscuro, Dónde la luz se acurruca… Jorge Drexler

escrevi isto aqui. e hoje faz um dia de sol danado todo brilhante que arde e dá vontade de ir lá viver. passei aqui só para registrar estas pequenas grandes coisas da vida.

defesa escandinava

[ter] 13 de dezembro de 2011

enfim, só.

se é o que se é. se dá o que se recebe e se recebe o que se dá. ontem choveu. ontem, ou hoje ainda… já que não dormi e as horas passam mas o fluxo consciente é uno e só será amanhã quando o descanso houver… ontem, ou hoje ainda… estive aqui por vários momentos afim de estruturar com certa lógica os pensamentos e desejos destes últimos dias. mas lá se vão doze horas e só agora – será que agora dá? – algum verbo.

enfim, só.

e amanhã, ou daqui a poucas horas, é dia de cortar cabelo, adquirir tinta para casa, tecido para o teto, tela para o sol, luminária para as leituras noturnas, pregos para a estrutura… e visitar diogo no hospital.

voltei a estudar xadrez… estou muito fraco e encontrei um companheiro enxadrista para brincar.

e tenho sentido saudade daquela vida da ufsc – principalmente quando encontro alguém que me faz recordar este momento eou principalmente nestes últimos dias – já que consertei o pc após mais de seis meses sem entrar diariamente na rede.

anseio também a vida docente e suporto a copa do próximo mês… já que é ela que me dará o sustento econômico para dezembro e janeiro. criei também um blogue para as coisas de maria izabel, uma tentativa de relatar e refletir sobre este nosso desenvolvimento enquanto filha-pai.

ando lendo makarenko, que fala sobre a educação do coletivo e isto me fez recordar várias espaços como o eiv e outros… e li livro sobre vigostki. tudo isto fez sentido para mim e penso em tentar o mestrado para educação. e até um curso de pedagogia… quem sabe em 2012. e sobre as ciências sociais… animo zero e nenhuma motivação para voltar e terminar o bacharel.

em novembro terminei de cavar e plantar e criei um jardim que cada dia fica mais bonito. é mágico ver a vida transformando-se cotidianamente. e a meta de 2012 é quitar o financiamento da casa e iniciar a ampliação estrutural da mesma e o necessário o sistema de tratamento de águas. mas no inverso de outros vou tentar uma vaga para o curso técnico de saneamento neste próximo domingo para eu mesmo projetar e executar. isto faz parte de um possível caminho a se trilhar futuramente já que me atrai muito a perspectiva de trato com uma tecnologia ecologicamente esclarecida e possível e quem sabe trabalhar no processo de educação ambiental… mas tem muito tempo pela frente ainda e muitos dias se passarão.

estou sozinho, tirando o paulo – colega de casa – e minha mãe, me falta aquelas conversas e as descobertas que os seres humanos são capaz de nos proporcionar. me cerquei numa rotina de casa-trabalho… onde só a leitura me tira do lugar comum que envolve todos no mesmo senso comum. sinto-me débil por este lado. pela ausência destes espaços efervescentes e também pela preguiça de movimentar-me. mas sinto-me bem por estar em paz, lendo bastante, realizando as pequenas coisas do cotidiano e convivendo mais próximo com meus familiares… tentando de alguma forma modificar a vida destes e a minha, lhes ensinando e aprendendo no mesmo processo. mas apesar deste ano ter sido muito bom e de um longo aprendizado não sei se suportaria viver nesta mesma rotina… quero agito, quero gente, quero experiências novas. quero viajar…

quem sabe voltar a escrever… já que há meses não brota um verbo deste bardo seco.

só pó de estrelas… um dia inteiro ouvindo jorge. isto é muito bom. fim da transmissão. até mais.

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