Archive for junho, 2015

terça-feira e os segundos de salto

[ter] 30 de junho de 2015

Terça-feira, manhã.

Estou exausto e nem começaram as aulas reposição – ainda. Sábado, domingo e segunda-feira foram extenuantes… Fechando calendário de reposição, corrigindo avaliações de um bimestre (semestre) inteiro e fechando notas. E não terminei todas as turmas… Há trabalho para mais um dia inteiro, no mínimo. Mas deixo para mais tarde, vou “descansar” neste final de manhã e começo de tarde.

Descansar entre aspas, porque pela manhã me deparei com um problema… Um trincado aleatória na tela do Zenfone. Pela pesquisa que fiz na rede isto só tende a piorar (Afinal, vidro é vidro! Não é gorila?)…. E o objetivo do dia agora é: entrar em contato com a Asus e providenciar o conserto do aparelho.

Outra nota, para registro, ou seja, para não esquecer, ontem, para distrair-me diante de tantos trabalhos, provas e exercícios… Resolvi trocar o layout deste blogue. Já vinha sentindo essa vontade há um bom tempo, mas como eu sou um tanto lento… Ontem, aleatoriamente, foi o dia. O “White as milk” me acompanhou 99,99% do tempo desde 2006. Foi-se. Depois de nove anos uma troca de template é bem vinda. E diante dos disponíveis o Afterlight foi o que mais me agradou.

E para encerrar este texto pela manhã, e ir almoçar com Izabel, um link de poesia: http://artepostal.zip.net/

***

Leiamos: 26 segundos desde 1972: «A Terra gira de maneira lunática, enquanto os relógios atômicos são dramáticos» Daniel Gambis (astrônomo do International Earth rotation and Reference systems Service, IERS). Dentre outras funções o IERS é responsável pelo anúncio de segundos de salto.

***

O PANC chegou, e o povo ficou horas imerso na sua leitura… e já rolou um pudim de Erva Mate, um refogado de Ora-pro-nóbis com Fisalis e Mastruz… Esses matos de comer. Vou comer até as flores do meu pé de ipê.

***

[Verso 2]
Na minha mente várias portas, em cada porta uma comporta
Que se retrai e às vezes se desloca
Quantos segredos não foram guardados nessa maloca?!
Nos barracos de madeira em que eu cresci, aprendi que rapidinho é assim
Secava louça enquanto a minha mãe cantava e eu não morri
Porque vergonha pra um homem é não ter caráter e se passar por MC

Cerol. Kleber Cavalcante Gomes (Criolo)

ciao madona (fragmentos da razão)

[seg] 29 de junho de 2015
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Adeus velhinha… Foi bacana enquanto durou. Aprendi muita coisa contigo.

***

«Mencionamos no início desta exposição que nem tudo o que está na tradição ou na cultura pode (ou deve) ser tomado como norma ou critério do que seria correto ou bom. Tal afirmação levounos à evidência de que a cultura, enquanto conceito, encobria como uma sombra uma dimensão da vida em sociedade difícil e raramente exposta ao olhar etnográfico. Mesmo a cultura na concepção geertziana e sofisticada, entendida como um conceito semiótico, não me parece que dê conta do recado. É aqui que os estudos já mencionados sobre ética discursiva podem oferecer-nos alguma luz. Pelo menos eles me levaram a privilegiar o discurso nativo (algo, aliás, nada novo na investigação antropológica), mas para nele encontrar aquilo que Habermas chamaria de “fragmentos da razão”. Sem nenhum etnocentrismo e sem qualquer veleidade de ver nos discursos nativos (mas, esclareça-se, não apenas “dos nativos” ou dos índios) exemplos de irracionalidade, creio que aquilo que se poderia denominar fragmentos da razão não seria outra coisa que não o exercício da argumentação observável no interior de comunidades de comunicação de diferentes formações sociais ou étnicas, especialmente naquelas constituídas por etnias em contato. Mesmo porque, quando focalizamos essas últimas, sempre que investigamos a moralidade no interior de sistemas interétnicos, vemos tratar-se de uma via de mão dupla: nesses sistemas vê-se que a formulação de juízos morais – de conformidade com os casos tomados para exemplificação – teve lugar no campo alienígena, como as missionárias junto aos Tapirapé, o funcionário junto aos Tükúna e os salesianos junto aos Borôro. Se no primeiro caso, aliás o único, pudemos observar o império da argumentação, portanto a penetração do argumento racional (não importando a carga de emocionalidade que o acompanhava), já com os demais parece não ter havido qualquer tentativa de diálogo que pudéssemos entender como obediente a uma ética discursiva.

