Archive for outubro, 2014

corporate head

[sex] 31 de outubro de 2014

1990, Terry Allen (artist) and Philip Levine (poet). 5’3″h x 2’1″w x 2’2″d. 725 South Figueroa Street (Poet’s Walk)

They said
I had a head
for business.
The said
to get ahead
I had to lose
my head.
They said
be concrete
& I became
concrete.
They said
go, my son,
multiply,
divide, conquer.
I did my best.

 

 Corporate Head, 1990, by Terry Allen e Philip Levine

Corporate Head by Terry Allen

¼ – e um pedal à beira d’água

[qui] 30 de outubro de 2014

duzentos tijolos e duas sacas de cimento e cento e quarenta e um reais. encomenda feita… agora só falta começar. e no mais… ‘tá um sol de rachar. e algo me diz que não vai dar tempo de preparar leitura e apresentação para o curso de formação continuada amanhã pela manhã…

ps: entre ler e jardinar… fui jardinar. e ao avesso… antes de terminar a obra faço o jardim. talvez porque falte grana para levantar as paredes de uma vez por todas, e como um resistente… o rebelde ‘não vencedor’ necessite existencialmente cavar e recavar e plantar e admirar bestamente as plantas crescendo… e sonhar com as suas flores… que jardins me animam mais. minha próxima profissão, decido, ser jardineiro, se essa vida de professor me cansar.

e depois do jardim, uma passeio de bicicleta com as marias: luiza, a sobrinha, em sua primeira volta, pelo bairro, sem rodinhas, e izabel, minha filha. destino, beira d’água, pastel de berbigão para mim e queijo para elas, e batata frita. e para fechar a tarde/noite… um belo e gostoso banho de chuva pedalando. enfim, hoje foi um bom dia. mas o curso de amanhã cedo… não vai dar…  acho que vou mandar um email avisando que não deu.

houve um tempo em que eu, ansiosamente me preocupava em chegar cedo… queria tanto ser aceito – por sempre sentir-me marginalizado. mas depois deste tempo… alguma coisa se desfez… e – perigosamente – me desprendi… tornei-me indolente – em todos os seus sentidos. um ‘ouriço’ casca grossa. um ermitão.

A citação do dia é: “Podem ainda não estar a ver as coisas à superfície, mas por baixo já está tudo a arder”, de Y. B. Mangunwijaya.

incompleto (ou ‘dear prudence won’t you come out and play?’)

[qua] 29 de outubro de 2014

Introdução: Há dias em que me canso de estar só. Em outros essas solicitações d’outros me cansam. E a marcha da vida segue, com seus conflitos, suas frustrações, seus desafios, seus projetos… Sei que hoje eu não sei muito não. Sei nada quase nada. Sei que é tarde e, aparentemente, sou, sempre no mesmo lugar, aos pedaços – eu incompleto tudo.

Tabela de planejamento de ações – ou notas para logo mais:

Tarefa

Realizada

Não realizada

 nada de internet logo mais  x
 fechar diários que faltam  x
 ler caderno 5 e responder 1 questão do caderno  x
 organizar dias de vídeo/lab informática  x
 organizar saída de campo com estudantes – IFSC/UFSC  +- falta comunicar escola e declaração dos pais
 pensar o grupo de teatro  x próx. reunião 5/11
 comprar tinta para impressora x
 lavar sandália  x
 comprar alpargatas  x
 conversar com direção sobre o problema do machismo de certos professores em sala – tirar um encaminhamento disto  x
 conversar com a direção sobre a solicitação de um minicampeonato de futsal na escola   +- arti. c/ prof. ed. fis feita, falta direção.
 articular uma reunião logo do conselho deliberativo  x
 montar um grupo de trabalho  x
 Regar as plantas  x
 …

***

Professor-cantor ou da trilha sonora das aulas – Entre a alienação e dialética.

