lenine é um nome bonito…

[qua] 17 de setembro de 2014

“enquanto o tempo acelera e pede pressa / eu me recuso faço hora vou na valsa / a vida é tão rara”

caótico e precário não consigo fazer nem a nem b e me enrolo nesse novelo. a novela é que estou perdido, repleto de dúvidas e medos… e cegamente tateando esse mundo, sentindo a revolta no estômago, o pulsar tímido do peito, a vontade dar a volta e dizer adeus a esse mundo… enfim… mais um perdido perguntando-se se há ou se é necessário se achar. educo-me neste mundo caduco.

izabel aniversaria agora. ouço lenine agora.

«Em quais aspectos Marx supera e conserva a filosofia de Hegel, pensador que o influenciou decisivamente?
Gláucia Campregher
– A dialética marxiana é materialista, em oposição à dialética hegeliana, que é idealista. Em Hegel,  o mundo todo que existe só é bem pensado, bem compreendido, se capturado em sua verdade, o que significa ser capturado em sua concreticidade. Isso já confere alguma preocupação com a materialidade das idéias. Foi Hegel quem disse “o concreto é a síntese de muitas determinações”, frase que Marx gostava de citar. Mas é que todo esse trabalho de compreensão e síntese, todo o trabalho do pensamento, da ideia, da razão que pensa a si mesma, é que encanta Hegel, enquanto, para Marx, a compreensão pela compreensão não é nada. Daí ele acusar a filosofia de só ter pensado o mundo, quando o necessário era transformá-lo. O trabalho da ideia que compreende o mundo não é mais interessante para o Marx que todos os outros que fazem o mundo. Daí Marx sair da filosofia (como já tinha saído do direito) e passar à economia e à necessidade de compreender como, ao longo da história, os homens produziram sua vida material em sentido largo – todas as coisas e idéias!» LEIA MAIS AQUI

depois dos parabéns, das meninas irem para escola… e eu aqui tentando ler sobre as juventudes e a escola… ouvindo louis e ella… pensando na questão que a aluna me fez… e no presente de izabel.

e para construir uma cultura de paz é necessário ir a luta… contra esse mundo violento demais. não posso, nem devo, me contentar, “com a boca escancarada cheia de dentes[, ficar] esperando a morte chegar”.

«O Andarilho “Quem chegou, ainda que apenas em certa medida, à liberdade da razão, não pode sentir-se sobre a terra senão como andarilho – embora não como viajante em direção a um alvo último: pois este não há. Mas bem que ele quer ver e ter os olhos abertos para tudo que propriamente se passa no mundo; por isso não pode prender seu coração com demasiada firmeza a nada de singular; tem de haver nele próprio algo de errante, que encontra sua alegria na mudança e na transitoriedade”. Humano Demasiado Humano – Nietzsche»

 

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