Archive for julho, 2012

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2012, julho 21, sábado

chegou minha carteirinha do «clube cinema livre». um ano de paradigma. até julho/2013

o hábito faz o monge

2012, julho 16, segunda-feira

que hábitos são estes? as três da manhã fechando nota de alunos. fazendo café e interrompendo tudo para vir cá escrever isto. Que hábitos são estes que não te deixam ler um livro inteiro a meses… são mais de vinte começados e esquecidos na pilha de coisas por ler… Que hábitos são estes que se arrastam num domingo dormindo e cuidando da vó. numa sexta indo ao cinema sozinho… num sábado limpando as heras e imaginando como será sua casa quando feita.

que hábitos são estes? afastado de quase tudo e imerso nesse caminho escola(s)-casa-escola(s). e as roupas vão amontoando-se sem serem lavadas. e os pelos vão crescendo. e os textos escritos vão ficando nos rascunhos para outros dias… e os textos não-escritos vão se perdendo neste não-tempo… e tudo vai ficando assim, meio suspense, meio a vida vai assim bem… bem mais ou menos.

que porra é tudo isto. talvez o frio e a falta de grana. talvez o tédio parceiro. talvez essa espera pelos dentes. talvez sei lá… trabalho demais. fui! que a água já esquentou.

maru

2012, julho 8, domingo

os pés sentem o frio. os dedos sentem o frio. o corpo está só. os pelos crescem. os dentes desgastam. o dentes não rasgam mais a carne… o corpo segue só. os olhos envelhecem. os dedos não escrevem. o corpo seco. o corpo envelhece. os hábitos sempre os mesmos. os pés sentem o frio. o frio é sempre o mesmo. os dedos sentem falta. o corpo só. os pelos crescem. os dentes caem. os dentes mordem cada letra. o corpo, um nó. os olhos sem…

os papéis amontoam-se. ignoro. vinho-me. e nada é… apenas espera, dente após dente, rir-se. os papéis avolumam-se sobre as roupas usadas, as teias, os dias, a biomassa verde que flora e não cessa de viver… plantas brotam por todos os lados.

e… «I guess that I don’t need that though Now you’re just somebody that I used to know».

. E sábado foi assim aguentando o frio. sexta foi indo à festa e sentindo aquela velha sensação de estar entre todos e sentir uma certa sozinhez… quinta foi encerrando mais uma turma, quarta também… terça me despedindo… e sacando que a vida vai numa espera com ou sem vagas.