Archive for dezembro, 2014

o corpo ainda é pouco

2014, dezembro 28, domingo

#01:23′ e lá se vão dez dias…
mas como diz o oráculo: se a palavra é de prata o silêncio é de ouro.

mudo quando as minhas contradições e incoerências transbordam… e a narrativa se perde. não há memória.

***

#00:18′ essa ventania cega e surda que bate nas folhas do calendário… vai levando-as uma a uma. e as percepções do cotidiano, os fragmentos de leituras, os estranhamentos afetivos, as contradições entre realidade e desejo/medo… a fúria, a saudade do futuro, a dor presente ad aeternum... tudo se esvai no tempo.

resta apenas essa intuição oblívia e diluída no ir cotidiano…

a árvore da vida…

2014, dezembro 26, sexta-feira

fiz uma tatoo. a árvore de darwin.

azul nu

2014, dezembro 18, quinta-feira

#12:47′ noutro dia cantarolava… «confunde o azul com azul» e hoje, por acaso, quando já estava cansado encontrei a canção na rede…  Canção Da Natureza do Grupo Gente da Terra.

«Canoa, eu vi o pescador voltar
Eu vi voltar pro mar
Canoa, o pescador voltar pro mar».

#14:27′ a expressão do dia: i’m so tired. para tudo e todos.

#14:42′ por que o céu é azul? ver dispersão de Rayleigh.

#15:14′ repleto de estupor. transbordo estupidez neste dia. dias assim são frágeis.

#16:36′ Nós da Educação. «Neste episódio, o programa Nós da Educação recebe o professor Miguel Gonzalez Arroyo, Pós-Doutor em Educação, para falar sobre Educação e Diversidade.» Diversidade não é inclusão/exclusão… É abordar a questão da Injustiça/Justiça.

#16:42′ «Etnocentrismo, estereótipo, preconceito e discriminação são ideias e comportamentos que negam humanidade àqueles e àquelas que são suas vítimas. O etnocentrismo consiste em julgar, a partir de padrões culturais próprios, como “certo” ou “errado”, “feio” ou “bonito”, “normal” ou “anormal” os comportamentos e as formas de ver o mundo dos outros povos, desqualificando suas práticas e até negando sua humanidade. Os estereótipos são uma maneira de “biologizar” as características de um grupo, isto é, considerá-las como fruto exclusivo da biologia, da anatomia. O processo de naturalização ou biologização das diferenças étnico-raciais, de gênero ou de orientação sexual, que marcou os séculos XIX e XX, vinculou-se à restrição da cidadania a negros, mulheres e homossexuais. O estereótipo funciona como um carimbo que alimenta os preconceitos ao definir a priori quem são e como são as pessoas. Sendo assim, o etnocentrismo se aproxima também do preconceito que, como diz a palavra, é algo que vem antes (pré) do conhecimento (conceito), ou seja, antes de conhecer já defino “o lugar” daquela pessoa ou grupo. Um outro significado da palavra “conceito” é “juízo” e, assim sendo, preconceito seria um “prejuízo” para quem o sofre, mas também para quem o exerce, pois não entra em contato com o outro e/ou a outra. O preconceito relativo às práticas religiosas afro-brasileiras está profundamente arraigado na sociedade brasileira por essas práticas estarem associadas a negros e negras, grupo historicamente estigmatizado e excluído […] Além das práticas religiosas, em nossa sociedade, existem práticas que sofrem um profundo preconceito por parte dos setores hegemônicos […]. Seguindo essa lógica, as práticas homossexuais e homoafetivas, são condenadas, vistas como transtorno, perturbação ou desvio à “normal e natural” heterossexualidade.  (BRASIL/MEC/SEPPIR, 2009, p. 23-27)»