Voltemos um pouco mais para o caso Tapirapé. Não posso afirmar que os argumentos que ouvi das Irmãzinhas de Jesus sobre a imoralidade do infanticídio foram os mesmos que elas apresentaram aos índios para convencê-los a abandonar esse costume. Podemos imaginar os mil e um sortilégios usados por elas para persuadi-los, inclusive os próprios argumentos (ou parte deles) a mim apresentados. O que é importante considerar, todavia, é sua atitude ética ao procurar persuadir, em lugar de determinar autoritariamente o abandono de um hábito tradicional. Os Tapirapé, por seu lado, parece que se mostraram sensíveis pelo menos a um argumento – recordo bem ter conversado sobre o assunto com um deles –, aquele que mencionava o fato de que qualquer morte estaria contribuindo para a destruição completa de toda a aldeia, tão poucos eles eram. O Tapirapé concordou, dizendo que as Irmãzinhas já haviam falado sobre isso (e, presumo, provavelmente os convencido). Pelo menos nesse caso, podemos dizer que foram dados os primeiros passos (a partir da ética das missionárias) para criar-se uma comunidade de comunicação e de argumentação capaz de resolver pelo entendimento um choque entre culturas.

Isso nos leva a duas ou três considerações finais. A primeira delas sobre a alegada incomensuralidade dos horizontes morais. Nesse sentido, através da utilização da noção de cultura e do relativismo a ela inerente, a antropologia habituou-se a aceitar naturalmente como incomensurável a cultura e, com ela, seu quadro moral. Mas se aceitarmos como consistente o argumento mencionado no início desta exposição, segundo o qual costume ou tradição devem ser distinguidos de moralidade, na medida em que esta última deve ser guiada necessariamente por normas sujeitas a argumentação racional, isso significa que os juízos morais sempre podem ser “negociados” no interior de comunidades de comunicação, tal como sugere a ética discursiva. E quando essas comunidades de comunicação são formadas por pelo menos duas etnias em conjunção – como os casos etnográficos examinados ilustram –, vemos que o exercício da racionalidade (que certamente não é privilégio da cultura ocidental) pode fluir naturalmente desde que as partes ou etnias envolvidas assumam a relação dialógica com a disposição de aceitarem o melhor argumento sobre a justificação de juízos morais postos em evidência discursivamente. Essa abertura ao melhor argumento só é possível, afinal, porque os horizontes em confronto não são absolutamente invulneráveis à razão, mas entre si porosos, como indica a já referida teoria da “fusão de horizontes”; e desde que as etnias em questão admitam dialogar, elas já estariam na prática comprometidas com a possibilidade de um acordo: primeiro, sobre as regras que governariam o diálogo, o que em si mesmo tornaria viável a comunicação interétnica; segundo, o acordo sobre os próprios juízos morais em discussão, o que tornaria realidade a comunidade de argumentação preconizada por uma ética discursiva.