«Janaína acorda todo dia às quatro e meia / E já na hora de ir pra cama, janaína pensa / Que o dia não passou / Que nada aconteceu // Janaína é passageira / Passa as horas do seu dia em trens lotados / Filas de supermercados, bancos e repartições / Que repartem sua vida»

ou

«Wave / Come fa un’onda // Interprete: Renato Russo / Composição: Lulu Santos/Nelson Motta/ Tradução: Massimilliano De Tomassi /// Niente di ciò che verrà domani / Sarà com’è già stato ieri / Tutto passa tutto sempre passerà / La vita, come un’onda come il mare /  In un va e viene infinito / Quel che poi vedremo è / Diverso da ciò che abbiamo visto ieri / Tutto cambia, il tempo tutto nel mondo / Non serve a niente fuggire / Nè mentire a se stesso / Amore, se hai ancora un posto nel cuore / Mi ci tuffo dentro / Come fa un’onda nel mare»

 

***

Levantamento sobre Teatro na escola:

https://institutoaugustoboal.files.wordpress.com/2013/04/dissertac3a7c3a3o-mestrado-emiliana-marques-1.pdf

http://www.programabolsa.org.br/pbolsa/pbolsaTeseFicha/arquivos/tese_waldimir_rodrigues_viana.pdf

http://academico.direito-rio.fgv.br/ccmw/images/e/e5/Direitos_Humanos_-_aluno.pdf

https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/9453/1/Alcantara%2520pt%25201.pdf

http://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/17546/17546_7.PDF

http://teatrodooprimido.wikispaces.com/file/view/TEATRO+DO+OPRIMIDO.pdf

http://www.cdcc.sc.usp.br/CESCAR/Conteudos/26-05-07/Oficina_Jogos_Teatrais.pdf

http://web2.ufes.br/arteeducadores/relatos/medio_2009_2/m9_2_002.pdf

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Investigações a cerca do decreto 8243 de 2014 – Política Nacional de Participação Social.

Em um texto anti-decreto encontrei isto… Não conhecia. Mas simbora… «I’m back in the USSR / You don’t know how lucky you are, boy / Back in the USSR, yeah…» Lennon-McCartney.

«Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente?, reza o parágrafo único do Art. 1º da Constituição Federal de 1988 (CF88). Por outro lado, o Título VIII, ?Da Ordem Social?, estabelece várias formas de participação, sendo que o Art. 204, ao tratar da assistência social, define especificamente diretrizes para a descentralização político-administrativa e a participação popular na formulação de políticas públicas setoriais.

                                                             
Na CF88 está prevista a instalação de quinze tipos de conselhos, diferenciados por sua inserção normativa, vinculação, atuação, composição, competência e natureza. Regulamentados por lei complementar, inúmeros funcionam rotineiramente, e esse funcionamento passou a ser condição legal para o repasse de recursos financeiros da União e dos estados. Outros cumprem funções relativas à avaliação de instituições públicas.
A diretriz constitucional da descentralização político-administrativa e da participação popular tem sido diretamente responsável por resultados positivos na formulação e avaliação de políticas públicas de setores de direitos fundamentais, há anos.
Apesar de tudo isso, o Decreto nº 8.243 de 23 de maio, que cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS), tem provocado uma irritada reação das forças conservadoras. Na Câmara dos Deputados, a oposição faz obstrução da pauta e ameaça impedir a votação de qualquer projeto de lei até que o decreto seja revogado. Além de líderes partidários, editoriais e colunistas de jornais tradicionais têm atacado a PNPS.
É interessante observar que os oligopólios de mídia lideram a reação conservadora: “golpe contra a democracia”, “devastadora desconstrução da democracia”, “decreto suspeito”, “bolivarismo” e “chavismo” são algumas das acusações ao decreto. » Extraído de ‘por que a mídia é contra o decreto nº 8.243’, por Venício Lima.
ou esta entrevista ‘Ex-reitor: Partidos contra decreto de Dilma querem preservar privilégios‘ com José Geraldo de Sousa feita por Conceição Lemes e Patrick Mariano

mapas urbanos

[dom] 26 de outubro de 2014

plantei um pé de caqui.

votei nulo. pt venceu. psdb perdeu… e os fascistas estão soltos.

e depois de meses arrumei a bicicleta e pedalei 4 km.

