Archive for setembro, 2013

tédio

[seg] 30 de setembro de 2013

imagina que estou até sem vontade de escrever. mas para não ficar repetindo e repetindo… depois de quinta-feira, quando entreguei os diários e finalizei meu envolvimento com a outra escola e aquela pressão que só aumentava dia pós dia por não preencher e entregar os diários foi finalizada… voltei ao limbo. não deveria, mas voltei. e as notas, avaliações, diários etc que tenho que entregar nesta terça… nem toquei… é que sexta-feira e sábado fiquei pensando em estudar para a prova de domingo, só pensei. no domingo fiz prova cedo e pela tarde ainda limpei o quintal… e hoje… 1128

o reggae

[qui] 26 de setembro de 2013

‘tá ai seis páginas para ler uma penca de diários para finalizar uma pilha enorme de provas para avaliar e uma madrugada longa pela frente
enfim quinta-feira chegou e é novo dia… dia importante para avançar mais um passo.
anotações do cotidiano:

#1tu passa horas preparando, estudando, organizando algumas aulas e quando chega a hora por motivos alheios a tua vontade elas não funcionam e uma aula bacana bem estruturada torna-se um emaranhado de turmas ao mesmo tempo e tudo que cê faz é não dar aula… vira tudo tempo arrastado, tumultuado. isto me deixa frustado.
#2 tu já se pegou naqueles momentos sádicos-masoquistas em que toda uma exploração de dor e revolta aflora em ti e tudo que você quer é que o outro sinta o mesmo, a mesma mágoa, a mesma dor, o mesmo sofrimento… é uma cegueira absurda que impede que tu perceba que o fato de sofreres deveria ser condição mais que suficiente para tu cessar qualquer ato violento contra qualquer outro ser. mas não vira uma metralhadora de palavras amargas, e cada verbo lançado ferozmente contra o outro visando faze-lo sofrer é ao mesmo tempo um buraco ainda maior no teu peito, um sofrimento auto-infligido. hoje percebi isto acontecendo entre duas pessoas, não era eu, mas sei que faço isto às vezes. isto me deixou triste.
#3 eu me enrolo demais…

#4… Não mais que de repente pego-me cantando em sala de aula esta canção: o reggae, da legião urbana.

Ainda me lembro aos três anos de idade
O meu primeiro contato com as grades
O meu primeiro dia na escola
Como eu senti vontade de ir embora

Fazia tudo que eles quisessem
Acreditava em tudo que eles me dissessem
Me pediram para ter paciência
Falhei
Então gritaram: – Cresça e apareça!

Cresci e apareci e não vi nada
Aprendi o que era certo com a pessoa errada
Assistia ao jornal da TV
E aprendi a roubar pra vencer
Nada era como eu imaginava
Nem as pessoas que eu tanto amava
Mas e daí, se é mesmo assim
Vou ver se tiro o melhor pra mim.

[solo]

Me ajuda se eu quiser
Me faz o que eu pedir
Não faz o que eu fizer
Mas não me deixe aqui

Ninguém me perguntou se eu estava pronto
E eu fiquei completamente tonto
Procurando descobrir a verdade
No meio das mentiras da cidade
Tentava ver o que existia de errado
Quantas crianças Deus já tinha matado.

Beberam meu sangue e não me deixam viver
Tem o meu destino pronto e não me deixam escolher
Vem falar de liberdade pra depois me prender
Pedem identidade pra depois me bater
Tiram todas minhas armas
Como posso me defender?
Vocês venceram está batalha
Quanto à guerra,
Vamos ver.

Link: http://www.vagalume.com.br/legiao-urbana/o-reggae.html#ixzz2fxqR1QyR

os argonautas e a palmeira imperial de cuba

[seg] 23 de setembro de 2013

O texto ficou uma bosta. Mas enviei. Enfim, é o ônus de deixar tudo para o último segundo, literalmente. Mas hoje foi bacana: feira de ciência regional, ganhei uma muda de palmeira real, (Roystonea regia) revi alunos e alunos, colegas professores, conversei bastante… enfim, cansado, mas satisfeito. Das 4 atividade para hoje, fiz 2. E está tudo ótimo.

A Escola – Paulo Freire


“Escola é…

o lugar onde se faz amigos

não se trata só de prédios, salas, quadros,

programas, horários, conceitos…

Escola é, sobretudo, gente,

gente que trabalha, que estuda,

que se alegra, se conhece, se estima.

O diretor é gente,

O coordenador é gente, o professor é gente,

o aluno é gente,

cada funcionário é gente.

E a escola será cada vez melhor

na medida em que cada um

se comporte como colega, amigo, irmão.

