Archive for outubro, 2012

ob portus

[qua] 31 de outubro de 2012

14:11 esqueci a senha e fui lá no gmail buscar e acabei caindo cá novamente e me pus a ler os últimos meses… e como andei enrolado, caótico, angustiado… argh.

título 1. qual é a tua obra? /título 2. vento oportuno

texto do Cortella de hoje:

“Aí eu entro em pânico. Atenção: a coragem não é ausência de medo. A coragem é o enfrentamento do medo. Corajoso é aquele que enfrenta o medo e não admite que este sentimento se transforme em pânico ou inação, em imobilidade. Mudar é complicado, sem dúvida, mas acomodar é perecer. (…) de onde vem a palavra oportunidade? Vem do nome de um vento. Os romanos tinham hábito na Antiguidade de dar nome aos ventos. E um vento que eles apreciavam imensamente, que levava o navio em direção ao porto, era chamado de ob portus, o vento oportuno. (…) O porto ou a porta impede que eu fique isolado, que eu fique ilhado, sem alternativa. Por isso a oportunidade é aquilo que nos tira do mesmo porque o porto ou uma porta é, antes de mais nada, uma saída. Como é saída em grego? Exodus. (…) Para ir da oportunidade ao êxito é preciso enfrentar os medos de mudança, romper com esse sentimento e ir atrás do vento oportuno. Para isso, é preciso mudar a mentalidade. (…) Uma característica central de quem não perde oportunidade é a capacidade de ter audácia. Não confunda audácia com aventura. A mudança se faz com audaciosos, não com os aventureiros. O grande pensador alemão Immanuel Kant, no século XVIII, dizia: ‘Avalia-se a inteligência de um indivíduo pela quantidade de incertezas que ele é capaz de suportar”. Suportar não significa sucumbir, mas resistir às incertezas e continuar…”

 

15:04 foco… voltar a estudar e…

as coisas seguem inconclusas

movimento dos barcos

[qui] 25 de outubro de 2012

E no meio de nossa conversa a canção começou a falar assim: “estou cansado e você também, vou sair sem abrir a porta e não voltar nunca mais desculpe a paz que lhe roubei e o futuro esperado que nunca lhe dei é impossível levar um barco sem temporais e suportar a vida como um momento além do cais que passa ao largo do nosso corpo não ficar dando adeus as coisas passando eu quero é passar com elas e não deixar nada mais do que cinzas de um cigarro e a marca de um abraço no seu corpo não, não sou eu quem vai ficar no porto chorando lamentando o eterno movimento dos barcos…

são tantas coisas…

terça, noite, quando o coletivo parou por segundos, sorri. foi como se fossemos cúmplices  tão cúmplices  e que outros jamais saberiam de nossa estranheza, de nosso desconhecimento mútuo, de nosso encontro tão efêmero  e tão cúmplice  sorri e eramos crianças.

e são tantas coisas…

cresço e sinto falta do teu corpo morena…

e são tantas tantas coisas…

http://www.youtube.com/watch?v=qVCL00o-a2I

“Poeta, meu poeta camarada / Poeta da pesada, / Do pagode e do perdão  / Perdoa essa canção improvisada  /Em tua inspiração  /De todo o coração,  / Da moça e do violão, do fundo,  / Poeta, poetinha vagabundo  / Quem dera todo mundo fosse assim feito você  / Que a vida não gosta de esperar  / A vida é pra valer,  / A vida é pra levar,  / Vinícius, velho, saravá   // Poeta, poetinha vagabundo  / Virado, viramundo,  / Vira e mexe, paga e vê  / Que a vida não gosta de esperar  / / A vida é pra valer   / A vida é pra levar  / Vinícius, velho, saravá  / A vida é pra valer / / A vida é pra levar  / Vinícius, velho, saravá

Mesmo com toda a fama, com toda a brahma
Com toda a cama, com toda a lama
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa chama
Mesmo com todo o emblema, todo o problema
Todo o sistema, todo Ipanema
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa gema
Mesmo com o nada feito, com a sala escura
Com um nó no peito, com a cara dura
Não tem mais jeito, a gente não tem cura
Mesmo com o todavia, com todo dia
Com todo ia, todo não ia
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa guia
Mesmo com todo rock, com todo pop
Com todo estoque, com todo Ibope
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando esse toque
Mesmo com toda sanha, toda façanha
Toda picanha, toda campanha
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa manha
Mesmo com toda estima, com toda esgrima
Com todo clima, com tudo em cima
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa rima
Mesmo com toda cédula, com toda célula
Com toda súmula, com toda sílaba
A gente vai levando, a gente vai tocando, a gente vai tomando, a gente vai dourando essa pílula !
 

após a chuva

[ter] 23 de outubro de 2012

Na madrugada, após a chuva, a passarinhada canta.

não vou me adaptar

[qui] 18 de outubro de 2012

não vou me adaptar / não adianta nem me abandonar

 

observareabsorver

[ter] 16 de outubro de 2012

interessante

http://observareabsorver.blogspot.com.br/

Observar e Absorver – Eduardo Marinho (Documentário Completo)

Ninguém Filmes apresenta: Gênero: Documentário Direção: José Marques de Carvalho Jr Duração: 71 minutos Ano de Lançamento: 2016

 

 

pisquei o olho e fiquei velho

[ter] 16 de outubro de 2012

certo… são 2:14. comecei a organizar o quarto eram 23:50. comecei a organizar as coisas para a aula de daqui a pouco.  logo depois de arrumar o quarto (porque eu precisava tirar tudo de cima dos colchões… os diários, os trabalhos, os cabides, as roupas limpas e as roupas usadas, os livros, o martelo, as canetas, etc. porque andei dormindo no sofá da sala durante os últimos quatro dias).