***

e há qualquer coisa cá assim:

«Sei dos caminhos // Composição: Alice Ruiz e Itamar Assumpção // Sei dos caminhos que chegam, sei dos que se afastam / Conheço como começa, como termina o que faço / Só não cheguei como chegar / Ao nosso próximo passo // Ontem, meu bem, contei até cem / Hoje já não sei / Hoje já não sei // Ontem, meu bem, contei até três / Hoje eu só pensei /Hoje eu só pensei / Sei que me encontro sozinho / Sei também quando me acho / Sei tudo o que você acha / O buraco é mais embaixo / Foi um achado te achar / Perdido acho diacho / Meu bem, porque não vens que tem / Ontem eu pensei / Ontem eu pensei…»

e

«Dor Elegante // (Itamar Assumpção e Paulo Leminski) / Um homem com uma dor / É muito mais elegante / Caminha assim de lado / Com se chegando atrasado / Chegasse mais adiante / Carrega o peso da dor / Como se portasse medalhas / Uma coroa, um milhão de dólares / Ou coisa que os valha / Ópios, edens, analgésicos / Não me toquem nesse dor / Ela é tudo o que me sobra / Sofrer vai ser a minha última obra…»

***

citação de fundo: «Antes o atrito que o contrato»

jogos para atores e não-atores

[sáb] 25 de outubro de 2014

bom dia. vamos lá… que a reunião de hoje valha… porque há tempos ando…

«… Sem tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em lugares onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte… Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.». Fragmento de texto de Ricardo Gondim.

abaixo abujamra lê “o valioso tempo dos maduros”, de ricado gondim

***

enquanto uns primam pelo fetiche da nota… eu tento me desfazer de todos os instintos autoritários na busca do diálogo. e a pergunta é: avaliar quando? o quê? quem? como? e para quê?

***

formação de professores e um grupo de teatro dos alunos… preciso aprender mais.

«O TEATRO POSSÍVEL: uma experiência de ensino de teatro em uma turma
de Curso Normal, de Maillin Voutto Rezende»

«SOCIOLOGIA ÉPICA: ENSAIO SOBRE SUJEITOS E NÃO-SUJEITOS DO
CONHECIMENTO, de Débora Angélica dos Santos Oliveira»

música de fundo… afinal eu tenho pressa.

Engenheiros do Hawaii- A Promessa

tierra…. y el corte de pelo.

[qui] 23 de outubro de 2014

é tarde ou já é noite?

cortei os pelos. estou pelado… e movo-me. lentamente movimento-me, mesmo que para muita gente meu passo seja lerdo e/ou inexistente… movimento-me.

e ontem estive tão exausto – que não dei conta de tudo ou do pouco que me cabia. mas movimento-me e isto anima.

e hoje, um dia de ócio. que já é noite.

abajo, tierra, de xoel lópez.

«Yo soñaba cada día poder alcanzar la playa y ahora está tan cerca, casi ya la puedo oler. Y espero cada vez más próximo al fina, ya puedo sentir tierra seca tras la arena mojada, y no me da la gana de pensar que nada es para siempre si esta canción se acaba que acabe el mundo para todos. Todos somos nada sin las palabras dime qué nos queda, y vuelven algunas rimas a mi mente cansada. Partes de guiones que creía olvidadas, melodías que una vez pensé que iba a perder se tornan ahora bellas y valientes sinfonías, y hace tiempo que yo ya me fui, yo siempre me estoy yendo. Pero siempre estoy contigo, aunque aveces pienses que no hay nada… Cuando me quedo mirando como si estuviera ausente es porque estoy viajando, no pienses que voy a perderme. Sí, ya sé que el mundo seguirá girando cuando ya no quede nada y nosotros vaguemos por la historia como simples hombres solitarios. Reyes que perdieron todo. Todo lo que tanto amaban por quererlo demasiado. Y lo intento cada día ser todo lo que había imaginado y me encuentro que la vida siempre tiene algo preparado que supera cualquiera de mis fantasías. Nada comparado con lo que realmente sucedía… Yo soñaba cada día poder alcanzar la playa…»

 

***

e no fundo há dois movimentos: um impotente e raivoso. outro mágico e agradecido. o que dorme sob a terra. e o que floresce ao sol. e a morte humificada… é o alimento o alimenta da flor.

