il n’y a pas de hors-texte

[seg] 16 de dezembro de 2013

assim, sentido me plácido. mesmo estando prestes a encarar o mundo moderno com suas filas, engarrafamentos, lotações, horários, juros, multas, agendamentos, transações… talvez ai, o movimento, que sossega estes abismos em que me meto. fico pensando… bem que eu poderia andar mil metros e nadar uns dois mil metros por dia – a praia não é tudo aquilo, mas é logo ali. bem que eu poderia embarcar em um bicicleta e pedalar dez mil metros por dia – e seria tão fácil e divertido. bem que eu poderia continuar estas minhas leituras diárias – e concluir dois livros como fiz ontem/hoje… bem que eu poderia fazer um monte de coisas – e voltar a escrever, dar presentes, trocar livros, aprender a tocar violão… bem que eu poderia não sofrer prematuramente por coisas ainda não vividas – menos ansiedade, mas liberdade. é, bem que eu poderia… soltar minha mão. estava agora pouco pensando… há dois movimentos internos. sendo um deles o da generosidade; o ‘sempre dar atenção’ ao outros; o estar disposto; o ser receptivo e construtivo. sendo o outro – tão forte – que me leva ao auto-isolamento; do afastar-se de tudo e todos; o construir barreiras, muros, capsulas. observando minha construção enquanto personalidade, e toda a brutalidade que me rodeava – e ainda rodeia – percebo que é legitimo esse movimento… ele expressa uma forma de resistência – individual e defensiva – contra a exclusão, o maltrato, a estupidez humana destes [feios, sujos e malvados]… que no fundo é uma estupidez sistemática e estrutural – por isto a minha identificação com tantas e tantos por ai que sofrem… mas o salto qualitativo é aprender a lidar com isto, com a rejeição, com as inabilidades, com os espaços sociais não assimilados ainda, com o homem novo que desejo [em pensamento, e as vezes na prática] tanto ser. De estúpidos e insensíveis o mundo está repleto… o desafio é fazer diferente, é estar ‘mode on‘. mas atenção, cuidado rapaz. ‘ocê sabe quão volátil és. ______ agora uma citação do livro que terminei sábado: «foi durante tais meses que esteve próximo – como nunca mais voltaria a estar no decorrer de sua existência – dessa enfermidade tipicamente moderna que é a ‘alienação‘.»

_47b4b70d8c61f29e801711b7fad52d4d37a2e6d0 Tradução de Carlos Sussekin

[Mais sobre o livro: <http://hypercubic.blogspot.com.br>]

[Mais sobre: <Dez dias que abalaram o mundo (1967)> raro documentário Dez Dias Que Abalaram o Mundo, de 1967, baseado no livro homônimo de John Reed. Uma produção anglo-soviética feita para a TV, o filme traz imagens de época e algumas cenas retiradas de Outubro (1927), de Serguei Eisenstein>

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do outro livro que conclui a leitura há meia hora atrás tiro o título… não há nada fora do texto. ah, o livro é a história concisa da filosofia – de sócrates a derrida, por derek johnson. _____ notas outras: coisas acidentais: matéria e origem da comédia.

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editando: você pode comprar esse livro na saraiva, com tradução de Bernardo Ajzenberg

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