Archive for novembro, 2014

barba e bigode

[sáb] 29 de novembro de 2014

sábado é dia de fazer a barba e… menos o bigode.

¡el bigodón en acción!

estou a ler… o perseguidor – julio cortázar.

e cada páginas lida há a vontade de anotar inúmeras passagens e comentar tantas outras. mas cheguei a conclusão que se eu ousasse fazer isto teria que anotar o livro inteiro.

 

vamos limpar o porão?

[qua] 26 de novembro de 2014

13:55

lotado. exausto… necessitando vazar desta carcaça. ando dormindo tarde e acordando cedo, ou seja, ando com o tempo todo tomado por demandas alheias, d’outros… estou sentido aquela vontade de ficar um bocado em silêncio, solito... ou de dormir mais um pouco e acordar sem a pressão para isto ou para aquilo ou sendo cobrado por chegar atrasado neste ou faltar naquele compromisso que esqueci completamente…

mas vamos lá… embora para o grupo de teatro – dar o suporte, chegar no horário, viabilizar – e depois para os encontros em sala na busca da recuperação de notas… mas sobretudo na busca do diálogo… e fechar essa tonelada de médias

ps: esse sistema burocrático em que vivemos é asfixiante.

***

23:55

ontem, na reunião do conselho deliberativo na escola…

onde eu ia cheio de esperança de encontrar o embrião de um núcleo de ação…

entre uma fala e outra… ia viajando, e o diretor puto porque, como ele diz, eu choro demais. ou seja, na opinião dele falo muito sobre coisas distantes e faço pouco. mas não concordo com essa avaliação – as coisas vão caminhando… mas sei que essa implicância evidência divergências de base ideológica e sei que, propositalmente, estou tocando em questões que são problemáticas para ele, para a gestão dele, como: transparência das ações e mobilização da comunidade. enfim, estou a pegar no pé dele.

e minhas falas evidenciam este meu incomodo com essa institucionalidade formal que desdemocratiza a comunidade… e ao mesmo tempo não visualiza que é preciso viajar… sonhar mais alto. meu desconfortável choro dialoga com minha viagem; meu desconforto diante do conformismo alheio, da desarticulação, de um centralismo autoritário são motivados pelo desejo transformar a aridez diária da escolarização sob a hegemonia do capitalismo, que fragmenta e individualiza os sujeitos…

**

mas não era bem isto que queria dizer quando comecei este adendo a postagem. o pensamento surgiu durante a reunião e era assim: eu sou um copiador. não invento nada novo.

e isto não é negativo. pois talvez esteja ai o sentido, a graça de ser essa coisa inacabada e rolante pelo mundo… talvez ai esteja o dom, a dádiva, que é fazer circular ideias que são boas. e sigo tentando replicar coisas que aprendi no convívio com outros e que sensibilizaram-me… então não inventar nada novo não é o que te faz menos, mas sim mais… absorver e resignificar práticas e ideias que motivam a viver, que nos dão um sentido humanizante… ir na busca, na tentativa de aprender a replicar que aprendemos e construímo-nos enquanto o novo…

se não invento a ideia, busco coletivamente inventar ações sobre as ideias boas que estão ai… porque, longe do determinismo absoluto ou do subjetivismo niilista… a vida é dialética… e «nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará… A vida vem em ondas como um mar, num indo e vindo infinito. Tudo que se vê não é igual ao que a gente viu há um segundo… Tudo muda o tempo todo no mundo». Aloha.

o isso de mim

[dom] 23 de novembro de 2014

00:45 acabei de devorar a última panqueca – que fiz agora há pouco – com chimia de uva. mas isto não é nada demais e nem mereceria uma postagem… mas quando resolvo adentrar a rede social, depois de fazer a checagem básica de sítios e leituras, e me deparar com isto que segue transcrito abaixo não há como não parar tudo que faço, abrir o painel de edição e adicionar um novo post – na ânsia de registrar essa ideia, e essa sensação ao lê-lo – o poema que ao passar por mim desloca cada molécula do meu organismo… e para mim faz todo o sentido porque o sinto. mas antes de fechar esta postagem, abro um parêntese (para comentar de forma sintética o meu cotidiano dos últimos dias… ando a dormir pouco por estes dias e a trabalhar imensamente e essas coisas de rotina seguem bem rotineiras… nada de novo no fronte. só o pôr do sol deste sábado, que avistei enquanto regava as plantas, e essa sensação de admiração e gratidão ao meu velho pai. e é isso… a grana vai curta, o corpo anda exausto, o ser segue recluso sentimentalmente… mas a vida segue, movimenta-se) e fecho o parêntese. segue poema abaixo e até qualquer hora. cambio. desligo.

