amanhecendo no feitiço

[qua] 23 de outubro de 2013

SEGUNDO ATO

Torre de controle, bom dia, Victor Bravo Três Um solicita permissão para se desmanchar no ar. Me escreve, pede poesia, mas ela, a poesia, não presta, e eu tão pouco presto pra ela. não presto-me. estou cindido, oscilo entre um tímido-terno-tênue humor e um desumor, uma brutal impotência imobilizadora, tão vã, tão feia, tão imodesta…  tão perigosa ao ponto de todos os camundongos tornarem-se hipopótamos. não é fácil levantar… e a madrugada passa depressa demais… e eu tento dar um fim, embora o corpo peça pra ficar, eu vou… 

poesia incidental: http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/poesia/poesias-avulsas/ultima-elegia-v

PRIMEIRO ATO

AMANHECENDO, Bruna Caram

Composição: Caê Rolfsen, Leo Bianchini e Pedro Viáfora

Atrasei ponteiros pra ficar
Eu perdi a hora de andar
Dá pra ver o sol lá fora
Vem minha voz dizer: “Não olha”
No entanto a espanto bem

Conto pra mim que o fim tem hora
Ponto pra mim!
E eu: “Não, não chora”
Enquanto o pranto vem

Embora o corpo peça assim pra ficar, eu vou
Embora
E eu tento dar um fim
Pronto, acabou

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