pensamentos vãos na primeira hora da tarde

[qua] 2 de julho de 2014

pensamentos vãos na primeira hora da tarde sobre a dificuldade em viver em uma família comunitária.

as vezes me parece que estou a perder tempo demais com sujeitos que não merecem minha atenção – que me obscurecem, que furtam a potencialidade do meu brilho. e fico cá a perguntar-me, mas que dever moral é este que nos mantém presos a situações tão doentias. neste ir e não ir, ficando sempre a meio termo… não avançando. preso nesta situação estorvante.

todavia, nestes momentos onde a vontade é jogar a toalha, e deixar este ringue cotidiano, dou-me conta que o mundo e as gentes que pululam este vasto mundo andam por demais doentes. não há exclusividade. apenas mais uns entre tantos em tanto tempo…

e uma pulguinha atrás desta orelha fica a me tentar… ‘devia estares era a ganhar tempo com seres que são capazes de libertarem-se pelo amor, do que cá, com estes a prenderem-se na dor’. mas até onde difiro destes últimos?

tudo é uma questão da capacidade de transitividade ou intransitividade do verbo, do signo, do significante, do significado.

e na sessão de auto-ajuda: toda conclusão é que não posso desanimar agora. as pessoas crescem, quem sabe eu não cresça algum dia também?

*

‘bora tentar fazer dialogar os teus demônios internos com os demônios alheios, são todos humanos, ou seja, em última instância recursiva, são seus parentes.

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