A segunda consideração que ainda me permito fazer diz respeito à importância da ética discursiva para a abordagem antropológica, mesmo quando em lugar de um encontro etnográfico o que se acaba observando é um verdadeiro desencontro – e com ele a impossibilidade de uma desejada fusão de horizontes. Há algum tempo, andei trocando idéias sobre antropologia e ética com um dos bons cientistas sociais brasileiros, o ensaísta Sérgio Paulo Rouanet. (4) Em seu artigo, mais preocupado com questões cognitivas que envolvem sujeitos involucrados em culturas diferentes, Rouanet vai dizer, em certo momento, que mesmo que se exclua a possibilidade de uma fusão de horizontes entre grupos sociais separados por um absoluto e insuperável confronto de valores (ele está se referindo ao apartheid da África do Sul), mesmo assim a relação dialógica “poderia produzir bons resultados do ponto de vista de conhecimento desse sistema”. Sua atenção, naquele artigo, estava concentrada nas dificuldades de interação entre o antropólogo e o nativo (no caso os afrikaaners, os racistas brancos habitantes daquele país); e não entre estes e a população negra dominada que, de alguma maneira, ilustraria o que dissemos a respeito dos casos Tapirapé, Tükúna e Borõro, adicionando talvez, com esse caso, mais um exemplo proveniente de outras latitudes. Porém, o que importa assinalar é que para o pesquisador enquanto tal, estritamente voltado para a cognição dos valores morais de determinada etnia, qualquer que seja ela, ou desses mesmos valores inerentes a um dado sistema interétnico, o que prevalece na óptica desse pesquisador é a possibilidade de tornar os valores morais tangíveis à investigação etnográfica. E para retomar a proposta habermasiana da ética do discurso, concordaríamos com Rouanet que melhor será falarmos de um “quase-discurso” sempre que mencionarmos o produto de uma comunicação inter-cultural, seja a que ocorre entre o antropólogo e aqueles que ele pesquisa, seja aquela que tem lugar entre grupos étnicos em contato. Todavia, gostaria de acentuar que independentemente da posição teórica adotada pelo antropólogo em sua investigação da esfera da moralidade em tal ou qual etnia ou em tal ou qual sistema interétnico, essa esfera deve merecer uma atenção que não tem recebido regularmente em nossas etnografias e nem mesmo em nossos ensaios indigenistas.» ANTROPOLOGIA E MORALIDADE  (*) Roberto Cardoso de Oliveira

o glorioso retorno de quem nunca esteve aqui

[dom] 28 de junho de 2015

#nota 1 [1:24]

o dia inteiro ouvindo… os de ontem, do criolo…

e começando agora… a ouvir:

e hoje/ontem (ou o sábado) foi o dia de por em dia todas as avaliações, notas, frequências… para zerar o primeiro bimestre, neste primeiro semestre. e o ano voou. e o dia também e nem comecei direito.

e assim estou exausto. mas muita coisa ainda falta. falta eu ir ai. falta eu estar aqui. mas de uma coisa eu sei: o saldo está sendo positivo!

#nota 2 [?:??]

pela manhã eu te conto.

gorilla glass…

[sáb] 27 de junho de 2015

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acción poética!

***

quando algo está ruim… pode piorar. lei de murphy.

perdi aula. me irritei. não terminei o preenchimento dos dias de reposição. direção faz de conta e enrola. fico puto. perco o ônibus. fico com fome. chego meia noite em casa. e o celular ainda cai no chão.

nessa hora vi que o gorilla glass funciona. só um risco… e a lei nem sempre é lei. so sorry, murphy!

trilha sonora do caminho de volta tentando me acalmar… estas e outras no aleatório.

No Pienses de Mas // No pienses de más / cuando te quedes sola. / No pienses de más, / no dejes pasar las horas. / La vida es así, / cambia el viento, / cambia la estación, / no siempre se encuentra / una razón.. / No pienses de más / No esperes de mí / que venga y te lleve lejos, / no esperes por mí, / yo no puedo dar consejos. / No me hagas hablar, / no te traigo más / que esta canción, / yo no entiendo / ni a mi corazón.. / No pienses de más / No me escuches / no ves que estoy dolido… / No me sigas, / yo también estoy perdido… / Y no todo se ve / mirando por una lupa, / no todo se ve, / no sé de quien fué la culpa, / nunca lo sabrás, / cambia el viento, / cambia la estación, / no siempre se encuentra / una razón.. / No pienses de más