‘hace tiempo, mí amor que mi voz suena apagada…’

[qua] 22 de outubro de 2014

Joven Poeta // CantautorXoel López / Joven poeta que no puede dormir / Descansa la cabeza en sus palabras / Derrama la tristeza en cada verso / Joven poeta que duele al sentir / Su mundo alrededor / Su guerra empezada / Su guerra acabada / Bésame en la noche más oscura / Y acaríciame con tus versos tristes / Y haz sangrar para mí tu pluma / Hasta que todo haya terminado / Y haz sangrar para mí tu pluma / Hasta que todo haya comenzado / Joven poeta que ve pasar el tiempo / El sol y la luna / La ira y la calma / La ira y la calma / Joven poeta que ama la vida / Descansa su arma / Y vuelve mañana / Y vuelve mañana / Descansa su arma / Y vuelve mañana / Y vuelve mañana / Bésame en la noche más oscura / Y acaríciame con tus versos tristes / Y haz sangrar para mí tu pluma / Hasta que todo haya terminado / Y haz sangrar para mí tu pluma / Hasta que todo haya comenzado…

e

… E VOLVENDO…

Ver En La Oscuridad // Xoel López  // Siempre, siempre buscando fotos del mañana que acabarás olvidando por ser de ayer. / Bebe, bebe las gotas que caen hoy de esta rama y fíjate bien para no caer. / Y si miras, si miras hacia arriba, ten cuidado, puedes tropezar y te puedes caer. / El sol, el sol sale para todos, el sol sale para todos, y para todos se oculta también. / Si, ay, si te quedas, si te quedas un rato esperando, verás que vuelve a amanecer. / Y si miras, si miras hacia arriba, ten cuidado, puedes tropezar y te puedes caer. / Y si miras, si miras hacia abajo, ten cuidado, el vértigo de los días pasados. / Y si miras, si miras hacia arriba, ten cuidado, puedes tropezar y te puedes caer. / Y si miras, si miras hacia abajo, ten cuidado, el vértigo de los días pasados. / Morir es aprender a esperar y vivir, vivir es aprender a ver en la oscuridad… //

e mais… e mais…

La Boca del Volcá’ por Xoel López
Parando el trafico‘ por Xoel López, junto a Lola Garcia Garrido y Sergio Moran.
Tierra’ por Xoel López
A un metro de distancia’ por Xoel López + Eladio (DE ELADIO Y LOS SERES QUERIDOS)
No puedo vivir sin ti’ por Coque Malla + Anni B Sweet
Stand by me’ por Xoel López
‘Por ti’ por Sidonie
Maldita Dulzura’ por Vetusta Morla
“Diciembre” por Depedro + Vetusta Morla
‘Anticiclón’ por Iván Ferreiro y Leiva estrenan
 
y para cerrar, otro cantautor: Iván Ferreiro y ‘un picnic extraterrestre’http://www.youtube.com/watch?v=91TRji0dvtc

você está ouvindo as palavras que saem de sua boca?

[ter] 21 de outubro de 2014

sabe.. quando você começa a falar, e vai ouvindo o que você fala, e aquilo vai te dando uma vontade danada de dar uma guinada na sua vida… e mergulhar mais profundamente na imensidão daquilo que há nas suas palavras… irromper para além da superfície do medo e atingir esse além…

hoje, falando sozinho, em pensamento, porque são poucos os momentos para diálogos… nas caronas quase diárias porque insisto em perder o ônibus quase todos os dias, ou em família – repleta de conflitos e surdeza… e no trabalho, no meu caso a escola, com os alunos. mas encerra ai, não há mais militância, não há festas ou amigos… não há aqueles papos e o sentimento de pertencimento… é uma vida um tanto solitária, de reclusão. um auto-exílio. mas o interessante é que no meio dessa fala, silenciosa, em que eu me enredava… veio aquela frase de zé ribamar… josé ribamar ferreira, meu querido poeta ferreira gullar, que diz: ‘eu não quero ter razão, eu quero é ser feliz’. e brotou dentro do meu peito uma profunda vontade de ser feliz…

