Archive for fevereiro, 2014

‘tô no meio da estrada

[ter] 25 de fevereiro de 2014

9:40 meu forro inacabado está cheio de formigas.

9:44 levantei torto. ao abrir, consegui quebrar o vidro de uma janela. quase me irritei, mas estava tão sonolento, e com a pancada na cabeça, que depois do susto e da dor, checando para ver se não havia nada sangrando, sobrou só aquela sensação: vou ter que arrumar isto, e logo mais – que trabalho, que saco. ‘bora abrir a casa… para o novo dia…

9:50 izabel aparece por cá para esquentar seu ‘café matinal’ no microondas – terrível, terrível, mas calma, não vou brigar cedo… a comida está disponível na casa dela (onde ela mora com a mãe dela), se fosse comigo seria tão diferente… se fosse, mas não é. e se a mãe dela fez e faz, não vou ficar o tempo todo fazendo guerra por coisas que escapam ao meu controle. tento ter consciência dos meus atos, tento dar um exemplo (o mais crítico possível e menos moralista) e ela que faça a equação disto. pronto. ‘bora ver as cinco gralhas na janela da cozinha.

9:58 “como quem aquece a água sem deixar ferver…“. mate pronto. ligar pc. anotar coisas/pensamentos. #meu vô, o seu idalino spada boni faleceu dia 20 deste mês quinta-feira) e passou batido o registro por cá – e fico pensando, como meu avô paterno pode ser uma pessoa estranha, como isto pode acontecer? não lembro de nada que não seja uma fotografia ou narrativas da primeira infância que minha mãe contou, e minha solidariedade é com a dor de meu pai (dor tão contida e – mas neste ramo da família as distâncias aumentam não apenas fisicamente (e estas nem são tão grandes assim – exceto meu avô e uma tia no paraná, todos estão no mesmo bairro aqui em santa catarina), mas sobretudo afetivamente… só não são completos estranhos porque sei que há um vínculo, um sobrenome comum, mas afetivamente, são como se fossem estranhos – e isto é uma herança familiar muito forte… carrego dentro de mim essa tendência ao distanciamento. #as leituras matinais em voz alta (por andava eu cá por muito tempo mudo, sem conversar…) pararam… livros que achei que terminaria em janeiro mesmo estão engatilhados nas suas últimas páginas, mas essa vida de trabalho rotinesco não deixa-me animo… falta disciplina camarada.

10:02 desperta o despertador depois de mim.

10:09 as saracuras fazem algazarra no quintal.

10:21 publicar isto… ou começar…

10:54 que cheiro asfixiante de serragem ou pó de madeira.

11:06 ‘bora andar um pouco… respirar o sol lá de fora… e por cá deixo a letra de Ilex Paraguariensis, do Engenheiros do Hawaii  // Hoje eu acordei mais cedo / Tomei sozinho o chimarrão / Procurei a noite na memória / Procurei em vão… // Hoje eu acordei mais leve / Nem li o jornal / Tudo deve estar suspenso / Nada deve pesar // Já vivi tanta coisa / Tenho tantas pra viver / To no meio da estrada / E nenhuma derrota vai me vencer // Hoje eu acordei livre / Não devo nada a ninguém / Não há nada que me prenda aqui // Ainda era noite / Esperei o dia amanhecer / Como quem aquece a água / Sem deixar ferver // Hoje eu acordei / Agora eu sei / Viver no escuro… / Até que a chama se acenda / Verde quente erva ventre dentro entranhas / Mate amargo noite adentro estrada estranha // Nunca me deram mole não / melhor assim / Não sou afim de pactuar / sai pra la (2X) // Se pensam que eu tenho as mãos vazias e frias / melhor assim / Se pensam que as minhas mãos estão presas // Mãos e coração, livres e quentes, chimarrão e leveza (2X) // Illex paraguariensis / Illex paraguariensis

15:30 #partiu #pedal #experimental

23:35 após 1h25 minutos, com os músculos um pouco cansados, e ter percorrido 24 km, chego em casa. ao todo foram… 2h45 minutos e/ou 48 km no itinerário casa-escola-casa. toda aquela minha ansiedade passou. o trecho é tranquilo – apesar de algumas partes em obra. a bicicleta não me deixou na mão, talvez uma calibragem melhor nos pneus e um bagageiro/garupa ajudariam – tornando a viagem mais confortável. e poder tomar banho na escola e ter um local adequado e seguro para guardá-la (a bike) na escola também foram pontos positivos. e apenas o vento que dificultou… mas no final foi prazeroso ter feito isto. primeira de inúmeras. agora é recuperar, descansar, lavar a roupa e sexta-feira pegar estrada novamente…

notícias

[seg] 24 de fevereiro de 2014

notícias de além mar…
e os dias sumiram… todas aquelas coisas que eu ia fazer… cadê?

