Archive for abril, 2012

morrer é uma lei da vida

2012, abril 29, domingo

quando o seu interlocutor: não existe. não há o diálogo. ficas transbordando em vontades de: dizer como é estar só ou como é uma ilusão pensar que viver é indolor. ouves ininterruptamente todas as músicas e não brota de ti nenhum verso, nenhum sentido profundo… apenas vagas imagens que evaporam antes de serem tocadas… névoa.

não vais transformar o mundo. tuas palavras titubeiam. o coração é torrão. desertas até quando chove… abjuras.

quando seu interlocutor: não existe. não há locução. fica submerso o pensamento sem ruído ou língua. é estar só. é retorno ao estado de sozinhez, essa estranha viuvez antes do amor. ouves insistentemente a poesia ali de fora e aqui são flores mortas no vaso, nenhum sentido fundo… apenas vagas, ondas, que desistem antes de partirem-se tocadas na queda.

é imenso mar o mundo. tuas palavras cambiam. o coração é terra seca… é grão esperando chuvas.

***

abandonei este blog. abandonei quase tudo. não me reconheço. é essa paciência impaciente ou seu inverso.

 

todo

2012, abril 23, segunda-feira

guardado. fico lá o dia todo. só alguns seres próximos estiveram… foi assim que ficou. lá. o dia. todo.

nem ontem nem amanhã. água fria. noite. noite. noite.

12:22

2012, abril 22, domingo

A casa ‘tá uma bagunça. Eu só tenho arroz integral. Estou em greve. E há um vento sul lá fora com toda sua estética e provocando essa temperatura aparente… frio lá fora, frio aqui dentro. Falta prazer… Falta grito, falta poesia… Falta transbordo.

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