Archive for dezembro, 2012

mais uma canção…

2012, dezembro 30, domingo
“you’re so vain.
you probably think this song is about you”

“O que for da profundeza do teu ser, assim terá o teu desejo. O que for o teu desejo, assim será tua vontade. O que for a tua vontade, assim serão teus atos. O que forem teus atos, assim será teu destino”. (Brihadaranyaka Upanishad IV, 4.5)

la valse des vieux os

 

http://www.filmesonlineflv.com.br/2012/09/o-fabuloso-destino-de-amelie-poulain.html

http://repositorio.uniceub.br/bitstream/123456789/3232/1/20702980.pdf

http://www.sophia.bem-vindo.net/tiki-index.php?page_ref_id=2050&pagenum=3

análise infinitesimal i

2012, dezembro 28, sexta-feira
“Deja pasar
esta falta de fé,
este disco rayado que hoy
tiene sólo
cara B“.

cotidianidades
fundo sonoro. cara b. e todos outras de victor jara, silvio rodrigues e jorge drexler.

as crianças brincam de bola no quintal. árvores caem dentro de minha cabeça. minha nova amiga de casa que não sei o nome ainda, mas é quase uma renite alérgica tomou conta de minhas narinas, garganta e olhos nos últimos três dias… é, há poeira pelos cantos. meu colega locatário chegou, meio estressado pelo estado das coisas… é, há materiais particulados pelos cômodos da casa e a bagunça de sempre… e eu já estava me acostumando a ficar só na casa vazia… e no meu emaranhado de coisas inacabadas .. solução foi ir deitar (é essa vontade de não falar muito por não ter muito ou quase nada a dizer… é só deixar os “nãos” ditos e não ditos por cá dentro).

árvores caem dentro de minha cabeça. os planos para hoje foram adiados… o dentista me espera há uma semana, as contas dos outros atrasarão… e entrei em modo repetitivo (fazer o mesmo sempre e sempre e sempre…

talvez escreva histórias infantis um dia. talvez faça nada um dia. talvez as árvores caiam dentro de minha cabeça. mas a renite voltou pois visitei uma caixa de papeis amontoados há anos. reencontrei velhas cartas, velhos amigos, velhos amores, velhas dores, um velho lado b… e algo me diz que este momento cá não é o fim, é apenas, sei lá… uma curva…

agora qual… sei não:

talvez desenhe funções:

http://www.google.com/search?ie=UTF-8&q=x%2F2%2C+(x%2F2)%5E2%2C+ln(x)%2C+sin(pi*x%2F3)

talvez faça nada.

alguns pensamentos caducam…

2012, dezembro 21, sexta-feira

alguns pensamentos caducam… talvez porque estejam apenas na superfície. talvez. remexendo a água, a nitidez da imagem se desfaz, e tudo fica turvo… faço anotações mentais quando por descuido esqueço o papel. e anotei, mas rememorando bem não era apenas uma nota mental, era um pensamento total, ontem, quando regressava da cerimonia de formatura ou mesmo estando lá após os ritos oficiais… e o pensamento consistia na seguinte lógica: sinto-me desconfortável, deslocado, outsider, perturbado… em espaços sociais desta natureza. Tenho dificuldades com o público, meu humor social é raso, não sou dado a ser o centro das atenções… meu ângulo tende sempre a ser o de observador, analista, interprete (sou o cara que ouve, repara… raramente o que narra). E isto não é um problema, muitas vezes é de grande valia, permite leituras mais abrangentes e precisas. Mas, é sobretudo uma forma de resistência, de autodefesa. sei lá… cansei de teorizar. há duas portas: ou você me tem por inteiro, quase infantil, apaixonado, iluminado, bem humorado, poetizando; ou você não me tem, e é assim, na defensiva. eu não sou de ficar fingindo, dissimulando. é assim, ou estou ou não estou. Mas não vou generalizar tudo. É que por raios, que agora não vou escarafunchar, nas escolas acabei estabelecendo contato com alguns mais que outros, e ai se somam afinidades politicas, artísticas, ou mesmo, a convivência franca. e na festa, estava eu mais em paz na roda com os alunos do que na roda com os professores (porque os poucos professores que empatizei não estavam). E não tenho paciência, ou diria melhor, eu não sei lidar com situações assim. mas outro elemento importante no emaranhado de reflexões é que não ando muito iluminado… e a vontade de voltar correndo pro meu canto é alta em relação a vontade de me expor socialmente. o momento é mais de observação, e lamber as feridas, do que ação e conquistas de novos territórios. sinto as mesmas antigas feridas abertas no meu peito e estou acostumado demais a estar só… hoje tem mais festa. amanhã também – é um hercúleo exercício. preciso de gente para reaprender a ser gente. (ps: são (in)tencionais os inícioscontinuações em caixaaltaeoucaixabaixa).