então, a culpa é de quem?

[qui] 25 de setembro de 2014

antes de qualquer coisa preciso explicar-me. narrar que como escrevo tarde, ou para ser mais preciso, no virar das horas quando o relógio diz que já é outro dia este dia que emocionalmente ainda é o mesmo dia. então que seja ontem/hoje e vice-versa.
lembrando daquele texto que fala sobre as três caixas para guardar humor que toda pessoa deve ter. o da caixa grande para o humor barato estou mais ou menos abastecido… e gastando um cadinho. mas o da caixa média e o da caixinha preciosa… ah… esses estão escassos… há dias em que quase enlouqueço.

e no mais foi um dia bom. e na volta… não saía de minha cabeça as frases a seguir: «quero me encontrar, mas não sei onde estou… vem comigo procurar algum lugar mais calmo, longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita. tenho quase certeza que eu não sou daqui (…) vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre, vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente... estou cansado de bater e ninguém abrir, você me deixou sentindo tanto frio, não sei mais o que dizer (…) não é a vida como está, e sim as coisas como são. você não quis tentar me ajudar. então, a culpa é de quem? a culpa é de quem? eu canto em português errado, acho que o imperfeito não participa do passado, troco as pessoas, troco os pronomes… preciso de oxigênio, preciso ter amigos, preciso ter dinheiro, preciso de carinho…» renato russo.

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um tópico interessante de estudo é: machado de assis e o estudo da loucura.

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