Nada de ‘ilha cercada de gente por todos os lados’.

Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir

que não tem amizade a ninguém

nada de ser como o tijolo que forma a parede,

indiferente, frio, só.

Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,

é também criar laços de amizade,

é criar ambiente de camaradagem,

é conviver, é se ‘amarrar nela’!

Ora , é lógico…

numa escola assim vai ser fácil

estudar, trabalhar, crescer,

fazer amigos, educar-se,

ser feliz.”

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Estrofes 37-40, canto V. “Os Lusíadas” de Luiz Vaz de Camões. 

as propriedades organolépticas

[dom] 22 de setembro de 2013

sessão engorda. chuva, aniversário da filha, e letargia no desenvolvimento das coisas… engordei uns cinco quilos. por várias vezes nessa semana cai no pensamento: e se eu morresse agora, ficaria esse monte de trabalho adiado, não feito, que feio. tenho três tarefas para hoje-amanhã (e tempo limite até segunda-feira, 23:55). darei conta, mas fica aquela tensão no estômago, aquele nervosismo – aquela angústia. mas só assim funciono. e sobre o projeto com os alunos (uns dos vários deste ano) amanhã me renderá um dia cheio na feira de ciência e tecnologia da regional da grande fln. e fica aquela sensação… se não fosse esse isolamento tantos projetos eu estaria metido. mas este auto-isolamento é provisório – é proposital. talvez não entendas, e nem eu saiba explicar… mas é uma necessidade este tempo, este momento de submersão e abandono. e chego a conclusão de que as coisas não estão tão ruins como as vezes aparentam… são apenas os dias nublados que modificam a nossa percepção sobre a matéria, alteram a cor… criam cores cinzas.

acumulador

[sáb] 21 de setembro de 2013

Encontrei essas palavras, a seguir, dentro de um livro velho:

“Nos dias escuros aquele jovem-velho lê. Mas lhe falta uma paciência histórica, um certo sentido de continuidade e futuro. Tudo é um tédio morno”.

E viva a chuva. Assim vou atropelando prazos, compromissos, acumulando coisas não feitas. É como se eu não precisasse fazer hoje porque é mais cômodo esperar por amanhã… e assim passam-se segundos, horas, dias, meses, anos… enlouqueço mansamente. Mas enquanto isto, tento me concentrar, estudo e faço atividades, agora, que deveria ter feita semana passada. Essa semana que se avizinha será bem intensa. E vamos lá, avante… afinal, o tempo não para. Daqui a pouco é outubro, e quando eu piscar será 2014 (aquele ano distante no espaço-tempo em que entraríamos num futuro-realidade de ficção científica…

Оркестр Че – Маяковский

[ter] 17 de setembro de 2013

Оркестр Че – Маяковский

МАЯКОВСКИЙ
Гутен морген, Маяковский
Зря ты так дыра в груди
Гутен морген, Маяковский
Придти уйти
Гутен морген, Маяковский
Помнишь, виделись во снах
Гутен морген, Маяковский
Облако в штанах

Гутен морген, Маяковский
В 31-й не успеть
Гутен морген, Маяковский
За тебя допеть
Гутен морген, Маяковский
Не нашлось свободных ниш
Гутен морген, Маяковский
Куда летишь?…

Гутен морген, Маяковский
До свиданья Лиля Брик
Гутен морген, Маяковский
Проглоти свой крик
Гутен морген, Маяковский
Зазвучал небесный альт
Гутен морген, Маяковский
…хальт…

http://translit.ru/

________—

E os russos chegaram. Tenho em mãos a Poesia Moderna Russa – saudade deste livro. Agora é reencontrar estes poetas. E quem sabe reencontrar-me…

E baixei todos os álbuns do Orquestra Che. 

Бони

[seg] 16 de setembro de 2013

agora toca ali do lado na têve, joss stone. deliciosamente profunda.

hoje essa chuva não me tirou do lugar. acordei cedo, me despedi da visita do final de semana, li, e li mais um pouco, fiz almoço para izabel, me despedi, e enrolei-me pela tarde inteira. no final da tarde, deveres com maria, jantar, vinho e soneca. acordei com joss stone, agorinha

não toquei em nenhum caderno, não pus em dia nenhum diário. e ainda tento me encontrar nesse novo momento. a carga horária foi reduzida, mas a grana vai ficar no limite do limite – gordura zero. e o tempo aumentou absurdamente… agora é encontrar a nova rotina… mais leituras, mais lazer… finalizar projetos e começar novos – tudo que não envolva grana. vamos… vamos… é preciso se empolgar. mas hoje foi tédio total.