sendo que aulas continuam atrasadas. a dor nas costas está mais presente por eu estar tanto tempo sentado e/ou a carregar a mochila cheia para lá e para cá nestas esperas intermináveis. a dívida vai astronômica, que o salário que vai entrar no final do mês já não cabe no buraco em que me enfiei… já tá faltando antes de chegar – tenso. e a visita do japonês acabou, mas rendeu uma praia… só o japonês para conseguir me tirar de casa e/ou dessa rotina. e aluguei quarto laranja para o primo… vamos ver como funciona. e meu teto continua sem forro, meu colchão é tão fino e tão duro que parece que durmo no chão e aquelas melhorias na casa que eu ia fazer… eu iria.
enfim… o poema (rabiscado e não terminado) segue na folha… quem sabe o carnaval me ajuda a por em dia estes dias. porque agora eu só quero dormir. segunda foi assim: já acordei cansado e nada melhorou.

duplamente atrasadas…

[qui] 20 de fevereiro de 2014

desorganizado… bagunçado… meus textos, falas e ações são eternas digressões. vivo mergulhando em igarapés de toda sorte… e o rio vai ficando tão distante que as vezes já nem me recordo de onde eu vinha… é extremamente difícil para mim seguir uma ordem, um roteiro… sinto necessidade de fazer outras coisas, e vou adentrando pelos caminhos dos caminhos dos caminhos… tudo isto para dizer… meu tempo é lento, e muitas vezes, aparentemente, sem sentido claro e evidente. sou um perdido. ando em círculos.

e fica nítido quando há companhia… porque sozinho o compromisso é comigo apenas e eu não vejo mal nenhum nesta peregrinação pelo deserto sem caminhos claros e definidos. tenho visita em casa, e todas as coisas que já estariam, naturalmente, atrasadas estão duplamente atrasadas. arghh…

dordalma

[ter] 18 de fevereiro de 2014

teu atropelo
e ela agoniza.
um suspiro e
a morte é um vazio.

teu olhar mergulha
e nunca encontra mais 
os olhos bem abertos dela são um vazio profundo.

tua estupidez mutila os teus…
tua lágrima não derramada é tua marca…
tua casca grossa encobre isto que vazas por dentro
gélido e cálido – morte e matador.

ela é um corpo vazio.
tu, dordalma.

descanse em paz

[ter] 18 de fevereiro de 2014

relatos do cotidiano:

e mais um dia termina/começa. fiz lista… preparei aula… sai mais cedo (16:45), esperei ônibus (sambaqui), cheguei ao terminal, esperei mais ônibus (qualquer canas sentido tican)… cheguei ao segundo terminal… e esperei mais ônibus (rio vermelho). constatação 1ª: passei quase mais tempo esperando (50 minutos) do que propriamente dentro deles (50 minutos) somados; constatação 2ª: se eu sair meia hora depois (17:15), e tudo correr bem, consigo pegar o mesmo rio vermelho (17h45)… e ai é torcer para que não haja engarrafamento entre tican e  ingleses – fator que motivou-me a sair mais cedo hoje. Fato este que não resultou em nada além de espera.. e pelo tanto que esperei… Se houvesse engarrafamento… Tudo estaria perdido, independente se eu tivesse saído as quatro e quarenta ou cinco e dez. preciso viabilizar a bike.

e as aulas… não gostei. mas as turmas… gostei. ou eu estava muito enferrujado… mas para aquela história de primeiro dia… não é um nervosismo paralisante, porque eu gosto de estar em sala – a sala é uma vertigem, um barato… poder mediar e dialogar assuntos que me interessam muito me anima e excita -, mas é um nervosismo ansioso por ser tudo novo… amanhã  ou semana que vem tudo já estará, como naquelas estradas de chão, onde a poeira depois de um tempo assenta. o primeiro passo é o mais difícil. enfim… adrenalina mil… e só faltam agora 199 dias letivos e a concretização de vários planos, desejos e projetos. vamos que vamos… 2014.