Organdí / Proyecto de vendaval / Protagonista central / De todas mis pantallas / No sé de dónde vendrás / Pero yo voy de ahora en más / A donde quiera que tú vayas / Inevitablemente / Mi corazón ausente pesa / Por mas inconsistente por mas fugaz que sea / La más fugaz de tus tristezas / Todo se conmocionó / Hay cosas para las que no / Se está nunca preparado / La casa paso a brillar con un amor de organdí / Tan delicado / Mi corazón opaco / Inevitablemente cede / Se mueve a tu vaivén / Queda atrapado en / La trama perfumada de tus redes / La trama perfumada de tu redes / Te miro dormir y te nombro / Te miro y no salgo de mi asombro / Mi aliento te deletrea / Para que mi corazón te lea

trilha sonora desta postagem – ouvindo agora:

01 Intro / do min 00:00 ao 01:36
02 Corpo e Alma part. Emicida / do min 01:36 ao 05:15
03 Pó Esia / do min 05:15 ao 07:42
04 Carrossel part. Alexandre Carlo / do min 07:42 ao 10:46
05 Eu só peço a Deus / do min 10:46 ao 13:31
06 Tristeza / do min 13:31 ao 16:30
07 Versos vegetarianos part. Arnaldo Antunes / do min 16:30 ao 20:02
08 Sonhos part. Kl Jay / do min / do min 20:02 ao 23:25
09 Cidade sem cor part Rael / do min 23:25 ao 27:03
10 18 Quilates de sorriso part. Ellen Oléria / do min 27:03 ao 30:23
11 Rosa do morro part. Roberta Estrela / do min 30:23 ao 34:11
12 Alma lavada / do min 34:11 ao 35:46

 

********

e na sequência: criolo…

***

e da reflexão da tarde:

contradição: quando se pensa em algo e faz outra coisa. o que ‘cê pensou é o correto. mas o que você fez não foi. pelo calor da hora você se deixou levar, não refletiu o suficiente, assinou o que não devia e não brigou pelo que é correto.

 

tomando notas: in a society that profits from your self doubt, liking yourself is a rebellious act

[sex] 26 de junho de 2015

pela tarde:

você percebe que há algum estresse no seu universo quando você está na frente da pessoa e dá um branco: como é o nome dessa criatura? e a memória falha. essa semana esqueci o nome de mais de uma dezena de pessoas que convivo quase diariamente na escola.

outros pontos importantes: estou cá a preencher o calendário de reposição… que desorganização, não minha, do estado e da escola. que me faz trabalhar mais, porque fiz isto já uns 3 vezes no mínimo… me paga muito mal e ainda quer pagar menos, sem falar que sistematicamente destrói a educação… ps: pensei isto ontem quando voltava para casa.

e que bosta de sistema. mas ai tu sabe, sociologicamente sacando tudo isto, que não é falha do sistema… é a seletividade que se dá na aparente desorganização, omissão, silenciamentos… o que parece uma falha não é. é proposital… essas contradições.

e pus meu barco na direção… navegando na cruzada contra a heterossexismo, racismo e machismo na escola. este é o foco. tudo sem esquecer o recorte de classe.

e anoto aqui porque estou a perder papeis de anotação:

fechar projeto com Ana Rita – cultura. URGENTE.

fechar questionário com Valério – cultura/migração/identidade/juventudes

fechar blogue de sociologia com referencias aos grupos do fb – das turmas. centralizar lá aulas e materiais.

fechar diários.

fechar sítios e cartilha do conselho deliberativo escolar. fazer reunião urgente. Montar mural e propor espaço de formação.

fechar projeto de VII Concurso de Cartazes do NIGS/UFSC

fechar projeto com os primeiros sobre o SENSO COMUM/RELIGIÃO/CIÊNCIA – Mural sociológico.

e cuidado para não ficar doente.

faça uma revisão na sua bike, pedale. beba mais água e se divirta bicho. Vá ao FAM!