Canto III – Hilda Hist

«Isso de mim que anseia despedida
(Para perpetuar o que está sendo)
Não tem nome de amor. Nem é celeste
Ou terreno. Isso de mim é marulhoso
E tenro. Dançarino também. Isso de mim
É novo. Como quem come o que nada contém.
A impossível oquidão de um ovo.
Como se um tigre
Reversivo,
Veemente de seu avesso
Cantasse mansamente.

Não tem nome de amor. Nem se parece a mim.
Como pode ser isso?
Ser tenro, marulhoso
Dançarino e novo, ter nome de ninguém
E preferir ausência e desconforto
Para guardar no eterno o coração do outro.»

***

22h15 Para fechar o domingo… tevê, mais tevê e pizza. O planejamento era descansar o corpo dolorido e mofar  na frente da tevê nesta domingueira- depois de quinta-feira, sexta e sábado trabalhando como operário da construção civil, reformando casa onde mora filha… e na sexta-feira acumulando ainda o trabalho vespertino-noturno de professor. preciso fechar notas e diários hoje, ainda… mas enquanto não começo anoto algumas coisas bonitas e interessantes do dia.

Depois de assistir, a final da copa davis vendo a suiça de roger federer ser campeã, o gp de abu dhabi da f1 vendo o lewis hamilton ser bicampeão… entre a sessão tripla de star wars:

# blackbird – paul mccartney e outras canções em chaos and creation at abbey road;

# o documentário atlântico negro – na rota dos orixás de renato barbieri;

# e da série do canalbrasil luz, anima, ação“, do episódio “publicidade“, coisas como sinfonia amazônica de anélio latini filho;

# e no mesmo canal o documentário “o mercado de notíciasdirigido por jorge furtado.

 

o hemisfério direito do córtex

[ter] 18 de novembro de 2014

na superfície lógica deposito aleatoriedades a 40 bits por segundo (enquanto isto no consciente primitivo e submerso voamos sinapticamente a 10 milhões de bits por segundo):

*

o primitivo é criativo.

*

a manhã nasce dourada. enquanto aqui dentro da montanha… tudo ainda dorme.

*

é preciso esquecer um bocado, rememorar um mínimo passado e jogar-se ao mar. é preciso remar…

***

hoje o meu tempo foi de outros… da filha, da sobrinha, do pai, dos alunos.. mas continuo naquele movimento interno que leva a essa sensação de querer uma brecha no espaço/tempo e suspender esses compromissos todos. ou seja, não queria nada não.

**

as vezes sinto-me chovendo no deserto.
noutras… quantas vezes fui eu o deserto?

*

escola deve ser um espaço privilegiado para a subversão… para causar.

e eu causei um pouco hoje.

**

e esse ano foi um ano cheio de ideias… ideias do que não fazer, do que funciona… do que ficaria incrível se eu tivesse feito um pouco diferente.. se eu tivesse ousado… enfim, foi um ano cheio de angústias, de alguns experimentos… e de aprendizado, afinal… nem tudo está perdido, estamos a caminho de algum lugar.

*

e se me vires muito calado… é porque aprendo quando observo, me experimento internamente. me calculo… medro silenciosamente.

mas quando me vires falando do que sei… ah, é como se eu fosse outro porque cada poro, pelo, cada mínima extensão da pele é experimento vivo, repleto… e encantadoramente me desconheço… transbordo e sou outro. isto é sublime.

a barca sob a bruma

[seg] 17 de novembro de 2014

ali fora, ao relento, uma obra me espera… e é uma espera entre jovens árvores que crescem milimetricamente por dia… é uma espera em um cenário de pós-guerra. eu habito ruínas, ainda.

e os materiais da escola também esperam algo de mim… e a janela para fechar todas essas notas e tudo mais que é necessário está fechando-se, absurdamente rápida. segunda-feira será um dia bem puxado.

e cá dentro, sob o teto da casa, tento extrair toda a poeira da sala, dos livros amontoados, da televisão abandonada… mas a vontade, cá dentro, sob o teto da casa, é de fazer nada – suspender o tempo e só ficar mofando… mas, qualquer coisa alheia – compromissos? deveres? expectativas? – me anima o suficiente para não entrar em estado de decomposição acelerado. mantenho-me lentamente…

e deixo o rádio tocar aleatoriamente qualquer coisa para que haja alguma voz humana, ou qualquer ruído mesmo, a me fazer companhia. e movimento-me entre a poeira pelo canto, uma vida sem sentido e a vontade de nada da tarde.

