Archive for março, 2014

achar a saída…

2014, março 31, segunda-feira

é como se houvesse uma montanha sobre mim. é um peso enorme… aquela ansiedade por não saber se está tudo bem, e suspeitar que quanto mais estudo e busco referências mais percebo que sou todo atravessado e confuso… estou num impasse com minhas aulas, no meu planejamento… e enquanto não encontrar a saída, principalmente agora, no final do bimestre, continuarei nesta angústia danada.

mas ou menos eu sei para onde estou indo… só não sei te terei tempo para tudo que pensei lá no inicio. porque o tempo é mais curto do que eu imaginava e eu sou mais lento do que eu supunha ser. enfim… tenho 1 hora e meia para achar a saída…

os ideais de outubro

2014, março 30, domingo

O dia avança em silêncio. Cá dentro atropelam-se os pensamentos. Organizo quarto, mas faltam aulas e cadernos – e para estes últimos ainda busco a solução melhor para o matá-los sem causar trauma nos alunos, já que se mostrou inviável o trabalho com cadernos de campos para uma população de mais de 300 alunos… não consigo dar conta de ler, avaliar e orientar… O que era almejado e o que de fato consigo fazer estão distantes quilômetros. E no programa… Atrasos de toda ordem: O curso ead sobre conselho escolares que deveria ter iniciado… venho adiando, já são 3 atividades… e é bem provável que eu me candidate para o conselho escolar – o que me dá um frio na barriga. Estou insatisfeito e angustiado por estas bandas. E hoje, eu ia sair, fazer uma visita… Mas não fui. Fiquei. Tumulto demais aqui dentro. Fiz faxina.

Da leitura de hoje: Página 400. Mikhailov, Aleksandr. Maiakovski, o poeta da revolução.

“Em 1926, Maiakovski percebe que o nepotismo, a corrupção, a mesquinhez, a burocracia perpassam a nova sociedade de cima para baixo. No poema “Proteção”, raivosa e ironicamente, observa como uma rede de ligações necessárias se estende de um simples cidadão, passa pela lixeira e segue, segue, segue até o Comitê Central… Não é um caso, é um sistema. Qualquer organização nesse sistema se apresenta ao poeta como uma “Fábrica de burocratas” que transforma qualquer um, até aquele com pretensões honestas, num zeloso e obtuso fabricante de papéis; apresenta-se como mecanismo do sistema onde muito em breve “Os pios fracos da consciência partidária serão abafados pelo peso dos dias”.
Maiakovski percebe como estavam sendo traídos os ideais de Outubro, como estavam sendo “anuladas as trovoadas e as quebradeiras de Outubro” e como “o comunismo estava sendo… encoberto”. Nas declarações poéticas Maiakovski expressa a crença no partido, na sua força e na capacidade de vencer este mal, mas no coração precipita-se a amargura que minava a crença na justiça social, na vida…”

zona cinza

2014, março 28, sexta-feira

imagine a situação, o indivíduo está naquele naquela zona cinza, que é o abismo entre o pensar e sentir/fazer. sabe, ele, o que deve ser feito mas a sua força de vontade, sua gana, lhe deixa a quilômetros do que é almejado… e fica essa contradição, esse buraco insolúvel, entre o que “se” espera e o que, de fato, consegue ser realizado.

sente necessidade de hibernar uns dias… mas os deveres éticos e profissionais chamam, ordenam… mexa-se, movimente-se. e vai-se porque o mês teima em terminar e começar ansiosamente… o mundo ali fora ainda pulsa…