 

ven, cura esta herida, este blues de incierto final

[qui] 25 de junho de 2015

o tempo do ponteiro gira…
drexler repete-se indefinidamente na vitrola.
é vício, esse cara.
e já não me impaciento por supostamente perder meu tempo.

almocei com minha filha ontem. relaxei, entre um berro e outro, pela tarde. me diverti nas aulas… como eu me divirto em sala. e na ida diante da incapacidade de continuar a leitura, e preso em mais um dia nos intermináveis engarrafamentos da sc-403, me pus a atentar a poesia…

na ida foi um exercício:

exercício sob o que há para além dos olhos de um cão

da profundidade
do olhar canino
me crava uma ideia
para além da carne
e dos ossos:

como deixar o coração latir
se estou aqui
já pensando em partir?

***

na volta, um fragmento… reelaborado neste começo de madrugada:

exercício sobre o transeunte

na primeira cena,
a pele dele
seca como o vento
confunde-se no azul
do lápis-lazúli.

na segunda,
a barba rala
é áspera e ao mesmo tempo morna
como o vapor da terra.

na terceira,
a solidão em suas mãos
presente e dura
como um meteoroide.

na quarta,
os pés, semi-nus,
tão velozes
que ultrapassam o tempo.

na quinta,
o olhar distante
como uma árvore
ou uma montanha.

na sexta,
um corpo estranho
entre os pensamentos.

na sétima arte,
apenas mais um que passa,
mudo, na noite interminável,
decupando-se¹,

em terminais
rodoviários.

e para fechar a noite, exercício de juntar palavras

a noite
alinegra
uma epítome
poética.

__________________________________

e para ter uma noção, porque eu ri de mim mesmo quando percebi em que caos estou: ontem, quarta-feira, um colega me avisou que perdi o segundo encontro do curso de formação. estranhei, estava eu crente que seria hoje, quinta-feira, o terceiro encontro. que para mim eu já havia perdido esse segundo encontro na quarta-feira passada… e para surpresa minha quando chego em casa e vou olhar o cronograma… caio no riso, o foda-se eu já tinha dado na semana passada. e o que sobra para hoje é saber que não vou ter que acordar as 5 da manhã e passar o dia inteiro fora de casa, ufa. mas a ideia de ir ao centro, e de quebra comprar um quilo de erva, miou.

e chego a conclusão que eu estou só um pouco perdido… só um pouco. um pouco menos do que isso eu diria que é normal: a minha normalidade é este estado entre o precário, o provisório, o imperfeito, o falível… sempre inacabado, inconcluso…

por isso que eu digo: tudo é mais caótico do que podemos imaginar.

_________________________________________________________________–

notas de rodapé:

¹ permito-me aqui esse transbordar do verbo. Faço ele delirar e o resignifico.

Citando coisas…

#1

«Justamente aqueles produtos da atividade humana que não podem ser apreendidos enquanto tais sem que haja uma peculiar cooperação do receptor (intérprete), cooperação tornada possível apenas porque há uma anterior conexão que liga o fruidor (intérprete) e a obra.”(GOMES,1996,p.102)

Talvez com certa folga possamos propor o entendimento desta dimensão larga, e quase arqueológica, do termo poesia como criação que faz, produz, alguma coisa.

Numa nota de pé de página, Gomes (108), nos traz a definição de poiesis, do Banquete, de Platão: “Sabes que poiesis é algo múltiplo; pois toda causa de qualquer coisa passar do não-ser ao ser é poiesis. De modo que as confecções de todas as artes são poiesis e todos seus artesãos, poetas…» Extraído daqui ó. Por Roberto Lyrio Duarte Guimarães.

GOMES, Wilson. Estratégias de produção de encanto. In: Textos de Cultura e Comunicação, nº 35. Salvador: Programa de Pós Graduação em Comunicação e Cultura Contemporânea, FACOM/UFBA, 1996: 99-124.