e só para registro, domingo foi de um belo passeio visitando amigos lá no campeche – e falamos sobre tantas coisas, cotidiano, traduções, até da língua russa. e sábado foi um de visitar família e bater-ponto na escola, afinal tinha gincana.

só faltaram os russos…

[qui] 12 de setembro de 2013

dia bom. começou cedo, tenso, pesado e terminou leve, quase tranquilo.

alguns aspectos interessantes: como a nossa mente viaja quando a viagem é tensa. viver dói. “pontinhos” positivos são bons. coloquei em dia coisas que venho adiando há meses. bicicleta chegou e izabel esteve feliz. um vinho para mim, eba. eu acredito desconfiando, sacas? se ela disse que ‘tá tudo okay, okay, mas só fico zen quando sair lá no papel, na burocracia oficial. a cumplicidade com pessoas estranhas em situações estranhas é algo estranho e interessante. e como com alguns é meio tesão-repulsa. e foda-se. amanhã é outro dia e eu estou mais tranquilo, mesmo que tudo termine numa merda.

blind

[qua] 11 de setembro de 2013

postagem em movimento… vinte e tantas horas de edição e revisão (13 até agora).

01h10′ – ¡No lo creo! Que bosta! Colocaram um OUTDOOR no meu canto. WordPress com banners, sem graça. É um Coup d’État. Deu vontade de ir embora… Mas qual seria a nova casa?

01h59′ – trechos coletados. Diego El Khouri “Rimbaud dizia que “o poeta é mesmo ladrão de fogo”. Octavio Paz já acreditava que “a poesia é a subversão do corpo”. Breton afirmava que “poesia é a orgia mais fascinante ao alcance do homem”. Álvares de Azevedo dizia que “o fim da poesia é o belo” e Baudelaire que “a arte é prostituição”. Pra você o que é poesia?” Glauco Mattoso “Ja defini a poesia como “uma metralhadora na mão dum palhaço”. Pode ser inoffensiva, mas nada nem ninguem está blindado contra ella,
principalmente si o “blind” é o proprio poeta… (risos)

9h44‘ – Dora me liga Dora esquece que eu só completo lá Eles dizem que eu posso pedir demissão  e ainda escolher vaga Pela situação assim toda assim assada Mas sinceramente não queria nova vaga Não agora Queria continuar aqui e não lá Simples assim Dora irá lá novamente Dora me ligará Dora me acorda E aquela ansiedade de dar nos nervos domina Desde aquela quinta lá E continuará por mais algumas horas Dora não me dá nada novo. Pois a certeza do não lá eu já possuía Com desgosto As dúvidas sobre próximo passo continuam Se posso pedir demissão e escolher vaga O que fazer? Ou mais precisamente Como devo fazer?

10h02′ – O dia ‘tá lindo, quente, repleto de pássaros e flores. É quase tudo verde ao meu redor. A bicicleta da filha está a caminho, o ultimo livro que comprei também. Estou sem um tostão. Reduzir gastos pelos próximos meses é necessário. Tenho dormido pouco nos dias, a cerveja acabou, o vinho acabou, essa incerteza devora por dentro. Missão inicial do dia, lavar a louça acumulada. Cambio. Fim.

12h19′ – “Los pájaros nacidos en jaula creen que volar es una enfermedad.” (Alejandro Jodorowsky)

alejandro Jodorowsky

12h45′ – Por enquanto. Tarde voa. Três horas entre coisas da casa, filha, videos de arte, leituras sobre a política nacional e geopolítica inter_ nacional. O mate acabou, e agora é estudar para hoje à noite. E continuo aguardando…

14h48′ – http://dinamicadebruto.wordpress.com/ e http://arquivopessoa.net/

e eu aqui enjoado. o almoço não caiu bem. o chá não ajudou. e ando com uma vontade, ou melhor, sem qualquer vontade para alguma coisa. humor péssimo. minha indisciplina é absurda neste exato momento. pareço um animal enjaulado.

20h45′ – a diretora te chama. e eu me pergunto… será que é uma luz para essa agonia, será que ela vai mencionar algo… e nada, era só para saber se eu viria na sexta-feira, para a gincana da escola, e que nesse dia, ela irá distribuir os tablets para os acts. ah, e eu que nem sei se sexta serei professor ainda. que agonia. não poder falar, não saber o que será amanhã. se as atividades, os trabalhos, os projetos que estou desenvolvendo cessarão hoje ou poderão ser desenvolvidos… mas ao menos, sem saber, me despedi de todos (quase todos) com muito amor no coração.

00h25′ –  TUDO QUE É SÓLIDO DESMANCHA NO AR. MARSHALL BERMAN. meu cabelo e minha barba estão quase assim: [clique aqui]

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