e a noite foi bem bacana. fui honesto, franco… criativo e com brilho nos olhos delirei em publico, transbordando essa poesia que há em mim e que as vezes se esvazia e some, mas nestes momentos assim transborda… contagia… e sinto tanta vontade de ser mais e além, de fazer com que os outros sintam o meu amor por mim, por este mundo, pelo que é justo e belo.

e por contraste: meu silêncio é o fruto impotente da constatação  de que meus atos não correspondem ao sonho de justiça e beleza que há dentro de mim. e este mundo é por demais feio e injusto que não há espaço para o silêncio. é preciso falar. é preciso sonhar. eu preciso agir.

e há sonhos profundos nas palavras. as palavras ditas com o que há de mais profundo, aquilo que brota do peito, são poderosas… vontade de ir ai e dizer não vim antes porque tive medo e estava perdido.

e num lapso, salto no tempo, ouço ecoar aqui dentro uma canção… «… Se fiquei esperando meu amor passar. / Já me basta que estava então longe de sereno. / E fiquei tanto tempo duvidando de mim. / Por fazer amor e por fazer sentido. / Começo a ficar livre / Espero. Acho que sim. / De olhos fechados não me vejo. / E você sorriu pra mim». 

que logo mais seja um bom dia. que eu encontre dentro de mim a coragem [para enfrentar o mundo estúpido e os meus medos diários] e a paciência [para com minhas limitações e oscilações… ]. e quem sabe, você sorri pra mim enquanto eu começo a ficar livre? que essa vontade de voar amanheça…

 

música de trabalho

[seg] 20 de outubro de 2014

e a vontade de fazer nada, mais o corpo exausto pelo excesso de ontem… faço um edição na página ‘dossiê mayakóvski, a mais visitada e compartilhada deste blogue, adicionando a tag:  maiakóvski (влади́мир влади́мирович mаяко́вский).

e a trilha sonora da tarde é Tropicália 2;

e a fundamentação filosófica para as aulas de hoje é: «a relação do ser humano com a natureza: o trabalho. i) para existirem, os seres humanos devem necessariamente transformar a natureza. esse ato de transformação é o trabalho. o trabalho é o processo de produção da base material da sociedade pela transformação da natureza. é, sempre, a objetivação de uma prévia-ideação e a resposta a uma necessidade concreta. da prévia-ideação à sua objetivação: isto é o trabalho. vale enfatizar que, para marx, nem toda atividade humana é trabalho, mas apenas a transformação da natureza. veremos mais adiante por quê. ii) ao transformar a natureza, o indivíduo também transforma a si próprio e à sociedade: a) todo ato de trabalho produz uma nova situação, na qual novas necessidades e novas possibilidades irão seguir; b) todo ato de trabalho modifica também o individuo, pois este adquire novos conhecimentos e habilidade que não possuía antes, bem como novas ferramentas que também antes não possuía; iii) todo ato de trabalho, portanto, dá origem a uma nova situação, tanto objetiva quanto subjetiva. essa nova situação possibilitará aos indivíduos novas prévias-ideações, novos projetos e, desse modo, novos atos de trabalho, os quais, modificando a realidade, dão origem a novas situações, e assim por diante. o trabalho e a sociedade. i) todo ato humano tem por base a evolução passada da sociedade, a situação presente concreta em que se encontra o indivíduo e suas aspirações e seus desejos para o futuro. não há ato humano fora da história, fora da sociedade. ii) a objetivação resulta, sempre, em três níveis de generalização: a) o nível objetivo: o objeto produzido passa a ser influenciado e a influenciar toda a sociedade. sua história adquire, assim, uma dimensão genérica: é, agora, parte da história humana, b) o nível subjetivo, que se subdivide em dois subníveis: b1) o conhecimento de um caso singular (como fazer este machado) se eleva a um conhecimento acerca da realidade em geral. esse conhecimento genérico da realidade pode ser aplicado em circunstâncias muito distintas daquelas em que se originou; b2) o conhecimento de um indivíduo se difunde por toda a sociedade, tornando-se patrimônio da humanidade. iii) o trabalho é o fundamento do ser social porque, por meio da transformação da natureza, produz a base material da sociedade. todo processo histórico de construção do indivíduo e da sociedade tem, nessa base material, o seu fundamento.» sérgio lessa e ivo tonet