e para fechar a noite… ainda dolorido pela noite de ontem e pelo dia de hoje… uma lágrima e acompanho o último suspiro da velha labradora nikita (2000-17.02.2014), a querida ‘queijo gouda’ – trocadilho que  gostava de usar ao chamá-la quando ela estava jovem e forte, quase gorda, e pelo tom da pelagem, creme. a velhinha, já andava meio surda, não caminhava direito, vivia caindo sozinha, já sinalizava que o fim da estrada estava próximo… e foi hoje, abreviado, acidentalmente, pela aceleração desenfreada de meu irmão, seu ‘dono’, que entrou como sempre, dirigindo perigosamente, e passou sobre ela esmagando seu peito e patas – ela agonizou e faleceu em poucos minutos. ele já havia pago, uns anos atrás, uma fortuna para reconstruir parte da boca dela, fruto de um outro acidente entre os dois… que desta morte, além da dor, ele aprenda a ter paciência nessa vida.

a morte é um vazio. a estupidez é uma mutilação.

 

menos é mais

[seg] 17 de fevereiro de 2014

uma intoxicação e eu quase morro. brincadeira, não foi tão trágico assim… mas passar mal, vomitar tudo, e depois ainda aguentar as sequelas (as dores diversas) é muito chato. lembrete: cuide de sua alimentação. enfim, o que era para ter sido escrito cá e preparado ontem ficou assim… na fila de espera de coisas que um dia publicarei por cá.

agora finalizar as aulas introdutórias. hoje começa mais um ano letivo em sala.

a picada

[qui] 13 de fevereiro de 2014

Quinta (madrugada)… Agora é um vermelhidão, levemente querendo necrosar… está quente e coça demais. Ontem,  quarta-feira, (noite), completaram-se 48 horas desde a sensação da picada. E acordei mais cedo que habitual nesta quarta-feira (manhã), dormindo apenas 4 horas, pois o caraço havia se avolumado e estava desconfortável… Na terça (tarde e noite), parecia uma picada normal de mosquito, daquelas que geram um leve inchaço e horas depois desfazem-se naturalmente… Inicialmente pareceu um mosquito, ou algo do gênero, mas persistência daquela inflamação leve na terça, com o aumento do caroço, e a leve piora ao longo das horas alertam – chega de ouvir conselho e postergar… Devo seguir minha intuição e ir ao médico, ao menos tomar uma antialérgica. E ainda bem que amanhã estarei de folga, haja visto que as aulas foram, de fato, adiadas para o dia 17. Logo mais devo ir ao médico… Sei que vai demorar para sarar… Sei que vai me incomodar durante alguns dias essa picada. Agora é identificar a origem e gravidade (pelo monitoramento que estou fazendo não parece ser de aranha venosa, já que pelos relatos a evolução é aguda, e no meu caso é mais suave – mas…). Mas é melhor ir, e torcer para que seja apenas uma situação chata, mas não perigosa.

Lembrete: Algumas situações negligenciadas precisão ser sanadas imediatamente, após a recuperação desta ferida.

lembrete

[qua] 12 de fevereiro de 2014

Mas antes de dormir…

Segunda (10) e terça (11) me animaram. O que na sexta (7), no sábado (8) e no domingo (9) foi apreensão… e na quinta (6) novidade… na quarta (5) confirmação e na semana entre dia 29 e 05 expectativa… As aulas começarão dia 13 e agora já é 12. Lotado com 20 horas, sendo destas 20 em sala… com planos e projetos mais claros que anos anteriores… com sintonia com conhecidos de outros encontros e novos professores (que já me sinto como um velho conhecido… E isto me faz pensar – digredindo um pouco – como o estado de espírito influencia… Capaz de passar dois anos ao lado de pessoas e ainda me sentir estranho, alheio, distante e em menos de 4 dias, com pessoas novas, sentir-me em casa… este sou eu, nos altos e baixos da jornada). Enfim, me sentido animado com este novo (e grande) passo em minha vida. Sem aquela urucubaca das dúvidas mortais, da descrença e do desamor… ando sentindo vontade de dar as caras… acho que já passou aquela necessidade de estar só e em silêncio, com o estoque baixo de coragem, mas suficiente para não desistir de fato da vida, e de paciência para aguentar – o que é duvidoso e solitário – e atingir estes momentos luminosos – oxalá – que se aproximam. E que venha a vida, que meu peito está se abrindo…

e para não esquecer… lembrar de publicar os textos e poesias anotados em folhas dispersas de papéis… noutros dias.

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