***

#2

«Ven, cura esta pena, quítame estas ganas de ti. Ven, que está frío fuera y hace tanto calor aquí.  Te ví
cruzar la calle y algo crujió dentro de mí…  Ven, que ya se hace tarde y este tren se está por ir.  Muy señora mía ten piedad de un simple mortal. Ven, cura esta herida, este blues de incierto final.  Tu piel
traerá perfumes, reflejos de estrella fugáz…  Ven, ya no lo dudes, no hará falta nada más.  Tan sólo: uuu nosotros dos…» Jorge Drexler.

***

 25 jun, 2015 às 13:38

«a alma revolucionária…»

«Quando se discute a reformulação da esquerda, quando se pondera o sentido do engajamento institucional, seja sob a forma de movimentos sociais e partidos, seja sob a forma governo, devíamos ter em conta dois fenômenos: nosso ‘cansaço com a representação’ e nosso ‘complexo de inautenticidade’.»

o texto é excelente e vale a leitura. mas o fator chave que motivou esse compartilhamento foi essa expressão aqui: complexo de inautenticidade…

ps: muitas das coisas que aparecem por cá, ou seja, neste blogue, são frutos desse estranhamento, desse primeiro contato com algo ainda novo no meu repertório e que causa, que instiga, e que preciso registrar, de forma urgente e imprescindível, nem que seja como uma nota neste caderno de anotações para leituras e releituras noutros momentos.

é o caso deste texto e, principalmente, desta expressão.

abaixo segue o excelente texto de Christian Ingo Lenz Dunker.

 

 

palabras más, palabras menos.

[qua] 24 de junho de 2015

primeiro ponto. são quase três horas da tarde e eu não quero fazer. o quê? fazer nada do que tenho por fazer… eu não quero corrigir as atividades, não quero preparar aulas… não quero ir para escola (ps: e é só quarta-feira ainda). eu não quero fazer nada. não quero ver ninguém. não quero pensar em nada. quero só ficar aqui sem fazer tudo que eu tenho que fazer. estou cheio antes mesmo de começar. a lista de coisas é gigantesca… são os compromissos extra-aula, por em dia as aulas, os projetos, as pessoas… mas calma, respira… as coisas estão ai e você vai ter que encará-las… não adianta esconder-se.

e é tempo demais falando e pouco fazendo.

eu quero ir no fam. eu quero ir no cinema…

eu tenho que arrumar a bicicleta e pedalar… sozinho e/ou com izabel.

e eu preciso urgente de herva mate (porque é mais forte e mais amarga que as ervas de cá)…

precisa acordar cedo (e só de lembrar que amanhã serei obrigado… já penso eu não acordar cedo). preciso acordar… agir… mas…

orra… como parir dói: o processo criativo é angustiante.

e para ouvir melhor noutro momento, por agora segue como som de fundo:

PALABRAS MAS PALABRAS MENOS-LOS RODRIGUEZ-ANDRES CALAMARO

ps: e a livraria cultura disse que o meu PANCPANC está a vir pelo correio.

 

 

 

 

 

+

PS FINAL: QUE VONTADE FODIDA DE BERRAR…

 

y la historia es una red y no una vía.

[ter] 23 de junho de 2015

«El deseo sigue un curso paralelo
y la historia es una red y no una vía
días y noches de amor y de celos
una cama se llena y otra se vacía
(…)
gira inexorable el otro engranaje
la noria invisible de las transgresiones»  El Otro Engranaje. Jorge Drexler.

***

«A Filosofia da praxis – o marxismo – tem duas tarefas: combater as ideologias modernas na sua forma mais refinada, a fim de poder constituir o seu próprio grupo de intelectuais, e educar as massas populares, cuja cultura é medieval».
«Não se pode separar a filosofia da História da Filosofia, nem a cultura da História da Cultura. No sentido mais imediato e determinado, não podemos ser filósofos – isto é, ter uma concepção do mundo criticamente coerente – sem a consciência da nossa historicidade, da fase de desenvolvimento por ela representada e do facto de que ela está em contradição com outras concepções ou com elementos de outras concepções».
«Deve-se, portanto, demonstrar, preliminarmente, que todos os homens são “filósofos”, definindo os limites e as características desta “filosofia espontânea” peculiar a todos os homens, isto é, da filosofia que está contida: 1) na própria linguagem, que é um conjunto de noções e de conceitos determinados e não, simplesmente, de palavras gramaticalmente vazias de conteúdo; 2) no senso comum e no bom-senso; e 3) na religião popular e, consequentemente, em todo o sistema de crenças, superstições, opiniões, modos de ver e de agir que se manifestam naquilo que se conhece geralmente por “folclore”». (António Gramsci)