e agora, cá dentro, sob o teto, no universo virtual, limpo as palavras do computador… como se eu precisasse desmemoriar-me ao rememorar… deleto-me, aos pouco.

e lá na sala a rádio toca: «(…) a barca segue seu rumo lenta como quem já não quer mais chegar, como quem se acostumou no canto das águas, como quem já não quer mais voltar (…)»

fortuna imperatrix mundi

[dom] 16 de novembro de 2014

de Carmina Burana, o poema musicado por Carl Orff – fortuna

the last question

[sáb] 15 de novembro de 2014

por enquanto segue assim: «dados insuficientes para uma resposta significativa»

***

e outros.

no dia seguinte, como continua o mundo?

[sex] 14 de novembro de 2014

é tarde/madrugada. publico o que estava privado.

há vento sul. e estou exausto… pois há poucas horas, na noite de quinta, foi dia de passeio com as marias. agora que luiza deixou as rodinhas de lado e se arrisca a pedalar na rua… e izabel, já mais consciente, ajuda-me a cuidar da maria menor, nós nos aventuramos até a ponta: destino: beira d’água. objetivo: pastel, coca-cola e batata-frita. desejo: encontrar amig@s. foi assim… é bonita vê-las… brincando, divertindo-se… e pensar que daqui uns dois ou três anos estarão namorando… essa vida passa voando.

envelheço. meu corpo me entrega: o pedal de hoje e as duas horas intensas de ontem, de dança e improviso, na oficina de teatro… e mais as andadas pela estrada – porque sempre estou atrasado e perdendo os horários, as chances, o busão… Sorte que há sempre alguém que aceita o meu convite à generosidade e me dá uma carona. ontem, pensava sobre isto… quando peço carona, estou a oferecer as pessoas a oportunidade de serem solidárias. algumas ficam constrangidas… não se permitem… e ai ando um bocado, mas sempre alguém, aceita meu pedido de carona e sinto que faço bem as pessoas. me sinto bem.

***

das coisas coletadas hoje:

Carta aos Artistas de Paris ///Gustave Courbet/// Comuna de Paris. Originalmente publicada em “Le Rappel”, em 19 de março de 1871:

“Paris, 18 de março de 1871

Meus queridos companheiros artistas,

Vocês me deram a honra, em sua reunião, de me indicar seu presidente. Eu os estou convocando aqui, em nome do comitê que foi designado a auxiliar-me, para reportar-lhes sobre nossas fiscalizações e nossas ações. Aproveitaremos também esse encontro para apresentar diversas idéias que surgiram durante o exercício de nossas atividades, em uma proposta para uma nova reorganização da Administração das Belas Artes, que tem como objetivo promover a Exposição e os interesses das artes e dos artistas.

As administrações anteriores que governaram a França quase destruíram a arte sob sua proteção, ao suprimir sua espontaneidade. Essa abordagem feudal, sustentada por um governo despótico e discricionário, não produziu nada além de arte aristocrática e teocrática, justamente o oposto das tendências modernas, de nossas necessidades, de nossa filosofia, e da revelação do homem manifestando sua individualidade e sua independência física e moral. Hoje, numa época em que a democracia deve reger todas as coisas, seria ilógico a arte, que conduz o mundo, ficar para trás na revolução que está ocorrendo agora na França.

Para alcançar esse objetivo, discutiremos em uma assembléia de artistas os planos, projetos e idéias que nos serão submetidos, no intuito de realizar uma nova reorganização da arte e de seus interesses materiais.

Não há dúvidas que o governo não deve tomar a dianteira em questões públicas, pois não é capaz de carregar em seu interior o espírito de uma nação; consequentemente, qualquer proteção será em si mesma prejudicial. As academias e o Instituto, que apenas promovem a arte convencional e banal, para que sejam julgados por seus integrantes, opõem-se necessária e sistematicamente a novas criações da mente humana e infligem a morte de mártires em todos os homens inventivos e talentosos, em detrimento de uma nação e para a glória de uma tradição e doutrina estéreis.

Vejam, por exemplo, o caso deplorável da École des Beaux-Arts, favorecida e subsidiada pelo governo. Essa escola não apenas desvia nossos jovens, mas nos priva da arte francesa, com suas finas procedências, favorecendo, sobretudo, a tradição túrgida e religiosa italiana, que vai de encontro ao espírito da nossa nação. Essas condições podem apenas perpetuar a arte pela arte e a produção de trabalhos estéreis, sem caráter ou convicção, enquanto nos privam de nossa própria história e espírito sem qualquer compensação.

