arame

2013, dezembro 27, sexta-feira

arame

 

 

 

 

 

Arames farpados sempre me incomodaram. Sinto um desconforto tremendo. É como se carregasse eles envoltos, cravados, em minha carne.

Mas nesta pesquisa encontrei este poema:

Vá, até partir
o arame farpado,
até a noite cair.
Voe, bico fechado,
até o mourão florir
Leve esse recado,
corra, por favor.
Sílabas de chuva,
língua do meu amor.
Vá bem ligeirinho
sem rima nem dor
Ande, passarinho!

A imagem não sei de quem é e de onde saiu, mas quando a vi, lembrei disto aqui. O poema é daqui As Histórias Saltitantes da Cabra Amaltéia.

confissoes_do_latifundio

E isto, de prisão e liberdade, me remete a isto [poema de pedro casaldáliga], que vi há alguns anos. e/ou a estas ideias aula-linguagem ou emaranhado, entre outros textos poéticos que desenvolvi ao longo do blogue.

Este boníssimo trabalho de Walmir Teixeira para a capa do disco não menos boníssimo de tom zé também é um referência bacana.

corda

 

 

 

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Publicado:
27/12/2013 7:55:20
editado:
23/12/2018 18:39
10/03/2014 02:44

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