ps: mas é preciso ir… há trabalho por fazer.

mas antes, um lembrete… trabalhar com a ‘música de trabalho‘ em sala. letra cá: Música de Trabalho // Legião Urbana // Renato Russo, Marcelo Bondá e Dado Villa-Lobos // Sem trabalho eu não sou nada / Não tenho dignidade / Não sinto o meu valor / Não tenho identidade / Mas o que eu tenho / É só um emprego / E um salário miserável / Eu tenho o meu ofício / Que me cansa de verdade / Tem gente que não tem nada / E outros que tem mais do que precisam / Tem gente que não quer saber de trabalhar / Mas quando chega o fim do dia / Eu só penso em descansar / E voltar p’rá casa pros teus braços / Quem sabe esquecer um pouco / De todo o meu cansaço / Nossa vida não é boa / E nem podemos reclamar / Sei que existe injustiça / Eu sei o que acontece / Tenho medo da polícia / Eu sei o que acontece / Se você não segue as ordens / Se você não obedece / E não suporta o sofrimento / Está destinado a miséria / Mas isso eu não aceito / Eu sei o que acontece / Mas isso eu não aceito / Eu sei o que acontece / Quando chega o fim do dia / Eu só penso em descansar / E voltar p’rá casa pros teus braços / Quem sabe esquecer um pouco / Do pouco que não temos / Quem sabe esquecer um pouco / De tudo que não sabemos // 

marte na casa oito

[dom] 19 de outubro de 2014

horário de verão começou… e dormir cedo que é bom, neca de pitibiriba, ou seja… nadica de nada.

***

criando a tag/categoria conselho de classe… observo uma constante na avaliações dos alunos, seja no bate papo, nas avaliações deles sobre as aulas ou nos pré-conselhos… tenho dificuldades com a didática posto que segunda as falas deles “eu falo muita coisa ao mesmo tempo e isto os deixa confusos”. é essa minha ansiedade… preciso encontrar o tempo.

***

marte na casa oito*

«De todo modo, evite se estressar por conta de situações corriqueiras: neste período, pequenas coisas poderão lhe parecer mais chatas do que nunca, e você estará com uma tendência maior a reclamar. Na verdade, Vagner, você está com uma predisposição maior a discutir.» ou «Marte ‘faz transbordar’ os sentimentos e emoções que estavam ocultos na sua alma, Vagner. É possível, neste período, que você venha a ter que lidar com a parte mais sombria de sua própria natureza, tendo que encarar seus próprios sentimentos negativos de raiva, inveja, frustração, ressentimentos, etc. Todo ser humano tem estes sentimentos em algum momento, e encará-los de frente demanda muito mais coragem e dignidade do que escondê-los. Isso não significa que você deva “soltar tudo” neste momento, a ideia é encarar este lado menos “bonitinho” de sua personalidade, a fim de transformá-lo.»

*ps: lembrei-me da tia nadir, que faleceu, agora, dia 14, terça passada. lá pelas idos de 2000 ela vinha visitar a casa de minha mãe, quando eu ainda mora na mesma casa de meus pais, e uma das atividades obrigatória que fazíamos juntos era acessar a internet, eu como navegador, em busca do oráculo… ela adora essas consultas aos horóscopos, às runas e ao tarot, e tudo mais neste sítios oraculares.

***

penso em cortar o cabelo e a barba. e emagrecer… e fazer atividades físicas… e penso… e jogo 2048.

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