**

«Vamos pedaleando
contra el tiempo,
soltando amarras.
Brindo por las veces
que perdimos
las mismas batallas.
Tengo tu sonrisa
en un rincón
de mi salvapantallas.» Salvapantallas. Jorge Drexler.

 

***

um poema, umas notas… algumas canções.

[dom] 21 de junho de 2015

o poema obscuro
mira-me no espelho.
uma miragem,
uma imagem
captada ao acaso:
a forja da palavra,
a dura lavra.

o poema
é uma passagem:
uma rocha
amorfa e muda,
um vegetal retorcido,
um verbo seco,
um instante ao vento.

o poema é nada além
de um desejo cego,
um corte, um rasgo,
uma dor surda,
uma dúvida latente.

o poema é
o que foi dito
e o devir,
desde o mais
profundo de teu ser

o poema
está entre
o imperceptível
e o que de nós,
possamos traduzir.
***

o mote do poema era: “dificuldade de escrever. estar seco neste vento frio”. e ao escrever e reescrever as imagens foram se sobrepondo e o poema tornou-se um poema. das pesquisas ao longo da escrita cai nesta citação, que faz todo o sentido:

«O verdadeiro poeta é aquele que encontra a ideia enquanto forja o verso.»
Émile-Auguste Chartier Alain

***

e abaixo, algumas notas de coisas que li pela rede que achei interessantíssimas – essas coisas me tocam profundamente, alguma coisa delas me habita.

tanto a citação, de Caio Fernando Abreu, e a imagem, de Courtney Wirthit, compõe uma bela postagem, “das coisas inexplicáveis, necessárias” encontrada num interessantíssimo blogue: A PARTE E O TODO DE MIM

«Tento me concentrar numa daquelas sensações antigas
como alegria ou fé ou esperança.
Mas só fico aqui parado, sem sentir nada,
sem pedir nada, sem querer nada.» Caio Fernando Abreu

l**

e das redes sociais… abaixo uma canção de caetano, o genial caetano.

«Disse que vinha, e veio, lá do Norte / O mar nos olhos / Era noite sem vento e eu nem cri na minha sorte / Houve curiosidade, um calmo susto, alguma palidez / Por trás do ouro do seu rosto / Quero ser justo / Mesmo que não pudéssemos manter a lua cheia acesa / Ou não, ainda, nem no seu nem no meu coração / Eu vi você / Uma das coisas mais lindas da natureza / E da civilização»

**

gradell imagem de daniel alonso, da revista Photographize.

**

e umas canções:

 

efeito bruce lee

[qua] 17 de junho de 2015

a top list do momento:

acetilcisteína
cloridrato de fenilefrina
paracetamol
maleato de clorfeniramina
ácido ascórbico
cloridrato de benzidamina
levomentol
cânfora
óleo de eucalipto
alguns chás
mel
e própolis.

o efeito bruce lee é só para zoar… não tive esse efeito, até porque no momento sem condições de qualquer bebida alcoólica. mas toda essa medicação tem feito um estrago danado. mas a febre, a tosse, a dificuldade de respirar e falar tem diminuído.
segunda-feira até fui para escola, mas sem condições de dar aula, apenas deixei eles desenvolvendo uma lista de exercícios. terça tirei para dormir muito. e quarta-feira, hoje… pela primeira vez, faltei, ao trabalho.

e descobri esse caminho aqui para tornar meu pc um ponto de wifi para o zenfone.

netsh wlan set hostednetwork mode=allow ssid=[nome da sua rede] key=[senha da rede]
netsh wlan start hostednetwork

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