Tudo certo para a aula de daqui a pouco já que defini quais os objetivos e as estratégias a seguir e pensando bem na verdade eu já deixei tudo encaminhado na semana passada e então eram aqueles 5% que faltavam só para tudo ficar nos “trinques”.

Mas não foi bem isto que me motivou a escrever aqui [] a narrativa introdutória é necessária para por fim ou apenas iniciar e explicitar o emaranhado do feriado e de antes do feriado e que vai desembocar lá na constatação final onde conto o que me trouxe até este ponto… estou uma bagunça só… e bem que essa enrolação e ou vontade de falar ou necessidade de me expressar ou sei lá… rondou-me a semana toda e até rascunhei algumas notas mas mas não saiu nada que preste e alguma coisa aparecerá aqui e outras quedaram no limbo dos rascunhos porque na verdade, organizando agora o pensamento, e como isto sai rápido até para digitar, sem fôlego, são várias coisas ao mesmo tempo tais como qual a função do blogue, é isto eu pensei hoje, ou ontem, mais cedo, e versava sobre essa necessidade de falar… é… tenho andado só, inicio bom e conclusão abrupta… mas há nexos, vamos lá… refazendo o sentido… falar como se ali na frente, do outro lado da tela, fosse um penhasco… é um penhasco e só há um rochedo lá onde o mar imenso fere e salga este corpo azul.

há fluxos e refluxos, mas escrevo aqui porque mesmo quando só há o silêncio [como agora] sei que no espaço-tempo há um interlocutor, um outro ponto que bem ou mal conecte estes pulsos sinápticos desconexos ou aparentemente incoerentes… Tenho enrolando-me em minhas próprias pernas de polvo-velho e me pergunto o que tenho feito? o que preciso fazer? o que necessito? quais são meus planos? o que tenho feito para concretiza-los? o que é futuro e o que é presente? o que me dá prazer? E disto tudo… Não sei, apenas sei que tenho me isolado e isto é um tanto perigoso porque acaba-se se esquecendo que a vida é mais do que este tédio mortal.

Mas no Domingo mexi com o corpo, me diverti, fiz algo importante e senti prazer. Foi bom… Mas segunda, feriado, voltei ao estado disfocal, aleatório, ansioso. Sei lá… Agora, depois de tudo organizado (é, mais ou menos, mas melhor do antes) me sinto vivo… e o que motivou abrir esse bloco, e realizar essa nota foi isto isto aqui ó:

LISTA DE COISAS A FAZER

-ir d caiaque até onde eu aguentar
-nadar com um tubarao *-*
-viajem errante d combi
-me jogar d um avião
-levar meus lindos p bento
-ir p amazonia
-escrever um livro sobre a origem do universo

A lista não é minha. Mas o barato é:
Onde pus a minha lista?

trapo

[sáb] 13 de outubro de 2012

14:oo. Uma página em branco nunca é uma página em branco. Sempre há “vastas emoções e pensamentos imperfeitos”, não exatamente como no romance de Rubem, mas ao efeito imagético que este título remete. Do romance não recordo.

14:14. Digressões hipertextuais serão omitidas. O que de importante fica é que a página em branco nunca é uma página em branco. A omissão de caracteres de forma proposital ou não… texto chato.

14:51. Sei lá… começo a pensar e tento escrever e tudo para soar falso ou sem aquela profundidade dramática que me põe no centro do turbilhão. Mas será que há este drama, assim, vero, ou é só fantasia para tornar tudo o que é simples em tragédia, onde sou antagonista e herói desta minha ilusória narrativa, ou pseudo narrativa, ou coleção de fragmentos desconexos, tal qual ilhas, que esta canoa margeai a deriva… não saber concretamente o que farei ano próximo me angustia, a necessidade de construir planos alternativos (cursos), que são isto mesmo, alternativos diante deste quadro…

15:00. Mas é bem seguro não fazer nada enquanto as coisas não se definem. E se enquanto espero tomasse uma atitude além da espera, se agisse, se construísse a utopia, se fosse coletivo, se mergulhasse…. se saísse, se não estivesse cá, se escrevesse, se sei lá… lá…. lá…

15:03. Uma página em branco nunca é uma paágina em branco…

15:31. nada feito. publicar-se isto assim mesmo.

amanhã

[sex] 12 de outubro de 2012

caos. bagunça. emaranhado. confusão.

feriado e cá… sei mais ou menos o que quero e devo fazer (escrever), mas…

un instante antes…

[sex] 12 de outubro de 2012

 

 

Me hiciste señales que debí entender
Como aquel gesto nuevo de arreglarte el pelo
Miraste como quien mira llover
Un instante antes de levantar vuelo

Volviste a tu cauce de estrella fugaz
Con tu punto de fuga en el cielo
Creo que ya estabas flotando quizás
Un instante antes de levantar vuelo

Ya te mojabas en otro deshielo
Un instante antes de levantar vuelo

Ni todas las líneas del Ecuador
Ni el temor y sus muchos anzuelos
Todo argumento perdía valor
Un instante antes de levantar vuelo

El río cambia y cambia la sed
Lo habías leído en tu anhelo
Estaba ya escrito mucho antes de
El instante antes de levantar vuelo

Ya me mirabas desde otro cielo
Un instante antes de levantar vuelo

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