Portanto, para tomarmos decisões sobre bases mais racionais e mais adequadas aos nossos interesses comuns, no intuito de abolir os privilégios, as falsas distinções que estabelecem entre nós hierarquias perniciosas e ilusórias, é desejável que os artistas (como nas províncias e em todos os países vizinhos) definam seu próprio curso. Deixe que eles determinem como farão as exposições; deixe que definam a composição dos comitês; deixe que obtenham o local onde será a próxima exposição. Isso pode ser resolvido até 15 de maio, pois é urgente que todos os franceses comecem a ajudar o país a se salvar de um imenso cataclismo.

É impossível que qualquer artista não tenha um ou dois trabalhos que ainda não tenham sido exibidos. Para os demais, chamaremos artistas estrangeiros. Excluiremos, certamente, os artistas alemães, mesmo que isso seja contrário aos princípios da descentralização e solidariedade. Mas os alemães, após terem se beneficiado de aquisições francesas e comissões por tanto tempo sem reciprocidade, nos obrigam, por sua traição e espionagem, a tomar tal atitude nesse momento.

O local de encontro será anunciado em breve, bem com o as propostas a serem submetidas aos artistas.

Saudações fraternais,

G. Courbet”

 

e manoel se foi…

[qui] 13 de novembro de 2014

e manoel se foi.

aos noventa e sete, esse menino virou borboleta. seguirá, assim, renovando o mundo, fazendo o “verbo pegar delírio”

***

ps: ontem, primeira oficina do grupo de teatro da escola. compareceram doze alunos, eu, como professor, e os colegas da udesc que ministram a oficina. fazer parte deste grupo foi/é/será tão gratificante… educação passar por ai… potencializar seres humanos para que voem… libertem-se…

ps dois: as avaliações sobre o projeto tema livre… aquele em que tentei me desfazer dos meus medos e deixá-los mais soltos, mais envoltos… foi positiva em alguns aspectos e angustiantes em outros. salutar foi a liberdade sentida por alguns, e como isto potencializa seus exercícios de curiosidades… por outros, muitos grupos acabaram optando por permanecer na zona de conforto, não arriscando-se e fazendo o mais do mesmo. e outros… nem. mas aprendo com meus erros e vacilos. isto não significa que eu não voltarei a comete-los…

quando vier a primavera

[qua] 12 de novembro de 2014

citações:

Alberto Caeiro // Quando Vier a Primavera

«Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.»

mais trecho do livro do pacheco:

«[…] Fala-se muito de desenvolvimento, de cooperação e de reforço do poder dos professores, as as tendências dominantes continuam a ser a centralização, a uniformização e a racionalização”¹. O discurso da autonomia pode desempenhar uma poderosa função ideológica “estimulando o sentido de eficácia pessoal, mas também promovendo a subordinação do indivíduo ao controle organizativo”². Será necessário, portanto, promover a distinção entre uma autonomia formal e uma concepção democratizante de autonomia geradora de modalidades de intervenção formativa distintas da participação formal de professores em ações condicionadas pela instrumentalidade e a racionalidade técnica. […] No círculo, é essa autonomia de novo tipo que realça a inutilidade de controle exterior. Os professores detêm um efetivo controle sobre o seu próprio trabalho e o entendimento de que a inteligibilidade do real sofre uma erosão constante. […] 

Temos de mudar e a mudança faz-se à custa de sofrimentos e compreensão de nós próprios e dos outros […] precisamos de ser profissionais e não professores em part-time […] ao longo de todo o ano escolar, travei uma luta comigo no sentido de ser diferente, como professor, mais autônomo e mais ativo. Penso que não o consegui totalmente e que ainda estou a aprender a ser autônomo para criar alunos autônomos.»

1. APPLE, M. & JUNGCK. ‘No hay que ser maestro para enseñar esta unidad‘. Revista de educación, 291, 1990, p.149.
2. BALL, A. (1989). ‘La micropolítica de la escuela‘. Apud CORREIA, J. Formatividade e profissionalidade docentes. Porto, 1993, p. 13 [mimeo.].

***

e para fechar… mais um video do projeto “Um Poema por Semana” – é uma ideia de Paula Moura Pinheiro – confira mais em: www.rtp.pt/umpoemaporsemana;

O Sentimento dum Ocidental // Cesário Verde «[...] Nas nossas ruas, ao anoitecer, Há tal soturnidade, há tal melancolia, Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.[...]»

 

 

 

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